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Francisco José Viegas gosta de livros. Francisco José Viegas saiu da Casa Fernando Pessoa para voltar a a dirigir a revista LER do Círculo de Leitores. E a coisa já mexe. Veja aqui.
António de Andrade representa, literalmente, o ponto mais alto dos descobrimentos portugueses: ele foi o primeiro europeu a chegar ao Tibete, o "Tecto do Mundo", há quase 400 anos. Para o historiador Luís de Albuquerque, aquele missionário jesuíta foi, também, "o último dos grandes viajantes portugueses dos séculos XV e XV".
António de Andrade (1581-1634) nasceu em Oleiros, distrito de Castelo Branco. Entrou para a Companhia de Jesus com 15 anos de idade e em 1600 partiu para a Índia, onde viveu até morrer. A sua primeira viagem ao Tibete, iniciada a partir do Reino de Agra, no norte da Índia, ocorreu em 1624. Segundo a mitologia da época, haveria no Tibete "muitos cristãos" e "igrejas ricamente ornadas com imagens do Nosso Senhor Jesus Cristo e da Nossa Senhora".
António de Andrade viajava acompanhado por um sacerdote da mesma Ordem chamado Manuel Marques. Iam ambos "disfarçados de mouros", com um grupo de "peregrinos pagãos". Quando foram descobertos, em Srinagar, a capital de Caxemira, António de Andrade alegou que ia à procura de um irmão que não via há muito tempo e que pensava ser o rei do Tibete. O missionário português falava persa, a língua literária e comercial da região.
Ao fim de cerca de dois meses e de muitas peripécias, António de Andrade e Manuel Marques chegaram finalmente a Chaparangue, a capital do então Tibete Ocidental.
A chegada dos dois portugueses não passou despercebida: "saía gente pelas ruas, e as mulheres às janelas a nos ver, como coisa rara e estranha", escreveu António de Andrade. O missionário constatou, também, que "a maior parte da população era muito acolhedora". Pelo que viu, o vestuário "não era propriamente limpo", mas as pessoas eram "muito meigas" e "raramente pronunciavam palavrões".
Quanto à geografia, o que aparentemente mais impressionou António de Andrade foram as "neves perpétuas" e a secura: "Não se encontra uma única arvore nem uma erva nos campos". Mesmo assim, havia "numerosos rebanhos de carneiros, cabras e cavalos" e "não faltava carne nem manteiga".
António de Andrade voltou a Chaparangue em 1625 e depois dele, outros missionários portugueses percorreram o mesmo caminho.
A Companhia de Jesus chegou a estabelecer duas missões no Tibete e até à segunda metade do século XVIII, os relatos de António de Andrade, traduzidos em quase todas as línguas do mundo católico, desde a Espanha à Polónia, foram a única fonte dos estudos de tibetologia na Europa. Do ponto religioso, porém, a missão dos jesuítas ao Tecto do Mundo não parece ter sido um sucesso: quase 400 anos depois, a esmagadora maioria dos tibetanos continuam a ser budistas.
«Seis milhões, quatrocentas e sessenta e nove mil, novecentas e cinquenta e duas. Este é o número total de pintas de dálmatas que uma equipa de animadores da Walt Disney teve de desenhar nos cães de Os 101 Dálmatas quando o filme foi feito, em 1961, e ainda não existiam computadores para executar estas penosas tarefas. O cão Pongo tem 72 pintas, a cadela Perdita, 68, e cada um dos 99 cachorrinhos, 32. E o filme, 77 minutos de duração.
O filme serviu-se do livro infantil Os 101 Dálmatas, da autoria da escritora inglesa Dodie Smith.
Foi o primeiro desenho animado da Disney passado num ambiente contemporâneo - a Londres do início dos anos 60 - e a afastar-se dos enredos de contos de fadas e livros infantis tradicionais. Nele foi estreada a técnica animada da xerografia, que poupava trabalho e dinheiro ao estúdio, mas à qual Disney começou por pôr reservas estéticas.
