13 dezembro 2011

Da poupança

A taxa de poupança das famílias portuguesas desceu de quase 24% do rendimento disponível em 1985 para 10% no final dos anos 1990, mantendo-se praticamente estável desde então. Recordemos que por então os juros começaram a descer e a inflação manteve-se alta. No entanto, para os estudiosos isso deveu-se ao desenvolvimento do Estado social e à facilidade no acesso ao crédito.
Hoje, a taxa de poupança ronda os 10 por cento, mas dizem que deveria ser o dobro, já que 20 por cento é a taxa que “parece garantir alguma solidez” à economia de um país.
O que agora se pretende é que se consuma menos e amealhe mais. Para que as pessoas vivam melhor? Não, para que o país seja sustentável. Ou será para que alguns continuem a cavar o fosso da desigualdade?

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