
13 abril 2010
Dia Mundial do Beijo

27 março 2009
Do prazer de ler
"Hipócritas éramos nós, gente do espectáculo, que tínhamos tantas caras que os demais nem sabiam como nos defrontar, e nos consideravam fugidios, falsos, com esse recurso, por todos e desde sempre invejado, de podermos adaptar-nos a outras circunstâncias, camaleões e dançarinos. (...)
Hoje não seremos nós, gente do teatro, stripteseauses da verdade poética, quem terá várias caras, que andam fechados os teatros, em ruínas, degradados, em perigo ou já foram demolidos - e poucos espectáculos se farão nesta noite.
Mas haverá almoços, discursos e jantares, debates e inquéritos.
E os hipócritas não seremos nós, que há anos (nós e os antes de nós, tantos) pedimos esmola, atenção, diálogo, intervenção, planificação, política aos políticos, certos que estamos de que o teatro não pode estar sujeito ao mercado, é área de intervenção do Estado, coração da língua, a tal língua que só no palco tem corpo e suor - e às vezes essa coisa única, gargalhadas e lágrimas.
Vamos, mais uma vez, fingir que nos amam, que nos respeitam, almoçar, ouvir declarações de amor e pedidos de voto, (...) dar beijos, agradecer e dar abraços, vamos todos fingir.
(...)
Como vamos encarar toda essa gente que vive à nossa custa - funcionários em barda que se ocupam de "cultura" - e nos vai vir abraçar, beijar, cumprimentar, prometer coisas que sabem tão bem que à primeira esquina, aliança política ou campanha eleitoral não irão cumprir? Como vamos encarar os desmaiados salamaleques - e mesmo as desculpas dos que ainda se desculpam... - de tanta gente?
Engolindo para dentro a nossa miséria, a nossa tristeza, calando?
Ou herdando o gesto sincero do Zé Povinho, esse rapaz de Bordalo?"
15 outubro 2008
Comer é...
Dia mundial da alimentação


Com esse dia pretende-se consciencializar a humanidade para a difícil situação que enfrentam as pessoas que passam fome e estão desnutridas, bem como promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome.
Todos os anos, mais de 150 países celebram o evento.
Em países como Portugal, onde as pessoas vivem muito melhor do que aquilo que lhes parece, esse dia é aproveitado para falar… de obesidade. Sobretudo aquela que está relacionada com o excesso de comida e com excesso de sedentariedade.
Não se fala do que se deveria falar, mas daquilo que tranquiliza as consciências. A fome é demasiado inquietante. O excesso de comida é um assunto divertido.
06 outubro 2008
Sida e cancro do colo do útero dão Nobel de Medicina
01 outubro 2008
Dia Mundial da Música
22 setembro 2008
Chegou o Outono
04 setembro 2008
O fim do mundo

24 junho 2008
S. João
Dos santos populares de Junho o dia 24 de Junho foi consagrado a São João Baptista por ser a data do seu nascimento sendo que é também o que mais se festeja na Europa – João, Joan, Jean, John, Iván, Sean, consoante o país onde a festa aconteça.
João Baptista (Judeia, 2 a. C. - 30 d. C.) foi um pregador judeu, do início do século I, citado por inúmeros historiadores, entre os quais os autores dos quatro Evangelhos da Bíblia.
Segundo a narração do Evangelho de São Lucas, João Baptista era filho do sacerdote Zacarias e Isabel (ou Elisabete), prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e considerado pelos cristãos como o precursor do prometido Messias, Jesus Cristo. Baptizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o baptismo de gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adoptados pelo cristianismo.
19 junho 2008
Lubliana: Capital Mundial do Livro em 2010
A cidade eslovena Lubliana vai ser a Capital Mundial do Livro em 2010, uma iniciativa cultural que a UNESCO lançou em 2001.
Lubliana irá assim juntar-se a cidades como Madrid (2001), Alexandria (2002), Nova Deli (2003), Antuérpia (2004), Montreal (2005), Turim (2006), Bogotá (2007), Amesterdão (2008) e Beirute (2009).
As cidades que acolhem o evento a partir do dia 23 de Abril de cada ano - Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor - são escolhidas pela UNESCO, pela União Internacional de Editores, pela Federação Internacional de Livreiros e pela Federação Internacional das Associações de Bibliotecários e Bibliotecas.
21 maio 2008
António Valdemar

