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23 novembro 2009

Marte tinha água e muita


Pelo menos é a ideia com que se fica ao olhar para a cartografia do hemisfério norte do planeta. Quem quiser pode ir até aqui e descarregar um mapa em alta definição.

17 março 2009

A Goce em órbita


Não, não é um sopinha de massa a falar e não se trata daquilo que alguns estão a pensar. A Goce é uma sonda (Gravity field and steady-state Ocean Circulation Explorer) da Agência Espacial Europeia (ESA). Lançada hoje para o espaço a partir do norte da Rússia, está em órbita, a 280 quilómetros da Terra.
A Goce vai medir e analisar as pequenas variações na gravidade terrestre a fim de seguir a direcção e a velocidade das correntes oceânicas e assim perceber como é que os oceanos transportam o calor pelo globo. Com esta informação é possível melhorar-se os modelos informáticos que prevêem as alterações climáticas.

06 março 2009

Kepler: um olho electrónico para espiar o espaço



A anos-luz da Terra, algures na nossa Via Láctea, uma anónima e modesta estrela alberga um pequeno planeta, feito de continentes de pedra, oceanos de água líquida e céus azuis. Tal como a Terra, esse planeta completa uma órbita em torno do seu sol em mais ou menos um ano. Não é nem muito quente nem muito frio: tem a temperatura ideal para o desenvolvimento da vida. Quem sabe, talvez já esteja cheio de vida... O que não daríamos para o ver!
O mais provável é que isso nunca venha a acontecer - mesmo um punhado de anos-luz são milhões de quilómetros a mais para os seres humanos lá chegarem em pessoa. Mas os astrónomos acreditam que é, contudo, possível fazer algo que se aproxima disso: estudar a atmosfera de planetas como este - se é que existem -, determinar se são habitáveis e descobrir eventuais sinais da presença de vida.
É um velho sonho da Humanidade, saber se estamos ou não sozinhos no Universo. O nosso "pontinho azul", como lhe chamava o conhecido astrónomo Carl Sagan, será único, ou haverá muitos outros como ele noutros cantos da Via Láctea e até de outras galáxias? E se houver muitos outros, haverá ou não vida neles? E se houver vida neles, será vida inteligente, consciente, ou apenas vida primitiva?
As respostas poderão vir através do novo telescópio espacial Kepler que a NASA se prepara para lançar para o espaço.
O novo telescópio, baptizado em homenagem a Johannes Kepler (1571-1630), pai da astronomia moderna, pesa uma tonelada e custou 478 milhões de euros. É basicamente composto por uma câmara digital de 95 milhões de pixéis - a mais potente de sempre a ser colocada no espaço - e de um espelho com quase um metro e meio de diâmetro. A abertura do telescópio é quase de um metro.
Colocado em órbita à volta do Sol, seguirá o rasto ao nosso planeta e ficará orientado para uma porção do céu visível do Hemisfério Norte da Terra, na direcção das constelações Cisne e Lira. Ao longo dos três anos (pode chegar aos seis) que deverá durar a sua missão, vai realizar um gigantesco "recenseamento planetário", olhando fixamente e simultaneamente para mais de 100 mil estrelas nessa região da Via Láctea.
Para detectar exoplanetas, o Kepler utilizará o método dito dos trânsitos, que consiste em detectar pequeníssimas flutuações da radiação, "piscadelas" na luz emitida pelas estrelas, devidas à passagem de um planeta à sua frente. O Kepler é um aguçadíssimo olho que o homem atira para o céu.
O Kepler fará observações em contínuo, sem desviar o olho dos seus alvos e sem pestanejar, e enviará para a Terra os dados recolhidos uma vez por semana.

Fonte: Público

04 março 2009

O asteróide DD45


O asteróide DD45, com 30 a 40 metros de diâmetro, passou na segunda-feira a 60 mil quilómetros do sueste do Pacífico, sete vezes mais perto do que a Lua. Uma surpresa para os astrónomos, que não esperavam que passasse tão perto do nosso planeta, referem os média australianos.

O mais recente objecto que se tinha avistado passar tão perto da Terra foi o 2004 FU162, um asteróide de seis metros que passou a mais de 6 mil quilómetros no nosso planeta, em Março de 2004.Nos tempos recentes apenas um asteróide de dimensões semelhantes ao 2009 DD45 colidiu com a Terra. Há cem anos, a 30 de Julho de 1908, o Tunguska atingiu a terra na zona da Sibéria libertando força equivalente a 85 bombas como a de Hiroshima e derrubando 80 milhões de árvores.