O filme adoptou também uma personalidade visual mais "moderna" e estilizada, que divergia do estilo clássico, "romântico" e "redondo", de Walt Disney, e tem uma banda sonora muito jazzy, com menos canções do que era habitual nas produções animadas do estúdio. Outro dos seus grandes trunfos foi a cadavérica e estridente vilã Cruella de Vil, concebida pelo veterano Marc Davis, que se tornou numa das figuras mais populares do universo da Disney.
Em 1967, Smith escreveu The Starlight Barking, uma continuação de Os 101 Dálmatas. Mas Walt Disney tinha morrido um ano antes, e o livro nunca foi adaptado ao cinema.»
Onde íamos os dois bebendo a tarde olente.
Paisagem fresca após a quadra pluviosa,
Um céu de intenso anil com fulvos tons de poente.
Os eflúvios do campo, inebriadamente.
Nessa tarde de Março, azul e carinhosa,
A natureza tinha um ar convalescente…
Desse morrer do dia – a voz dos lavradores
Recolhendo o seu gado, a brisa que se erguera
E um melro que embalava o campo adormecido
Na sua doce voz cheia de Primavera…
Silêncio, estrelas, uma aragem viva…
Impressionava-me a noite evocativa
De não sei que bafejo de saudade…
Uma estrela riscou a imensidade.
Através da nocturna soledade
Tu ias a meu lado pensativa…
Eu mergulhara num sonhar bizarro.
Fumava um boticário à sua porta,
E um clarim, a silêncio, no castelo,
Tristemente apelou na noite morna…
No meu braço tu ias apoiada.
Iluminava agora o firmamento
Um minguante ambarino de balada.
Onde íamos seguindo em passo lento,
Divisava-se a frente enxovalhada
Dum vasto casarão que foi convento.
Tem um ar de viuvez e desamparo
Essa fachada esquálida e vetusta…
Dir-se-ia saturar-se a noite augusta
Dum remember de tempos abolidos…
Eu fitava no céu pupilas sonhadoras.
No profundo silêncio um clamoroso sino
Com solene vagar bateu então dez horas.
Erguido num jardim virente e pequenino,
Fiquei a relembrar o teu corpo airoso e fino
E esses olhos de moura, escuros como amoras.
Entre prédios sem luz, dum ar soturno e morto,
Ouvindo ao longe o mar num salmo sonolento.
E ao mórbido luar, que ao sono nos impulsa,
A minh’alma bebia essa saudade avulsa
Que dimana da noite assim como o relento…
Vasco Graça Moura, poeta e escritor, mas também político, tem sido uma das vozes mais activas contra o Acordo ortográfico. Na edição de hoje do Público explica, uma vez mais, porquê.
Razões legais: «o acordo previa a elaboração de um vocabulário ortográfico comum que devia estar pronto até 1994 e que nunca foi feito. Mas também previa a elaboração de um vocabulário técnico-científico, e esse ainda menos foi feito.»
Razões históricas: «O segundo grupo de problemas tem a ver com as bases do próprio acordo. Há uma grande diversidade de critérios, em que umas vezes se invoca a história das palavras, outras a etimologia, outras o desuso e outras a pronúncia. Não há, por isso, um critério seguro. É uma norma que implica que na grafia portuguesa desapareçam consoantes ditas mudas que têm um papel muito importante em primeiro lugar no testemunho etimológico, porque a grafia transporta consigo uma carga de informação histórica, cultural e etimológica.»
Razões etimológicas: «Há ainda um terceiro aspecto que tem a ver com as vogais átonas - i, e, o, u -, que remete para dicionários e vocabulários. O acordo não diz como deve ser, remete para dicionários que não se sabe de quando são. Por exemplo, a palavra criar, que vem do latim crear - se eu consultar um dicionário do princípio do século XX, provavelmente a palavra vem com e, crear, creador, creação. Um dicionário de meados do século já tem criar com i. Qual é o critério que me leva a estabelecer a regra para escrever hoje? Isto gera muito mais incerteza.»
Razões económicas: «vou ler um texto da APEL relativo ao acordo de 1991: "A entrada em vigor do acordo provocaria uma recessão na compra de dicionários, enciclopédias e prontuários [...], milhões de livros ficariam desactualizados. [...] Acresce-se o pesado custo da reactualização e reprogramação da rede de leitura pública e dos livros escolares e de literatura infanto-juvenil. [...] As pequenas e médias editoras não teriam capacidade para suportar a reconversão e seriam levadas à falência. [...]".»
