14 janeiro 2009

O lado cosmopolita do povo português


Se tem um problema intrincado... vê -se grego;

Se não compreende alguma coisa..."aquilo" é chinês;

Se trabalha de manhã à noite... trabalha como um mouro;

Se vê uma invenção moderna... é uma americanice;

Se alguém fala muito depressa... fala como um espanhol;

Se alguém vive com luxo... vive à grande e à francesa;

Se alguém quer causar boa impressão... é só para inglês ver;

Se alguém tenta regatear um preço... é pior que um cigano;

Se alguém é agarrado ao dinheiro... é pior que um judeu;

Se vê alguém a divertir-se... está a gozar que nem um preto;

Se vê alguém com um fato claro... parece um brasileiro;

Se vê uma loura alta e boa... parece uma autêntica sueca;

Se quer um café curto... pede uma italiana;

Se alguém cumpre horários... trata-se de pontualidade britânica;

Se vê um militar bem fardado... parece um soldado alemão;

Se uma máquina funciona bem... é como um relógio suíço;


Mas quando alguma coisa corre mal... é à boa maneira PORTUGUESA!

13 janeiro 2009

Catorze quadros do Prado vistos pela lupa do Google Earth


O Museu do Prado é um dos locais mais visitados de Espanha. Para quem não pode ir a Madrid pessoalmente, o Google Earth permite dar uma espreitadela ao espólio do museu através de um novo serviço, para ver algumas das pinturas mais famosas ali expostas. Catorze quadros vistos à lupa (com uma nitidez 1400 vezes maior do que a que obteria com uma câmara de 10 megapíxels). Que são:

«La crucifixión», de Juan de Flandes;

«El caballero de la mano en el pecho», de El Greco;

«Las Meninas», de Velázquez;

«El sueño de Jacob», de Ribera;

«3 de mayo», de Goya;

«La Anunciación», de Fra Angelico;

«El cardenal», de Rafael;

«El emperador Carlos V, a caballo, en Mþhlberg", de Tiziano;

«Inmaculada Concepción», de Tiépolo;

«El descendimiento», de Roger van der Weyden;

«El jardín de las delicias», de El Bosco;

«Las tres gracias», de Rubens;

«Autorretrato», de Durero;

«Artemisa», de Rembrandt.

As pinturas foram fotografadas em elevada resolução contendo 14.000 milhões de pixels (14 Gigapixels). Com esta elevada resolução, qualquer utilizador poderá visiualizar detalhes como a pequena abelha na flor na obra “As três Graças” (Las Tres Gracias), lágrimas nas figuras da obra “A Deposição da cruz” e complexas figuras em “O Jardim das delícias”.
O Google Earth disponibiliza ainda modelos em 3D que permitem visitar o Museu do Prado, oferecendo uma visita guiada aos utilizadores como se estivessem no local. Para tal, bastará seleccionar a opção edifícios 3D e escrever 'Prado' na opção “voar para” na caixa de pesquisa.

A calculadora dos escaravelhos


Um estudo elaborado por cientistas da Universidade de Valência (UV), que acaba de ser publicado na revista Animal Cognition assegura que os escaravelhos possuem um sistema rudimentar de cálculo.

O processo simbólico de contar, que nos permite calcular o número de objectos num conjunto utilizando a lista dos números inteiros, depende de conceitos e processos cognitivos complexos relacionados com a linguagem. No entanto, investigações recentes sugerem que as capacidades matemáticas dependem também de mecanismos inatos (não aprendidos) que se verificam em bebés (em fase pré-verbal). Assim o caso do chamado "sistema aproximado do número", que permite a crianças de mais de seis meses avaliar as partes de um todo de forma aproximada e parece ser o rudimento cognitivo que nos permite aprender a contar de forma simbólica.

Segundo os investigadores do Instituto Cavanilles de Biodiversidade e Biologia Evolutiva da UV, esse mesmo processo pode ser encontrado no escaravelho da farinha (Tenebrio molitor).

Até agora, o "sistema aproximado do número" apenas tinha sido descrito em reçação a alguns mamíferos (sobretudo ratos e primatas), em aves (pombas, galhinhas e papagaios), em alguns peixes e numa espécie de anfíbio.

