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15 maio 2012

A democracia de que não se gosta

Não falta por aí quem perore sobre a democracia. Perorar é fácil, o pior é quando, como na Grécia, a democracia se alia ao populismo e o país fica ingovernável: «Os levantamentos de depósitos dos bancos gregos ascenderam a 700 milhões de euros na segunda-feira, um dia antes da reunião de "última oportunidade" para a formação de um governo de coligação, informou hoje o portal da presidência grega.» [fonte] Teme-se a continuação da sangria, até porque já vai em 16 mil milhões de euros o montante depositado pelos gregos no estrangeiro desde 2009, ano em que começou a crise da dívida soberana grega.

05 janeiro 2012

E no grande negócio da EDP

Os pintelhos dão lugar à cadeira de "chairman" para Eduardo Catroga e António Mexia vai substituir António Mexia na presidência executiva da EDP.
Os milhões são óptimos lubrificantes da tolerância. Daqui a dois ou três anos se vai ver o que dizem Catroga e Mexia, quando forem corridos.

18 dezembro 2011

Da emigração

Já é a segunda vez que alguém do governo sugere a emigração como modo de vida para os portugueses. Agora coube a Passos Coelho a sugestão. Diz ele que Angola e Brasil são destinos a pensar pois têm capacidade para absorver mão-de-obra portuguesa em sectores com “tudo o que tem a ver com tecnologias de informação e do conhecimento, e ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, com a educação, com a área ambiental, com comunicações”.
Curiosamente há países a colher os investimentos feitos na educação. Como a Coreia do Sul, que se tornou "num campeão das exportações". Diz-se no Público: "A Coreia do Sul apresentava entre 1980 e 1990, uma posição semelhante à portuguesa no índice de desenvolvimento humano do PNUD, mas desde então disparou para o 15.º lugar, enquanto Portugal caiu alguns postos, para 41.º. A diferença resulta sobretudo dos níveis de instrução da população, que é um dos grandes investimentos das famílias sul-coreanas."

05 julho 2011

O exemplo vem sempre de cima


Aos pequenos dizem: cortar, cortar, cortar. E têm de cortar onde já há quase nada. Aos grandes aumentam, porque precisam de, dizem, manter "um nível de vida apropriado à sua posição de directora-geral e às necessidades de representação do fundo”.
Falamos dos abonos de Christine Lagarde, nova directora-geral do FMI, que incluem 467 940 dólares (323 000 euros) e 83 760 dólares (cerca de 58 000 euros) para cobrir gastos de representação. Além disso, Lagarde irá receber ainda um complemento diário e terá pagas várias despesas, nomeadamente com hotéis.
Os portugueses acharão, por certo, muito bem e continuarão, felizes a apertar o cinto da pobreza.

05 abril 2009

A Pedra da Eloquência


Uma pedra pode não ser apenas uma pedra, é o caso da Pedra de Blarney ou Pedra da Eloquência que se encontra sob uma ameia no Castelo de Blarney, em Cork, na Irlanda. Rezam as muitas lendas que a Pedra concede o dom da eloquência a todo aquele que a beijar. Para beijá-la, o visitante tem de inclinar-se para trás, segurando-se a um corrimão. Nem sempre foi assim, antes era agarrado pelos pés o peregrino que quisesse beijá-la.

Muitas lendas tentam explicar o ritual de beijar a pedra azulada de Blarney. A mais conhecida conta que a Pedra possui poderes mágicos que envolvem uma velha mulher, supostamente uma bruxa, que foi salva de morrer afogada pelo Rei de Munster. A mulher ficou tão agradecida que lhe concedeu o dom da eloquência. O Rei teria apenas de beijar a pedra do topo do Castelo. Com esse gesto não só ganharia o dom da eloquência como passaria a ser querido por todos.