Camilo Castelo Branco nasceu há 183 anos, no dia 16 de Março de 1825, na freguesia dos Mártires (Lisboa). Filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco e de Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira, recebeu o nome de Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco e foi registado, em 1829, como filho de mãe incógnita, porque pai e avó não queriam o nome Castelo Branco associado a alguém de tão humilde condição. Sua mãe morrera quando ele tinha apenas um ano de idade. A morte do pai, quando Camilo tinha 10 anos, obrigou-o a ir viver com uma tia, para Trás-os-Montes, onde seria educado por dois padres. Aí se entreteve a deambular pelos arredores com rapazes da sua idade. Por vezes, isolava-se e passeava sozinho, deixando-se absorver pela paisagem, algo que mais tarde viria a associar à felicidade.
Aos dezasseis anos (1841), é constrangido a casar com Joaquina Pereira de França, de quem teve uma filha, e instala-se em Friúme. No ano seguinte, prepara-se para ingressar na Universidade, indo estudar com o Padre Manuel da Lixa, em Granja Velha. Já separado de Joaquina, viveu maritalmente, em Vila Real, com Patrícia Emília de Barros, de quem também teve uma menina. Esse amor levou-os a ambos à Cadeia da Relação do Porto, em 1846. Pouco tempo depois abandonou Patrícia e manteve intimidades com a freira Isabel Cândida Vaz Mourão, freira do Convento de S. Bento da Ave-Maria, no Porto. Conheceram-se em 1850. Seis anos depois, apaixonou-se por Ana Plácido, mulher casada, o que levou os amantes à Cadeia da Relação do Porto, corria o ano de 1860. Com Ana Augusta Plácido teve três filhos. Contam-se ainda outras relações passionais frustradas, como as que teve com Maria Isabel do Couto Browne e a governanta Carlota de Sá.
Foi um dos primeiros, senão o primeiro profissional das letras portuguesas. Escrevia para viver e vivia para escrever, tendo-nos deixado uma obra vasta. Camilo foi romancista, poeta, panfletário, polemista, prefaciador, crítico, tradutor, dramaturgo, bibliógrafo, historiador, cultor de todos os géneros. O conjunto da sua obra literária é o mais vasto e diversificado de todo o século dezanove. Suicidou-se no dia 1 de Junho de 1890, na sua casa de São Miguel Ceide, Vila Nova de Famalicão. Eram 15h15. Estava cego e cansado do mundo.
O romance foi o género onde se distinguiu (publicou mais de cinquenta). Se quiseres ler alguns dos mais famosos, basta clicares em cima do título e descarregares a versão que mais te convém:Amor de Perdição (ver apontamento aqui), Novelas do Minho e A Queda dum Anjo.
Machado de Assis é um escritor brasileiro. Nasceu a 21 de Junho de 1839, no Rio de Janeiro, filho dum operário português mestiço, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis.
Machado de Assis é um exemplo para todos os estudantes. Tendo frequentado apenas a escola primária, perde primeiro a mãe e depois o pai. Começa a trabalhar cedo e toda a sua aprendizagem posterior é feita na condição de autodidacta. Aos 16 anos já tem ambições de escritor. Aos 20 é já um literato. Os anos passam-se e Machado de Assis cumpre o destino de tantos escritores, espalhando colaborações, experimentando géneros literários, apurando a sua oficina de escritor. Em 1881 edita Memórias Póstumas de Brás Cubas, um livro marcante. Em 1899, vem a público Dom Casmurro, a sua obra mais lida. Um clássico da língua portuguesa. Morre no Rio de Janeiro a 29 de Setembro de 1908.
Quem gostar de ler pode descarregar Dom Casmurro daqui. Ao fazê-lo está a ajudar um local que corre o risco de fechar por falta de visitantes.
