27 fevereiro 2009

Em Viana não se pode comer carne nem peixe: para defender os animais



Viana do Castelo é uma cidade e pêras. Acaba de decidir que a realização de qualquer espectáculo tauromáquico no espaço público ou privado do município fica proibido sempre que ele dependa de qualquer autorização a conceder pela autarquia.
O politicamente correcto tem destas coisas: cega.
O PS local acha que assim contribui para (não se riam) "ir de encontro ao perfil de cidade saudável".
De facto, uma cidade não é habitada por pessoas, mas por idiotices e vaidades de certos políticos. Se assim não fosse, não passava pela cabeça daqueles senhores aprovarem medidas que farão a alegria dos fundamentalistas, mas que deixam triste quem gosta de tradições. Viana é o exemplo perfeito de um lugar que assimilou os valores folclóricos do Estado Novo, dos quais muito se orgulha e vende como imagem de marca. No entanto, não gosta do que é genuinamente português, nem defende valores de tolerância e apreço pela diferença. Prefere correr atrás do politicamente correcto. Por isso, em Viana não tardará muito que a autarquia impeça o abate de vacas, porcos, borregos, ovelhas, coelhos, galinhas, além da capatura de peixes, pois ali "o executivo socialista considera que o espírito de cidade moderna e progressista deve estender-se ao respeito pelos direitos dos animais".
Os vianenses que continuarem a comer animais estarão não só a desautorizar essa sumidade cultural que é Defensor Moura, como a impedir que Viana seja moderna e progressista.
É que, como facilmente se percebe, os touros apenas existem para corridas e espectáculos, contribuindo para o enriqueciemnto do país (informação vinda a público há tempos). Já os porcos, vacas, cabritos, frangos, coelhos, perus, etc. existem para alimentar a população.


15 comentários:

Luis disse...

As tradições fazem-se e desfazem-se.

pisca de gente disse...

Pois fazem, mas quando há tanto museu para guardar passado... é esquisito que sendo a tourada um museu vivo seja proibido.

Nuno Barata disse...

"ir de encontro ao perfil de cidade saudável".
Ir de encontra a, signifaca estar contra, contraiar. Ir ao encontro de, siginica o que o PS de Viana queria dizer, estar no canminho de, ir no sentido de.

A ignorância também tomou conta de Viana.

Pedro Morgado disse...

A decisão da autarquia vianense é saudável e devia ser seguida por todos os municípios do país.

Fazer da tortura animal um espectáculo é uma tradição medieval e decadente que deve ser erradicada.

Parabéns aos Presidente da Câmara de Viana do Castelo!

Tiago R. disse...

A comparação é demagógica! Os animais mortos para a alimentação humana são-o para um fim útil e, na medida do possível, sem sofrimento desnecessário.

Ao contrário das sessões de tortura de touros apenas para satisfação dos instintos mais primários de trogloditas!

E quanto a tradições, tradicional era lançar cristãos aos leões! Que tal ressuscitar o bonito costume?

Diogo disse...

Porque razao a vida de um touro deve ser menos valiosa que a de um ser humano? Se fosse um ser humano na arena a coisa mudava de figura nao? Toura nao é arte nem cultura, pois nao sei se sabem mas foi uma "tradiçao"(macabra) importa de Espanha, meu caros preservadores da tradiçao

pisca de gente disse...

A tourada de praça em Portugal exibe três tipos de actuação: a pé, a cavalo, pega.
O touro, depois de corrido, é morto. São animais criados para isso mesmo. Possantes, com investidas rápidas. A presença de um touro é visualmente forte. Simboliza a força da vida e o poder da morte. Só pessoas bem treinadas se habilitam a enfrentar o touro. O espectáculo pode ferir sensibilidades, mas só lá vai quem quer ou quem é aficionado.
Já ver homens e mulheres a dormir na rua; pessoas que são expulsas do emprego com quarentas e cinquentas; gente que enche os hospitais e é mal atendida, entre muitos outros espectáculos desumanos incomoda muito mais. Porque é involuntário, embora faça parte da rotina de milhares. Porque mostra bem como o homem, tão politicamente correcto, é criminoso quando se trata do seu semelhante.
Que o PS de Viana do castelo não goste de touradas é assunto que não incomoda ninguém. Que as decida proibir é algo que, por mais propaganda e prosápia, cheira a mentira: porque se são tão amigos dos animais, têm que proibir os matadouros, a pesca, a caça e outras actividades. Só que quando falamos de paparoca todos parecem meter o rabinho entre as pernas e assobiar para o lado.
Os queridos comentadores que são contra as touradas são todos macrobióticos ou vegetarinos?

