04 dezembro 2009

Cem Mil Anos de Beleza


Pour la France, bien sur. Edita Gallimard. Cinco volumes, que na estante fazem uma pirâmide porque têm diferentes dimensões (vão aumentando de tamanho à medida que se vão aproximando do século XXI). Os custos correram a cargo da Fundação LOréal. 300 autores, de 35 nacionalidades e as perspectivas de, entre outros, historiadores, sociólogos, filósofos, psiquiatras, arqueólogos, antropólogos que procuram dar uma visão global do que é a beleza nas suas dimensões biológica, social e psicológica.
O objectivo é esclarecer o que significa o termo "beleza" em cada época e em cada civilização e também projectar o que poderá ser nas décadas vindouras, mas é também desconstruir os preconceitos de que a beleza é algo superficial, frívolo ou fútil, revela Elizabeth Azoulay, antiga professora da Universidade de Paris e actual gestora da empresa Babylone, em França. Segundo ela, "A beleza é como a língua. Toda a humanidade fala línguas diferentes e os cânones de beleza são diferentes de povo para povo; mas a necessidade de querer mudar o aspecto que se tem é universal".
"A beleza não é o resultado final, mas é a acção de transformação do nosso corpo, do nosso rosto", esta é uma definição universal, acredita Azoulay. E foi assim na Antiguidade. "A beleza tinha um papel importante em todas as sociedades, antes da invenção da escrita, e os grupos dependiam dela para se identificarem e serem reconhecidos pelos outros", explica. Essa necessidade de identificação, de reconhecimento, perdura até aos nossos dias e os exemplos vêm de todas as partes do mundo: as cortes europeias dos séculos XVII e XVIII desenvolvem um modelo estético em que a beleza é sinónimo de poder; na China, o poder de cada família traduz-se nos ornamentos, penteados e cores usadas.

Fonte: Público

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