Fixe os seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia correctamente o que está escrito:
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO 4 NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 A SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R D3 P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O! 4 SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
[Via De Rerum Natura]
Num artigo do Público de 14 de Março, intitulado «Em louvor das bibliotecas», Carlos Fiolhais diz: «Hoje como ontem as bibliotecas são indispensáveis ao nosso enriquecimento. As melhores universidades americanas distinguem-se precisamente por terem as maiores e melhores bibliotecas. (…)Porque são as bibliotecas públicas tão importantes? Porque são tão louváveis? Porque, tal como as escolas, são espaços de inclusão. São sítios onde se cresce intelectual, académica e profissionalmente. Por exemplo, 60 por cento do público de um dos ramos da Biblioteca de Nova Iorque, no Bronx, são afro-americanos desfavorecidos. Declarou Schwarzman ao jornal: "A biblioteca ajuda pessoas de baixo e médio rendimento - emigrantes - a realizar o sonho americano." Uma lição para todos!»
Ficha técnica
Título: O Mundo em 2025
Subtítulo: Segundo os Especialistas da União Europeia
Autores: Nicole Gnesotto e Giovanni Grevi
Editor: Bizâncio
ISBN: 978-972-53-0376-4
Preço: 18€50
Os habitantes de uma localidade da Nova Zelândia ficaram com uma história para contar aos netos: ao fim de uma hora e meia a tentar desencalhar duas baleias-pigmeu, sem sucesso, viram chegar o golfinho Moko, que em poucos minutos resolveu a situação. Ele é agora o novo herói da ilha Mahia.
Podes saber mais aqui.
O Pisca é curioso. Gosta do que o rodeia e gosta de saber. Por isso, aproveitando estes últimos dias de Inverno, quer falar do Paul da Praia da Vitória.
O Paul da Praia da Vitória é uma lagoa costeira associada à existência de um graben e de um sistema dunar localizada na proximidade do centro urbano da cidade da Praia da Vitória.
Gaspar Frutuoso descreve-o assim no Livro Sexto das Saudades da Terra, “No princípio da areia está situada a vila, antre a qual e a casaria está uma grande alagoa, que vem das enchentes, da compridão de dois tiros de besta e um de largo, onde os moradores daquela comarca alagam seus linhos e bebem também os gados, na qual se criam tantos e tão grandes eirós, que, secando-se uma vez e recolhendo-se as águas, ficaram em espaço de três alqueires de terra tantos deles, que pareciam canas que se roçaram de algum canavial, em tanta quantidade, que, vindo-se a corromper, vieram a cheirar muito mal. E também se criam nela muges, por estar tão perto do mar, que quando enche muito, rompe pera o mar como ribeira e faz entrada, por onde as tainhas sobem a ela. No meio desta alagoa está um ilhéu, de quantidade de meio alqueire de terra, em que está um pombal de pombas, e da terra estão postos penedos como passadouro, por onde vão de um e de outro até ao pombal, e logo está a vila da Praia” (páginas 14-15 da edição de 1978).
Se quiser saber mais pode ir pelos seus dedos até aqui.
A nação está doente. Quem está doente precisa de medicamentos. A nação gasta fortunas com remédios. E ainda dizem que a nação é pobre.
Para que a nação se sinta melhor, o preço de alguns genéricos vai baixar. Destacam-se descidas na Paroxetina (substância usada na composição dos antidepressivos), no Ramipril e Lisinopril (usados nos medicamentos contra a hipertensão) e na Finasterida (para a retenção urinária), pois estão entre as mais vendidas, com uma quota de mercado que oscila entre os 60 a 70 por cento.
Assim, se um desses medicamentos custava 20 euros, passará a custar 19,90, a partir do dia das petas (1 de Abril). Caso para dizer, assim sim.
De Espanha, pela mão do diário ABC, chega-nos a notícia da morte de
O mundo das línguas está na proporção inversa da população mundial: 96% das línguas são faladas por apenas 4% da população mundial e mais de 80% dos idiomas são endémicos (e confinados a um só país).
Os índices de extinção são muito elevados nas zonas onde há maior diversidade linguística: em África (onde mais de 200 línguas contam com menos de 500 falantes), na América, na Ásia (particularmente na Índia), na Oceânia, mas também na Europa. Para que uma língua sobreviva, dizem os especialistas, necessita, no mínimo, de cem mil falantes.