Hoje, dia do autor, é laureado com a medalha de honra da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA)
Nasceu na ilha de São Miguel, Açores. Iniciou a sua carreira de jornalista no «República», em 1957. Trabalhou depois no «Diário de Lisboa», «Diário de Notícias», «A Capital», «Vida Mundial» e «O Primeiro de Janeiro».
É também professor de jornalismo e dirigiu, durante seis anos, a galeria Diário de Notícias, no Chiado, onde organizou dezenas de exposições de escultores, pintores e ceramistas. Entre os seus livros publicados contam-se «Ser ou Não Ser Pelo Partido Único», «Garrett, vida e Obra», «Chiado: o Peso da Memória» e «Nemésio, sem limite de idade», entre outros.
24 abril 2008
23 abril 2008
Livros

Objecto de remorso para uma cultura que aprende na escola e no dia-a-dia a valorizá-lo ao mesmo tempo que o rejeita; que o diviniza e teme, como se faz com os deuses; a quem se recorre, por vezes, no desespero de respostas, de uma medicina todos placebos, o livro não é senão a fome humana de falar e ser ouvido, de contar e encantar, de querer guardar para o futuro um pouco do horror e da beleza que cada época é capaz de inventar ou de descobrir.
Suporto mal a praga dos que em todo o lado enchem a boca com a palavra livro, qual password de entrada num qualquer areópago. Professores, políticos, engenheiros, advogados, até pretensos escritores, que propagam o insulto – quando dizem livro arrepio-me todo – como um gás venenoso. Tive que aturar uns quantos desde que aprendi a juntar as letras e sempre prefiro aqueles que não lêem e que do alto da sua sabedoria dizem, para quem os queira ouvir, que não têm pachorra.
De resto, livros há-os aos pontapés. Os melhores, creio, são essa qualquer coisa que nos distrai e faz sair de nós mesmos. Mesmo quando a linguagem não é mais do que o recipiente que recolhe o abismo do quotidiano. Mesmo quando a frequência nos soa à primeira vista como estranha. Como se o movimento ondulante da escrita escavasse um túnel até ao pensamento, com ramificações para o coração e fôssemos um rádio em sintonia com a felicidade.
22 abril 2008
Daqui a instantes chega o Dia Mundial do Livro

