
23 novembro 2009
Marte tinha água e muita

17 março 2009
A Goce em órbita
06 março 2009
Kepler: um olho electrónico para espiar o espaço


04 março 2009
O asteróide DD45

15 janeiro 2009
Ano Internacional da Astronomia

Familiarizar o grande público com o conhecimento do cosmos é a missão estabelecida para o Ano Internacional da Astronomia, que marca no calendário das efemérides os 400 anos da descoberta das luas de Júpiter por Galileu, o primeiro a utilizar um telescópio para observações e a defender, contra todas as teorias vigentes à época, que é a Terra a girar em torno do Sol e não o contrário.
18 dezembro 2008
61 segundos

13 dezembro 2008
Lua cheia

26 novembro 2008
Encélado

13 novembro 2008
A 25 anos luz da Terra

18 outubro 2008
Meia tonelada atirada para o espaço

17 outubro 2008
Depois de tanto fogo, um pouco mais de fogo

05 setembro 2008
O asteróide 2008 KV42

As primeiras observações permitiram concluir que possuía 50 quilómetros de diâmetro e que descrevia uma órbita invulgar, mas será necessário recorrer a outros telescópios para confirmar se é ou não o elo que faltava entre a Nuvem de Oort e os cometas do tipo do Halley.
Continua a não ser claro de onde vêm os cometas desse tipo. Os modelos de computador sugerem que há duas hipóteses para os locais de origem: a cintura de Kuiper (onde o 2008 KV42 foi agora descoberto) ou a distante Nuvem de Oort, uma região de corpos gelados a uma distância entre 20 mil UA e 200 mil UA do Sol (uma UA - Unidade Astronómica equivalente à distância média entre a Terra e o Sol).
A órbita do 2008 KV 42 parece estar estável há centenas de milhares de anos, mas os astrónomos acreditam que as suas características particulares podem indicar que foi trazido para o Sistema Solar a partir da Nuvem de Oort. Caso fosse esta realmente a origem do 2008 KV42, seria finalmente possível mostrar como ocorre a transição de corpos celestes até que se tornem em cometas como os do tipo do Halley.
Para Brett Gladman, um dos investigadores do IFPE o ‘novo’ corpo apresenta grandes semelhanças com este tipo de cometas, que também viajam “ao contrário” e apresentam órbitas de inclinação acentuada.
Até agora as órbitas dos asteróides na região para lá da órbita de Neptuno têm fornecido importantes pistas sobre como o exterior do Sistema Solar tomou forma e evoluiu. Os corpos celestes descobertos são novas pistas para traçar a história do início do Sistema Solar e desafiam até algumas teorias já aceites.
O 2008 KV42 promete fazer isso mesmo. Um dos investigadores do projecto, JJ Kavelars, reforça a importância deste achado “apesar de estarmos especificamente à procura de corpos trans-neptunianos já há algum tempo, nunca esperámos encontrar um que descrevesse uma órbita ao contrário.” Até agora este é o primeiro corpo celeste na região para lá de Neptuno a ‘seguir naquela direcção’. A equipa que o descobriu já o apelidou de Drac, diminutivo de Drácula, pois a órbita ‘lateral’ deste corpo celeste dá a impressão que pode andar pelas paredes e que, além de um carácter ‘rebelde’, tem poderes mágicos tal como os vampiros.
03 julho 2008
Até o sistema solar… levou um soco

O sistema solar não está envolto numa bolha de partículas solares perfeitamente redonda, mas antes numa bolha que parece ter levado um soco, que a deixou com uma pequena amolgadela num dos lados.
Os ventos solares, partículas electricamente carregadas, formam a tal bolha gigantesca em redor da nossa estrela, a heliosfera. Mas o fim da heliosfera não é abrupto. Primeiro, é preciso ultrapassar uma zona chamada "fronteira de choque", a fronteira da bolha interior na imagem aqui publicada, onde a velocidade supersónica dos ventos solares desce abruptamente e começam a sentir-se efeitos dos ventos de outras estrelas. Só depois de atravessar essa região, já na camada exterior da heliosfera, se chega à heliopausa e se entra verdadeiramente no espaço interestelar, ultrapassando os limites da bolha exterior da imagem (acima).
A informação só é possível graças ao trabalho das sondas gémeas Voyager 1 e 2.
15 abril 2008
A Lua está zangada com a Terra