15 janeiro 2009

Ano Internacional da Astronomia


2009, um ano cheio de fenómenos, para contentamento dos astrónomos amadores: o mais longo eclipse solar a 22 de Julho, uma chuva de estrelas em Novembro e uma vista privilegiada para Júpiter em meados de Outubro.
Acreditando que não podemos ser os únicos em 100 milhões de estrelas, os astrónomos esperam não só encontrar provas de vida extraterrestre como respostas para as perguntas:
Como é que as galáxias se formam e evoluem?
Como é que as estrelas e planetas se formam?
Questões que certamente farão parte do Ano Internacional da Astronomia que arrancou hoje, em Paris. Sob a égide da UNESCO e da União Astronómica Internacional, o conjunto das comemorações evoca Galileu e apela à descoberta dos mistérios do universo.
Familiarizar o grande público com o conhecimento do cosmos é a missão estabelecida para o Ano Internacional da Astronomia, que marca no calendário das efemérides os 400 anos da descoberta das luas de Júpiter por Galileu, o primeiro a utilizar um telescópio para observações e a defender, contra todas as teorias vigentes à época, que é a Terra a girar em torno do Sol e não o contrário.
Um dos pontos cimeiros deste ano será o lançamento, previsto para Abril próximo, de dois satélites europeus de observação, o telescópio espacial Hershel e o observatório Planck. Eles ficarão posicionados a 1,5 milhões de quilómetros da Terra e, entre outras missões, farão a observação da formação de estrelas e galáxias e dos campos de radiação cósmica do passado.

18 dezembro 2008

61 segundos


O último minuto do ano da graça de 2008 terá sessenta e um segundos. Ops. Tudo para corrigir uma pequena anomalia entre os relógios atómicos e o tempo astronómico, criado pela rotação da Terra.
Até 1972 a contagem do tempo fazia-se com referência ao GMT (tempo do meridiano de Greenwich), ou seja, ao tempo solar médio no Observatório Real de Greenwich.
O Horário Universal (UTI) é uma versão moderna do GMT, que se calcula dividindo a rotação do nosso planeta em 86 400 segundos. No entanto, devido à desaceleração gradual da Terra, adoptou-se nesse ano de 1972 uma nova medida standard, baseada nos relógios atómicos de alta precisão.
O Tempo Atómico Internacional (TAI) é da responsabilidade do Escritório Internacional de Pesos e Medidas de Paris. Aí se define actualmente um segundo como equivalente a 9 192,631.770 oscilações de um átomo césio-133.
Em 1972, acrescentaram-se dez segundos intercalares ao UTC e desde então já houve necessidade de lhe juntar mais 23 segundos, a última vez em finais de 2005.

13 dezembro 2008

Lua cheia


Há 15 anos que a Lua Cheia não estava tão perto da Terra. São 30 mil quilómetros a menos do que o normal. A lua tem uma órbita elíptica à volta da Terra, por isso não está sempre à mesma distância do planeta. Hoje está só a 363.000 quilómetros, por isso apresenta-se aos nossos olhos 14 por cento maior e 30 por cento mais brilhante. Costuma distanciar cerca de 384.405 Km do nosso planeta.

26 novembro 2008

Encélado


Na superfície de Encélado, uma das 31 luas de Saturno, há colunas de vapor de água que produzem jorros de gases de alta densidade. Isso mesmo diz o artigo de uma investigação publicada na britânica revista científica Nature. Os estudiosos do Jet Propulsion Laboratory (JPL), do Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA), chegaram a essa conclusão depois de analisarem as imagens tomadas pela sonda Cassini (projecto conjunto da NASA e da Agência Espacial Europeia).

Quando a Cassini passou perto desse satélite de Saturno, em 2005, captou uma coluna de vapor de água a jorrar por umas fissuras do seu pólo sul. Os cientistas verificaram que entre essa coluna de vapor se destacavam jorros de gás de alta densidade. Pensam tratar-se de água líquida, com gás acelerado a velocidade supersónica em canais que funcionam como a boca de uma mangueira.

13 novembro 2008

A 25 anos luz da Terra


Na constelação de Piscus Austrinus, a dois passos estelares da Terra (25 anos luz), mora o Fomalhaut B, um exoplaneta cujo movimento de translação à volta da sua estrela solar demora 872 anos dos nossos.

Fomalhaut b, como se pode ver na imagem captada pelo telescópio espacial Hubble, possui um imenso anel de pó e escombros. Segundo os cientistas, tem a mesma massa de Júpiter. O nome, de origem árabe (Fom al-Haut), significa boca de peixe.

18 outubro 2008

Meia tonelada atirada para o espaço


A Terra vai atirar 462 quilos para os confins do nosso sistema solar. Para aquele ponto lá muito longe onde começa o espaço interstelar.

O objecto em causa tem um nome pouco abonatório: IBEX (Interstellar Boundary Explorer). Leva instrumentos para captar imagens e criar a primeira cartografia daquela vasta zona de turbulências e de campos magnéticos.