O bielorrusso e o tártaro estão potencialmente ameaçados. No grupo dos seriamente ameaçados estão: o ladino, aramaico, árabe cipriota, o yiddish, o gascão, o languedoquiano, o provençal, o alpino-provençal, o franco-provençal, o romani, o normando, o bretão e mais, muito mais.
Num universo de mil estudantes, cem acredita no Pai Natal. Ou crê que a Terra é uma miragem. A gente lê (no Público) e pasma: «Um em cada dez estudantes universitários de Coimbra acredita que a pílula anticoncepcional protege da infecção por VIH/sida, segundo um inquérito realizado pela investigadora Aliete Cunha-Oliveira, da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.»
Alexandre Celta, Amílcar Cabral, Ana Ferreira, Ana Pamplona, Ana Rodrigues, Ana Vilela, Ângela Gonçalves, Carlos Bessa, Célia Louzeiro, Eugénia Silveira, Fernando Santos, Jacinta Fonseca, João Rodrigues, Luísa Andrade, Mónica Monteiro, Margarida Ribeiro, Noélia Horta, Paula Furtado, Paula Pires, Paulo Martins, Ricardo Vieira e Teresa Meneses...
Abrimos o segundo número com chave clássica, lembrando Camões e Pedro Nunes. Damos um cheirinho de outras aventuras lectivas e passamos, cosmopolitas, às viagens, aos amigos, aos hobbies. A seguir recordamos que, para se fazerem coisas, são necessárias equipas. Logo de seguida vêm as festas, os bailes, os espectáculos. As origens do carnaval e o relato doutros carnavais correm a cargo das profs de francês. Rimas e demais versos chegam-nos pela voz dos alunos. E chegam as notícias, as curiosidades da ilha, do mundo, da informação e da técnica. Ao mundo fascinante dos minerais, juntam-se os cuidados a ter com o HIV. Aos antigos jogos do mundo responde outra sedução, a do humor. Sedutora é a figura do açoriano Francisco de Lacerda, compositor brilhante, que recordamos aqui. E se a música é prazer, é, também, matemática. Assim, com a ginástica mental, aquecemos um pouco e falamos do Sol e de plantas das ilhas que dele se alimentam. Para terminar e depois de duas mostras de criatividade, damos notícia doutras ginásticas, as dos alunos e das suas provas. Tudo sob a supervisão editorial e gráfica dos profs do 1.º grupo do 2.º ciclo. Tudo em Pisca de Gente.
No ano de 1992 surgia o primeiro número do Pisca de Gente.
Textos manuscritos, desenhos e imagens eram recortados, colados e fotocopiados antes de se chegar à versão final. É que naquele tempo os computadores ainda não faziam parte da rotina do dia a dia.
O nome, Pisca de Gente, veio de uma turma do 5.º Ano. Foi escolhido num concurso em que participaram as turmas todas de 5.º e 6.º ano. Escolheu-se esse nome porque era bonito e por mostrar que era feito por gente nova.
Começou por ser um jornal do grupo de Língua Portuguesa do 2.º Ciclo. O número 1 foi assim. Mas as pessoas gostaram tanto, que os alunos do 7.º ao 9.º ano também quiseram participar. Criaram-se, então, secções abertas a todas as disciplinas e a aventura alargou-se. Chegavam-nos desenhos, textos, ideias de alunos de todos os anos e de professores de diferentes disciplinas: Matemática, Educação Musical, Inglês, EVT, Educação Física, etc.
O Pisca de Gente cresceu e tornou-se num Clube de Jornalismo, que dava direito a cartão (com fotografia e tudo). Havia vários alunos inscritos.
Faziam-se reportagens, entrevistas, recolhia-se e seleccionava-se muito material escrito e visual. Porque o Pisca de Gente sempre gostou muito de imagens, de desenhos, da criatividade.
15 anos depois, um novo desafio, pois a nossa Escola cresceu muito. Assim, Pisca de Gente inclui, pela primeira vez, textos e desenhos de alunos da Pré e do 1.º Ciclo. Esperamos que gostem. E até ao próximo período.