Sabias que a Lua se afasta da Terra, a cada ano que passa, 3.82 centímetros?
A Lua não tem atmosfera e apresenta água no estado sólido (em forma de cristais de gelo). Não tendo atmosfera, não há erosão e a superfície da Lua mantém-se intacta durante milhões de anos, sendo apenas afectada pelos meteoritos que ali colidem.
A Lua é a principal responsável pelos efeitos de maré que ocorrem na Terra, em seguida vem o Sol, com uma participação menor. Pode dizer-se que as marés se verificam pela tendência dos oceanos acompanharem o movimento orbital da Lua. Algo que causa atrito com o fundo dos oceanos, atrasando o movimento de rotação da Terra em cerca de 0,002 segundos por século. Por isso, a Lua afasta-se, em média, do nosso planeta 3 cm por ano.
Phobos, uma das luas de Marte

Phobos, é um dos satélites de Marte. Descoberto no dia 18 de Agosto de 1877, por Asaph Hall, tem 21 quilómetros de diâmetro e conclui uma órbita completa a Marte em apenas sete horas e 39 minutos. Um período muito mais curto que o tempo rotacional de Marte - que é de sensivelmente 24 horas e 37 minutos - o que significa que alguém que pise a superfície do planeta tenha a ilusão de que a pequena lua (que vista dali parecerá ter um terço do tamanho da nossa lua) nasce nos céus a Oeste e se põe a Este.
Na sua composição, predomina a condrite. Apresenta aspecto bastante irregular, com uma superfície onde são visíveis diversas crateras de impacto. Acredita-se que Phobos foi outrora um asteróide capturado pela força gravitacional de Marte.
Avistado pela primeira vez há 140 anos, só agora se tornou possível observá-lo com detalhe suficiente. As imagens da MRO foram captadas a cerca de 5,8 mil quilómetros de Phobos com um detalhe fotográfico nunca antes conseguido (5,8 megapíxeis, sendo que a superfície do objecto ocupa 4 megapíxeis) e permitem estudar com grande pormenor o maior satélite de Marte, o que se pode revelar de grande utilidade para futuras missões.
08 abril 2008
Descoberto sistema solar semelhante ao nosso

Baptizado como OGLE-2006-BLG-109L, está a cinco mil anos-luz de nós. Tem um sol que mede metade do nosso e dois planetas gigantes que orbitam à metade da distância que Júpiter e Saturno mantêm do Sol.
Os cientistas britânicos que anunciaram a descoberta acreditam que será difícil detectar um planeta parecido com a Terra neste novo sistema, uma vez que ele está muito longe, o que dificulta a observação de planetas pequenos. Apesar de já terem sido descobertos cerca de 300 sistemas extra-solares, só perto de dez por cento destes é que abrigam mais do que um planeta.
Mais aqui.
03 abril 2008
O buraco negro mais pequeno

Identificado pelos Astrónomos da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) e baptizado de J1650, o buraco tem uma massa quatro vezes maior do que o nosso Sol e o tamanho aproximado de uma grande cidade. Se a dimensão é reduzida, a sua força gravitacional poderá ser maior do que a de muitos outros buracos negros identificados no centro das galáxias.
Shaposhnikov, um dos cientistas envolvidos, disse que se alguém se aventurasse próximo do J1650 (zona sul da constelação Ara, na Via Láctea), a gravidade esticaria o seu organismo ao ponto de ficar parecido com um fio de esparguete.
O satélite da NASA Rossi X-ray Timing Explorer, aliado a uma nova técnica para avaliar o tamanho do buraco negro, permitiu chegar a esta descoberta, anunciada numa conferência da Sociedade Astronómica Americana, em Los Angeles. Shaposhnikov e o seu colega Lev Titarchuk descobriram que o J1650 tem uma massa 3,8 vezes maior do que o Sol e um diâmetro de cerca de 24 quilómetros. Antes do J1650, o buraco negro mais pequeno conhecido era o GRO 1655-40, com uma massa 6,3 vezes superior à do Sol. [Fonte: Jornais]