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06 setembro 2010

Uma das estrelas da guerra do Iraque,


responsável, cúmplice e altamente empenhado em que acontecesse, de seu nome Tony, Tony Blair, foi há dias alvo de um ataque com sapatos e ovos quando chegava a uma livraria em Dublin, Irlanda, para uma sessão de autógrafos da sua autobiografia. Os manifestantes em raiva queriam deixar claro que não esquecem o envolvimento do ex-primeiro-ministro britânico, chamaram-lhe “criminoso de guerra” e recordaram-lhe que tem “sangue nas mãos”.
Como devem calcular, mau grado o incómodo que a coisa momentaneamente provoca, Blair deve estar satisfeito com a publicidade dada à sua autobiografia A Journey. Pois não é suposto figuras assim terem pruridos de consciência (que há muito foi vendida ao diabo).

29 abril 2010

Ao volante nas estradas portuguesas


Anonimato e desresponsabilização são os grandes trunfos dos condutores. Por isso, vale tudo: comportamentos hostis, buzinar, desrespeito pelas regras e sinais de trânsito, palavrões, gestos obscenos. E não se pense que há uma questão de género. Homens e mulheres partilham a mesma má-criação ao volante. Também não é uma questão de idade. Tanto novos como velhos dão azo ao diabinho que transportam na mente e no coração. Embora, a partir dos 45 anos haja uma diminuição dos comportamentos de risco.


Os resultados podem ser dramáticos. Há memória de condutores que, munidos de armas de fogo, disparam a matar. E outras histórias de faca e alguidar. Às vezes é apenas uma questão de danos materiais. Noutras, uma questão de stress.
A máquina adultera a civilidade das pessoas? Ou serão as pessoas que protegidas pelo habitáculo o sentem como uma armadura e deixam de estar tão vigilantes, permitindo-se comportamentos impróprios e que põem em risco a segurança pública?

20 abril 2010

A quem interessa a crise grega, espanhola e portuguesa?


De longe em longe há quem aponte o dedo à vaca sagrada e levante o véu do apetite voraz que domina os grandes grupos financeiros. Os grandes bancos de investimento mundiais e os fundos de alto risco (hedge funds), que especulam sobre o valor da dívida pública dos países lucram com isso.
Os produtos financeiros problemáticos servem para cobrir os supostos riscos associados a outros activos - por exemplo, os CDS (Credit Default Swap) são muito usados para cobrir o risco das dívidas públicas, sobretudo as dos países mais fragilizados com a crise financeira e económica, como Grécia e Portugal. Estes seguros (CDS) cobrem o risco de incumprimento ou mesmo de falência das nações. O problema (para os contribuintes) é que, em muitos casos, quanto maior o risco e quanto pior estiver o país, mais ganham os investidores. Portanto, existem incentivos crescentes em fazer descarrilar os Estados. Portugal e Grécia acabam por ser os elos mais fracos da zona euro.

Fonte: i

12 junho 2008

Medicina?


Em Itália foi posta a nu uma marosca organizada por uma clínica. A coisa é mais ou menos assim: os médicos ganhavam fortunas porque faziam muitas operações… a tumores inexistentes. Noutros casos, extraíam mesmo órgãos desnecessariamente. Agora, alguns deles estão presos e começa a descobrir-se um pouco mais do que já se chama a «Clínica dos Horrores».

Os médicos, pese embora o seu juramento, estão cada vez mais orientados para o negócio. E às vezes passam a fronteira do que é razoável. Mas enquanto desempenharem o papel de feiticeiros nas barbas de um Estado que abre mão dos seus deveres, assistiremos a casos semelhantes.

Tão grave como isso é o número de pessoas idosas e semi-analfabetas que se entregam de corpo e alma nas mãos de médicos que, à boa maneira negociante, nunca explicam às pessoas o que elas têm. E não é só porque às vezes não sabem. É muito como estratégia de defesa.

20 maio 2008

Chamar os bois pelos nomes

Um escândalo. Irresponsabilidade. Logo agora que a crise ainda está aí? Tenham vergonha, senhores deputados. Quem paga os vossos salários e mordomias é o erário público. São os impostos que todos pagamos. E há quem já pouco ou nada tenha e foi aumentado irrisoriamente. Como podem vocês fazer isso? Leiam o nosso vizinho Arkipélago.