Por isso, as descobertas agora realizadas, além de fundamentais para aprofundar o estudo das capacidades cognitivas dos animais, sugerem que a origem do "sistema aproximado do número" pode ser mais antiga do que se tinha suspeitado até ao momento.
Fonte: El País e ABC

12 janeiro 2009

Miles Davis - Blue in Green

Foi há 50 anos que saiu o Kind of Blue, de Miles Davis



Miles Davis mudou a história da música com "Kind of blue", disco cujo aniversário se celebra com uma edição especial.
"Kind of blue" é considerado o disco mais importante do jazz e uma das grandes obras da música de todos os tempos. Foi e continua a ser um grande êxito comercial, com mais de quatro milhões de cópias vendidas desde a sua edição, em 1959.
Para saber mais, ir aqui.

Miles Davis and John Coltrane - So what

Miles Davis - Kind of Blue 50th Anniversary

Miles Davis - So What

Gordos não podem ter filhos... em Inglaterra


Era uma vez um homem. Por sinal inglês. O pobre queria ter filhos, mas não era capaz. Vai daí resolveu partir para a adopção. Ele e a mulher começaram a tratar dos papéis e zás, cai-lhes em cima o opróbio: não pode, não senhor. Porquê? Porque é gordo.

No país de sua majestade, ser gordo é um defeito. Uma pessoa, para ser pessoa, tem de ser elegante, frequentar o ginásio, não fumar, não beber, enfim, deve ser de plástico. Ai que lindas são as pessoas de plástico, de celofane, de revista social.

O caso envolve uma autarquia e médicos. «O casal recebeu uma carta do responsável da autarquia que impedia o progresso do pedido de adopção devido “às preocupações que os médicos expressaram em relação ao peso de Hall”. A carta diz que o médico acha importante que Damien altere de uma forma sustentável o estilo de vida através da alimentação e de exercício, para que a perda de peso possa ser mantida durante muito tempo. E termina adiando o processo de adopção para quando o inglês tiver um Índice de Massa Corporal menor do que 40.»

Se fosse na Alemanha antiga, diríamos que eram nazis, mas como é em terras insulares, a coisa até tem a sua graça - para quem vê de fora, claro.

Ao cabo de meio século, aquilo que os carrascos não conseguiram é posto em prática pelos funcionários do Estado.

Será que a autarquia vai pedir à polícia que visite os lares da localidade para medir o IMC? Quem for gordo e tiver filhos vai preso. Ou vê o Estado retirar-lhos.

Vêm aí o inferno (em 2100)


Metade do planeta poderá ser vítima de uma crise alimentícia em 2100. Causa? As mudanças climáticas, que afectarão as colheitas das zonas tropicais e subtropicais, pondo em risco a alimentação de 50 por cento da população mundial. Isto, claro, se não se tomarem medidas. Quem o diz é um estudo da Universidade de Stanford (Estados Unidos).

As probabilidades dessa alteração climática ter consequências desastrosas são de 90 %, diz o estudo.

Menos humidade e mais calor e colheitas tão essenciais para a alimentação como a do milho e do arroz serão reduzidas drasticamente. EUA, Brasil, vários países africanos e asiáticos (nomeadamente a Índia) e a Austrália serão os mais afectados.

Fotocópias e lição de moral


Não sei se é assim em todo o lado, mas ao ver a notícia do recurso massivo a fotocópias por parte dos professores das escolas profissionais, perguntei-me: e nas outras, que têm manuais, não se faz o mesmo?

Os alunos não têm capacidade auditiva (os próprios estudos americanos ou afins gostam de o confirmar). E não só não sabem ouvir como estudam apenas em vésperas de testes. À incapacidade de ouvir (bem notória nos estilos musicais mais apreciados) junta-se a incapacidade de ler (ao fim de 2 minutos já se baralham todos, já sentem carência de anúncio publicitário). Que resta? Um faz de conta que exige que tudo seja prática, pois como se sabe, tudo cai do céu pronto a usar. E as novas pedagogias gostam muito de apregoar a motivação (powerpoints, vídeos do youtube - mesmo que seja alguém a debitar discurso -, questionários de hot potatoes, ...) como se a motivação fosse algo extrínseco.

Aprender é cada vez mais um jogo de faz de conta, para que os Varas deste mundo possam continuar a receber aumentos para a reforma.

Se isto não é uma fábula deveria ser. Toca a pôr para aí uns animais e uns diálogos cheios de graça e já está.