O dia 23 de Abril foi escolhido pela UNESCO para comemorar o Dia Mundial do Livro por, supostamente, ter sido o dia em que morreram três grandes escritores: o espanhol Miguel de Cervantes, o inglês William Shakespeare e o peruano Garcilaso de La Vega («El Inca»). Todos no ano de 1616. Mas, na verdade, nem Cervantes nem Shakespeare morreram no dia 23. Cervantes morreu a 22 de Abril e Shakespeare no dia 3 de Maio.
23 de Abril é também o dia em que nasceram ou morreram outros escritores, como Vladimir Nabokov ou Josep Pla. A data é celebrada desde 1996, como uma homenagem ao livro e aos autores.
Dada a vulgaridade da imprensa e a facilidade com que qualquer medíocre publica livros, talvez fosse bom delimitar o sentido do substantivo livro e explicitar o que é isso de autor. Se o termo autor contém muitos usos, a raiz etimológica é muito clara quanto ao sentido: autor é aquele que cria, que funda, que inventa. Já quanto a livro o sentido é o mesmo de sempre: um caderno com determinado número de folhas. Haver um dia para comemorar apenas o livro seria, convenhamos, um tanto ou quanto humorístico. Quase tanto como haver o dia mundial do plástico. Mas apesar de ser o dia dos autores, o certo é que pouco ou nada se fala deles. Talvez por ser próprio dos dias de evitarem-se as ideias e acabar-se, invariavelmente, a bater nas estatísticas. Bater dá muito mais gozo do que debater. Batamos então um pouco nos órgãos da Região que têm o livro a seu cargo.
Já na ilha Terceira, o Serviço Educativo do Museu de Angra do Heroísmo vai proporcionar uma recepção “cheia de surpresas” aos visitantes da instituição. Ou seja, além de uma visita à biblioteca do Museu, haverá lugar para «a exploração da organização dos livros no espaço». (Ler, já se sabe, é meio caminho andado para chegar a engenheiro ou a arquitecto. Ou será apenas a pedreiro?)
Coisa pouca e triste para uma ilha que se auto-apelida da cultura, mas consequente, pois até o próprio programa da Direcção Regional da Cultura é vago e falho de ideias, além de revelar pouco cuidado na redacção. Para a DRC, a «leitura constitui uma ferramenta fundamental do desenvolvimento da personalidade, mas também da socialização como elemento essencial para conviver-se em democracia e desenvolver-se na Sociedade de Informação.» O resto nem transcrevemos, quem quiser pode consultá-lo aqui. Terá sido redigido por alguém bem-intencionado mas que de livros e de leitura sabe manifestamente pouco. De resto, o que importa é apresentar serviço. Umas larachas e algum blá-blá e pronto, NÓS TAMBÉM COMEMORAMOS O DIA MUNDIAL DO LIVRO.
É para isso que servem os dias de, não é?
Dia da Terra

O Dia da Terra foi criado em 1970, pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Tal acontecimento levaria à criação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). A partir de 1990, o dia 22 de Abril foi adoptado mundialmente como o Dia da Terra, dando um grande impulso aos esforços de reciclagem a nível mundial.
Que melhor forma de o comemorar do que dar conhecimento da feliz iniciativa "Estrada da Ciência" do Centro Ciência Viva de Estremoz.
É que os cerca de 4570 milhões de anos da história da Terra vão ser representados através de uma coluna estratigráfica do planeta, entre Estremoz e Évora, numa iniciativa única no mundo com esta dimensão. A ideia e o projecto partiram do Centro Ciência Viva de Estremoz que pretende representar, em cada um dos 45,7 quilómetros que separam as cidades de Estremoz e Évora, cerca de 100 milhões de anos. "A ideia é colocar em Estremoz a representação do começo do colapso da nebulosa solar (a formação da terra) e continuar a evolução no sentido de Évora, de tal forma que o aparecimento do Homem fique representado nesta cidade".
14 abril 2008
HENRY JAMES - nasceu faz hoje 165 anos

