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21 maio 2011
20 abril 2010
11 janeiro 2010
Éric Rohmer (1920-2010)
Morreu o realizador francês. Tinha 89 anos.
Figura da Nova Vaga do cinema gaulês, colaborou nos «Cahiers du Cinema» entre 1957 e 1963 e notabilizou-se por filmes como «Ma nuit chez Maud» e os Contos das quatro estações (Outono, de 1998; Verão, de 1996; Inverno, de 1991 e Primavera, de 1990).
Figura da Nova Vaga do cinema gaulês, colaborou nos «Cahiers du Cinema» entre 1957 e 1963 e notabilizou-se por filmes como «Ma nuit chez Maud» e os Contos das quatro estações (Outono, de 1998; Verão, de 1996; Inverno, de 1991 e Primavera, de 1990).
16 maio 2009
Bright Star, filme de Jane Campion

A história de amor entre o poeta britânico John Keats (Londres, 1795 - Roma, 1821) e a sua encantadora vizinha Fanny Brawne, vista pelo olhar de Jane Campion (Wellington, Nova Zelândia, 1954). Um filme cheio de sussurros, borboletas e versos.
Bright star, would I were stedfast é parte do primeiro verso de um poema redigido em 1819 (imagem acima) por Keats. Que reza assim:
Bright star, would I were stedfast as thou art -
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors -
No - yet still stedfast, still unchangeable,
Pillowed upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever - or else swoon to death.
Bright star, would I were stedfast é parte do primeiro verso de um poema redigido em 1819 (imagem acima) por Keats. Que reza assim:
Bright star, would I were stedfast as thou art -
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors -
No - yet still stedfast, still unchangeable,
Pillowed upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever - or else swoon to death.
06 dezembro 2008
Agustina e Manoel de Oliveira por Ana Marques Gastão


«Não será por acaso que Manoel de Oliveira vai beber à criação romanesca de Agustina Bessa-Luís, digamos que de forma algo obsessiva, sendo sete ao todo os filmes em que na ficha técnica a escritora de Sibila surge como autora da obra adaptada ou dos diálogos. Francisca (1981); Vale Abraão (1993); O Convento (1985); Party (1996); Inquietude (1998); O Princípio da Incerteza (2000) e Espelho Mágico (2005) demonstram-no.
E porquê? Talvez porque Agustina seja uma criadora de grandes enredos, que recupera a tradição da grande ficção portuguesa do séc. XIX e, de algum modo, a dimensão camiliana. (...)
Se algo se adapta à rodagem cinematográfica na sua obra é, sem dúvida, a ideia de que a narrativa dir-se-ia apenas um dos eixos do romance de Agustina. Talvez essa marginalidade agrade a Oliveira pela sua não menor tendência divagante, já que a romancista se detém em descrições obsessivas e, por meio das suas personagens, transmite, exemplarmente, uma carga de mistério e de realidade própria da sua cosmogonia.
É esse mesmo mistério, o do ser humano, do nascimento, da morte, de Deus, da natureza - nos elementos mais ínfimos ou grandiosos -, que atrai, decerto, Oliveira, bem como o sentimento da terra enquanto "infinito espiritual". São as figuras que Agustina tão bem desenha, habitadas pela fúria, arrastadas além de si próprias, que ambos os criadores delineiam com a mão firme.
A memória, essa, é a chave da criação. O despertar da natureza humana Oliveira arranca-o aos textos de Agustina, a partir da violência das sensações vindas do interior, na lentidão do movimento, numa certa harmonia trágica em que romancista e cineasta interagem. Mas será no contrato humano que as obras melhor se entrelaçam, no trato do desejo, da cobiça e do amor.
A desordem do pensamento da escritora - reconhecida, aliás, por ela própria -, a sua forma caótica de se estender, torna a "vertigem do incomunicável" em Oliveira ainda mais abissal, pois o aforismo invade os romances em detrimento dos diálogos. Na sua impossibilidade de conclusão, texto e imagem reafirmam-se no silêncio que se ergue como uma catedral e nos faz reflectir sobre o tempo e a eternidade.»
in DN
05 dezembro 2008
Ingmar Bergman (1918-2007)

Textos e entrevistas do realizador, muitas das quais nunca antes vistas fora da Suécia, bem como imagens exclusivas dos seus filmes estão disponíveis num livro editado pela Taschen.
Antes da sua morte, em Julho de 2007, Ingmar Bergman concedeu à Taschen e à Max Ström acesso completo aos seus arquivos na Fundação Bergman. Ambas as editoras quiseram homenagear uma carreira de 60 anos, tornando públicos os arquivos daquele que é, para muitos, um dos melhores realizadores de sempre.
O livro de 592 páginas contém uma retrospectiva da carreira de Bergman, não só no cinema, como no teatro, onde foi responsável por mais de 170 peças. Como bónus o tomo vem acompanhado de um DVD com quase duas horas de documentários raros.
Segundo Kakutani, os filmes de Ingmar Bergman tratam de desejo, dor, religião e amor. Um mundo onde “a fé é ténue; a comunicação, elusiva; e o conhecimento próprio, na melhor das hipóteses, uma ilusão”.
O próprio realizador confessava: "Eu quero fazer filmes sobre condições, tensões, imagens, ritmos e personagens dentro de mim que, de uma forma ou de outra, me interessam."
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