Luis disse...

Acho que ninguém tem dúvidas do sofrimento a que se submete o touro durante uma corrida. (Se tiverem, metam-se na pele do mesmo, e imaginem-se sendo toureados. Deve ser uma experiência muito gratificante.) O mundo transborda de sofrimento a que não se pode por fim por decreto, infelizmente.
Quanto aos matadouros e etc, podem por mim, encerrar todos. Já lá vão 8 anos que vivo sem carne nem peixe.
Simplesmente não faz falta.

Pedro disse...

Se é com comentários destes que pretendem defender as touradas, mais cidades, certamente mais cidades se seguirão.

Tentar denegrir uma cidade, os seus costumes e tradições, mostra apenas falta de argumentos.

Quanto ao facto da tourada ser tipicamente portuguesa, revela apenas muito pouco conhecimento sobre o país.

Deixem-nos com o nosso folclore e fiquem com as touradas nas terras dos campinos e todos conviveremos alegremente.

Pedro

Tibério Dinis disse...

Uma comparação demagogica, com este nível de argumentação não há discussão que aguente.

Haja Saúde

Nuno Franco disse...

O que é um vegetarino? estive à procura no dicionário e não encontrei...

pisca de gente disse...

Oh, Nuno, com essa é que V. me enfiou duas bandarilhas. Que erro crasso (vegetarino em vez de vegetariano). Mea culpa, mea maxima culpa. Atiro-me já para a arena. Olé!
Já quanto às touradas, dizer que a tradição vem de Espanha é não saber História. Quando os romanos chegaram a Hispania, encontraram toureiros: iberos e lusitanos. Já nesse tempo os touros faziam parte dos divertimentos do povo.
A tourada portuguesa com os rituais que lhe conhecemos hoje remonta aos tempos de D. João V (século XVIII). Já quanto a preconceitos contra os espanhóis, foram criados ao tempo de D. João IV, por necessidades políticas.
A tourada é tão portuguesa quanto espanhola. O que houve foi uma lei que, em 1836, proibiu a morte do touro em praça, dada a sensibilidade do legislador.
Em relação ao sofrimento do animal, eu por mim proponho que se faça um inquérito, seguido de referendo, aos touros. Pergunte-se-lhes quanto sofrem. E já agora faça-se o mesmo ao bacalhau, à sardinha, à pescada, ao carapau, à lagosta, ao cmarão, à truta, ao robalo, à solha, à vaca, à galinha, ao pato, ao peru, à cabra, ao porco se sofrem muito quando são assassinados para que os fundamentalistas anti-touradas possam pavonear-se a favor dos animais.

pisca de gente disse...

Oh, oh, oh: cmarão. Fui ver ao dicionário e nicles, não consta. Eu sou mesmo cegueta. Camarão, camarão é que é.

Filipa disse...

Incrível. Comparar uma necessidade básica como a da alimentação, com um espectáculo que nada traz de bom ao mundo e que apenas permite que algumas mentes retrógadas se deliciem com a visão de sangue. Que básico, não é?
Pessoalmente, dou muito valor às tradições enquanto elas façam sentido. Faz sentido torturar um animal que sente dor apenas por diversão? Leiam um livro que sempre se entretêm e não aborrecem ninguém. E não, não estou apenas a ser politicamente correcta, acredito inteiramente no que escrevi.

Anónimo disse...

fonte?