Novelista, dramaturgo, ensaísta e crítico americano, é considerado uma das figuras mais influentes da literatura da viragem do século.
Nasceu em Nova Iorque, a 15 de Abril de 1843, de ascendência irlandesa e escocesa. Foi o segundo de cinco filhos de Sir Henry James, eminente teólogo e filósofo. O seu pai tinha ideias bastante vincadas quanto ao que deve ser a educação das crianças pelo que Henry James e os seus irmãos tiveram uma educação especialmente cosmopolita. Depois de ter aulas em casa, até 1855. Durante o ano de 1862 esteve na Harvard Law School. Mais interessado na leitura de Balzac, Hawthorne e George Sand e nas relações com intelectuais como Charles Eliot Norton e William Dean Howels, abandonou o direito para se dedicar à literatura. Começou a escrever artigos e críticas para vários jornais. Em 1869, considerando a América hostil ao talento criativo e atraído por uma Europa cheia de História, deixou os Estados Unidos para a sua primeira longa viagem ao estrangeiro: Londres, Paris e Roma. James via-se a si próprio como um observador neutro da vida e os seus primeiros trabalhos contam essas experiências. O primeiro romance, Roderick Hudson (1875), trata do fracasso de um escultor americano em Roma e os romances The American e The Europeans (de, respectivamente, 1877 e 1878) andam à volta das diferenças entre os dois continentes. Viveu um ano em Paris, atraído pela hierarquia social e cultural aí existente e conheceu Flaubert e Turgenev, embora nunca tenha realmente convivido com eles. Em 1876 montou casa em Londres, onde ficou durante vinte anos. Durante a primeira década na capital britânica escreveu alguns dos seus melhores livros, nomeadamente, Daisy Miller (1879), The Portrait of a Lady (1882) The Bostonians (1886) e The Princess Casamassima (1886). James tinha um extraordinário domínio da Língua Inglesa. Além de romances e contos, Henry James escreveu várias peças de teatro, mas sem grande sucesso, tendo mesmo sido vaiado na estreia de Guy Domville, em 1895.
No fim dos anos 1890 mudou-se de Londres para a Lamb House, no Sussex. As obras The Beast in the Jungle (1903), The Great Good Place (1900) e The Jolly Corner (1909), fazem parte da última etapa do trabalho de James, considerada por muitos críticos como a mais importante, quando o autor explora o complexo funcionamento da consciência humana. Deixou ainda inúmeros ensaios sobre viagens, críticas literárias, cartas, e três obras autobiográficas.
Os últimos anos da sua vida passou-os no quase absoluto isolamento de sua casa, que só deixou em 1904, para uma breve visita aos Estados Unidos. Foi popular entre os literatos londrinos e muito admirado pelos jovens escritores. A sua fidelidade a tudo quanto fosse inglês era tão forte que se naturalizou britânico em 1915, após a Grande Guerra rebentar. Morreu a 28 de Fevereiro de 1916.
01 abril 2008
Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil: 2 de Abril de 2008

Os livros iluminam o conhecimento encanta
Desde muito cedo se incute nas crianças tailandesas o desejo de conhecimento pela leitura, com base numa tradição e numa cultura sublimes.
Os pais são os primeiros professores das crianças e os monges tornam-se os principais mentores da sua orientação e educação, intelectual e mental, tanto no que respeita aos assuntos do mundo como no tocante aos valores espirituais.
Encontrei inspiração para a minha ilustração em ancestrais tradições do meu país. Por um lado, a tradição de contar histórias às crianças, por outro, a de aprender pela leitura de inscrições em folhas de palmeira e em tabuinhas que se destinam exclusivamente a ser lidas.
As narrativas, escritas em folhas de palmeira, provêm da tradição budista. Contam a vida de Buda e recontam histórias das jatakas (fábulas e parábolas), com a nobre intenção de cultivar as mentes jovens e de lhes instilar fé, imaginação e um sentido moral.
Chakrabhand Posayakrit
Tradução: José António Gomes
A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY.
Chakrabhand Posayakrit nasceu em 1943, em Banguecoque. Formou-se em Pintura, em 1968, e ensinou na Faculdade de Artes Decorativas da Universidade de Silpakorn. Doutorou-se em Artes, em 1989, e dedica-se apenas, há já alguns anos, à criação artística.
Além de uma vasta obra no domínio da pintura e da ilustração, o artista virou-se recentemente para a criação de marionetas e para a pintura de cenas inspiradas na literatura tailandesa. No poster que acompanha a sua mensagem, Posayakrit regista uma cena tradicional da cultura tailandesa: diante da sua mesa de leitura, uma criança debruça-se sobre as inscrições de um livro de bambu, evocando assim o saber que emana de antigas jatakas budistas, uma colecção de narrativas populares (contos, fábulas e principalmente parábolas) cujo propósito é iluminar o caminho dos homens rumo à sabedoria.