17 outubro 2008

Depois de tanto fogo, um pouco mais de fogo


Uma bola gigante a escaldar e a alta velocidade.

2250 graus Celsius.

É um planeta. E já bateu os recordes de temperatura e velocidade.

Chama-se o WASP-12b. Talvez por isso, ter um nome tão politicamente correcto, a sua órbita demora apenas um dia. Embora WASP seja o acrónimo de Wide Angle Search for Planets.

O “novo” exoplaneta tem uma massa 1,8 vezes maior do que a de Júpiter e está a uma distância bastante curta da sua estrela, o que explica a razão pela qual é tão quente. No entanto, este mesmo facto foi uma surpresa para a equipa de cientistas que descobriu o “novo” corpo, porque desafia os modelos de cálculo da proximidade dos planetas às suas “estrelas-mãe”.

Até aparecer o WASP-12b, o recorde do planeta mais quente pertencia ao HD149026b, que tem uma superfície completamente negra e que tem temperaturas da ordem dos 2040 graus Celsius.

05 setembro 2008

O asteróide 2008 KV42


Os astrónomos detectaram um asteróide curioso, que anda à volta do Sol no sentido inverso aos dos restantes corpos do Sistema Solar. A descoberta pode ajudar a explicar a origem da família de cometas como o Halley e ser o elo perdido que há muito se procurava.O ‘novo’ asteróide, baptizado com a designação de 2008 KV42, encontra-se na cintura de Kuiper, um anel de corpos gelados além de Neptuno, a descrever uma órbita que é quase perpendicular às órbitas dos planetas, com uma inclinação de 104 graus. A descoberta data de 31 Maio, dia em que os investigadores do grupo de Investigação Franco-Canadiana do Plano Eliptíco (IFPE) detectaram, pela primeira vez, o corpo ‘rebelde’, enquanto procuravam corpos trans-neptunianos em órbita com inclinação elevada, usando, para o efeito, o telescópio Canadá-França-Havai.
As primeiras observações permitiram concluir que possuía 50 quilómetros de diâmetro e que descrevia uma órbita invulgar, mas será necessário recorrer a outros telescópios para confirmar se é ou não o elo que faltava entre a Nuvem de Oort e os cometas do tipo do Halley.
Continua a não ser claro de onde vêm os cometas desse tipo. Os modelos de computador sugerem que há duas hipóteses para os locais de origem: a cintura de Kuiper (onde o 2008 KV42 foi agora descoberto) ou a distante Nuvem de Oort, uma região de corpos gelados a uma distância entre 20 mil UA e 200 mil UA do Sol (uma UA - Unidade Astronómica equivalente à distância média entre a Terra e o Sol).
A órbita do 2008 KV 42 parece estar estável há centenas de milhares de anos, mas os astrónomos acreditam que as suas características particulares podem indicar que foi trazido para o Sistema Solar a partir da Nuvem de Oort. Caso fosse esta realmente a origem do 2008 KV42, seria finalmente possível mostrar como ocorre a transição de corpos celestes até que se tornem em cometas como os do tipo do Halley.
Para Brett Gladman, um dos investigadores do IFPE o ‘novo’ corpo apresenta grandes semelhanças com este tipo de cometas, que também viajam “ao contrário” e apresentam órbitas de inclinação acentuada.
Até agora as órbitas dos asteróides na região para lá da órbita de Neptuno têm fornecido importantes pistas sobre como o exterior do Sistema Solar tomou forma e evoluiu. Os corpos celestes descobertos são novas pistas para traçar a história do início do Sistema Solar e desafiam até algumas teorias já aceites.
O 2008 KV42 promete fazer isso mesmo. Um dos investigadores do projecto, JJ Kavelars, reforça a importância deste achado “apesar de estarmos especificamente à procura de corpos trans-neptunianos já há algum tempo, nunca esperámos encontrar um que descrevesse uma órbita ao contrário.” Até agora este é o primeiro corpo celeste na região para lá de Neptuno a ‘seguir naquela direcção’. A equipa que o descobriu já o apelidou de Drac, diminutivo de Drácula, pois a órbita ‘lateral’ deste corpo celeste dá a impressão que pode andar pelas paredes e que, além de um carácter ‘rebelde’, tem poderes mágicos tal como os vampiros.
Fonte: Público

03 julho 2008

Até o sistema solar… levou um soco


O sistema solar não está envolto numa bolha de partículas solares perfeitamente redonda, mas antes numa bolha que parece ter levado um soco, que a deixou com uma pequena amolgadela num dos lados.

