11 outubro 2008

A senhora que vai mudar Washington


Há quem tenha fé. Há quem se julgue iluminado. E há quem acredite que se disser o que as pessoas gostam de ouvir pode ir mais longe.

Não sei se Sarah Palin é mulher de fé, embora já a tenha visto em cerimónias com algo de bruxaria. Não sei se se vê como iluminada, talvez sim, talvez não. Sei que confunde uma campanha eleitoral com propaganda a um produto. O produto é ela própria. O que vai mudar na capital se ela para lá for.

O que irá mudar? A ver pelas notícias: todos os que não obecerem a ordens suas, mesmo que sejam arbitrárias e ilegais, serão despedidos.

Para Sarah Palin a lei é como uma moeda. Uma face para ela e para a sua família, outra face para quem não é da família. A família pode arrebentar com todos os "valores" que ela diz defender. E se for alguma amiga de infância, cúmplice dos mesmos princípios republicanos, sempre se arranja um lugar altamente remunerado na função pública.

Já os opositores, sejam eles quais forem, terão sempre à perna uma mulher de sorriso de plástico, a berrar, a berrar, muito cheia de si.

Eu não consigo perceber que raio de "valores" defendem os republicanos. Cheira-me que defendem apenas os das mais-valias e os do poder, que traz benesses financeiras e sociais.

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