Os ventos solares, partículas electricamente carregadas, formam a tal bolha gigantesca em redor da nossa estrela, a heliosfera. Mas o fim da heliosfera não é abrupto. Primeiro, é preciso ultrapassar uma zona chamada "fronteira de choque", a fronteira da bolha interior na imagem aqui publicada, onde a velocidade supersónica dos ventos solares desce abruptamente e começam a sentir-se efeitos dos ventos de outras estrelas. Só depois de atravessar essa região, já na camada exterior da heliosfera, se chega à heliopausa e se entra verdadeiramente no espaço interestelar, ultrapassando os limites da bolha exterior da imagem (acima).

A informação só é possível graças ao trabalho das sondas gémeas Voyager 1 e 2.

15 abril 2008

A Lua está zangada com a Terra




Sabias que a Lua se afasta da Terra, a cada ano que passa, 3.82 centímetros?

A Lua não tem atmosfera e apresenta água no estado sólido (em forma de cristais de gelo). Não tendo atmosfera, não há erosão e a superfície da Lua mantém-se intacta durante milhões de anos, sendo apenas afectada pelos meteoritos que ali colidem.

A Lua é a principal responsável pelos efeitos de maré que ocorrem na Terra, em seguida vem o Sol, com uma participação menor. Pode dizer-se que as marés se verificam pela tendência dos oceanos acompanharem o movimento orbital da Lua. Algo que causa atrito com o fundo dos oceanos, atrasando o movimento de rotação da Terra em cerca de 0,002 segundos por século. Por isso, a Lua afasta-se, em média, do nosso planeta 3 cm por ano.

Phobos, uma das luas de Marte


Phobos, é um dos satélites de Marte. Descoberto no dia 18 de Agosto de 1877, por Asaph Hall, tem 21 quilómetros de diâmetro e conclui uma órbita completa a Marte em apenas sete horas e 39 minutos. Um período muito mais curto que o tempo rotacional de Marte - que é de sensivelmente 24 horas e 37 minutos - o que significa que alguém que pise a superfície do planeta tenha a ilusão de que a pequena lua (que vista dali parecerá ter um terço do tamanho da nossa lua) nasce nos céus a Oeste e se põe a Este.

Na sua composição, predomina a condrite. Apresenta aspecto bastante irregular, com uma superfície onde são visíveis diversas crateras de impacto. Acredita-se que Phobos foi outrora um asteróide capturado pela força gravitacional de Marte.

Avistado pela primeira vez há 140 anos, só agora se tornou possível observá-lo com detalhe suficiente. As imagens da MRO foram captadas a cerca de 5,8 mil quilómetros de Phobos com um detalhe fotográfico nunca antes conseguido (5,8 megapíxeis, sendo que a superfície do objecto ocupa 4 megapíxeis) e permitem estudar com grande pormenor o maior satélite de Marte, o que se pode revelar de grande utilidade para futuras missões.

Calcula-se que Phobos deverá colidir com Marte dentro de 50 milhões de anos.

08 abril 2008

Descoberto sistema solar semelhante ao nosso


Baptizado como OGLE-2006-BLG-109L, está a cinco mil anos-luz de nós. Tem um sol que mede metade do nosso e dois planetas gigantes que orbitam à metade da distância que Júpiter e Saturno mantêm do Sol.
Os cientistas britânicos que anunciaram a descoberta acreditam que será difícil detectar um planeta parecido com a Terra neste novo sistema, uma vez que ele está muito longe, o que dificulta a observação de planetas pequenos. Apesar de já terem sido descobertos cerca de 300 sistemas extra-solares, só perto de dez por cento destes é que abrigam mais do que um planeta.
Mais aqui.

03 abril 2008

O buraco negro mais pequeno


Identificado pelos Astrónomos da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) e baptizado de J1650, o buraco tem uma massa quatro vezes maior do que o nosso Sol e o tamanho aproximado de uma grande cidade. Se a dimensão é reduzida, a sua força gravitacional poderá ser maior do que a de muitos outros buracos negros identificados no centro das galáxias.
Shaposhnikov, um dos cientistas envolvidos, disse que se alguém se aventurasse próximo do J1650 (zona sul da constelação Ara, na Via Láctea), a gravidade esticaria o seu organismo ao ponto de ficar parecido com um fio de esparguete.
O satélite da NASA Rossi X-ray Timing Explorer, aliado a uma nova técnica para avaliar o tamanho do buraco negro, permitiu chegar a esta descoberta, anunciada numa conferência da Sociedade Astronómica Americana, em Los Angeles. Shaposhnikov e o seu colega Lev Titarchuk descobriram que o J1650 tem uma massa 3,8 vezes maior do que o Sol e um diâmetro de cerca de 24 quilómetros. Antes do J1650, o buraco negro mais pequeno conhecido era o GRO 1655-40, com uma massa 6,3 vezes superior à do Sol.
[Fonte: Jornais]