11 janeiro 2009

De cuecas no metro III



Quase todos os participantes entraram nas carruagens do metro vestidos. Depois, despiram com naturalidade calças e saias, pondo à vista de todos roupa interior mais ou menos provocante, nalguns casos discreta.
E sentaram-se ou encostaram-se nalgum canto, como se nada fosse, consultando o diagrama da rede, falando ao telemóvel, ouvindo música ou lendo um livro ou um jornal.
Os não-participantes reagiram em conformidade: olhos esbugalhados, cabeças viradas, dedos apontados, risos contidos, olhares de reprovação.
Talvez porque andara com as cuecas à mostra implica uma certa arte e as cuecas dos participantes nem sempre são bem escolhidas, quiçá por andarem geralmente encobertas. Estas iniciativas são por isso uma boa maneira de pôr a nu a formação estética de uma nação, que das calças ou saias para dentro descura tantas vezes o básico.
A estética da cueca é um bom ponto de partida para uma tese sobre o vestuário no início do século XXI.
Texto elaborado a partir do JN e Público (papel)





10 janeiro 2009

De cuecas no metro II

Foto de Sara Matos

Serão doidos? Quarenta marmanjos (meninas incluídas) andaram no metro a deixar um rasto de boa disposição. O dia foi certamente menos frio para os passageiros que com eles se cruzaram.

As reacções, segundo dados de última hora, foram:

"Se calhar é para explicar que no metro não faz frio. É publicidade ao aquecimento".

"Devem ganhar uns cobres para isto. Ou então é para os "apanhados" ou isso assim. Devíamos era perguntar àquele de que manicómio saiu".

Os participantes aderiram porque:

"Não tinha nada para fazer".

"Interessa-me a produção destas manifestações espontâneas. Interessa-me a reação das pessoas. Interessa-me também a minha coragem, saber quais são os meus limites".

"Venho sempre porque é divertido. O objectivo é divertir-me e divertir os outros".

O ambientalista Sócrates

Diz a notícia: Ingleses suspeitam de corrupção e fraude fiscal de ex-ministro de Guterres (José Sócrates) no licenciamento da construção do Freeport de Alcochete. Os outros suspeitos que terão estado na origem do desfalque à empresa de “outlets” são administradores do Freeport, autarcas portugueses, construtores e advogados.
O Freeport, construído numa Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, foi viabilizado num dos últimos Conselhos de Ministros do Governo de António Guterres, durante o mês de Março de 2002.
O processo relativo ao espaço comercial do Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002, através de um decreto-lei, e que terá sido mudada para possibilitar a construção da infra-estrutura que já tinha sido anteriormente chumbada por colidir com os interesses ambientais acordados entre Portugal e a União Europeia.
O caso tornou-se público em Fevereiro de 2005, quando uma notícia do jornal "O Independente", a escassos dias das eleições legislativas, divulgou um documento da Polícia Judiciária que mencionava José Sócrates como um dos suspeitos, por alegadamente ter sido um dos subscritores daquele decreto-lei quando era ministro do Ambiente.
O caso ainda não está esclarecido. Para já, as autoridades judiciais inglesas, que têm em curso uma investigação criminal sobre o licenciamento da construção do Freeport de Alcochete, têm uma lista de 15 suspeitos de corrupção e fraude fiscal, encabeçada por José Sócrates.
O nosso primeiro-ministro sempre foi um modelo de virtudes. Os negócios, ambientalistas, informáticos e outros, nunca (NUNCA!) têm nada a ver com o PS, muito menos com Sócrates. Já o PSD é um nunca mais acabar de trapalhada. E o CDS-PP não fica atrás.
São os únicos partidos que têm passado pelo governo, não são?

Tintin, o octogenário


Não gosto. E chateia-me. Estes gajos chegam a idades avançadas como se nada fosse. Mickey, Batman, Tintin. Velhos, mas com cara de putos. Deve ser das plásticas.

O gajo tinha a cabeça redonda, o nariz saliente, grandes sobrancelhas e um cabelo rebelde ali para as bandas da testa. Como se não bastasse, calçava sapatos enormes e usava um fato de golfe aos quadrados. E lá vinha ele, pimpão, a exibir as suas proezas no País dos Sovietes, corria o ano de 1929. A notícia aparecia escarrapachada no suplemento infantil do jornal belga "Petit Vingtième".

A culpa é dos padres. Mais precisamente de um: o padre Norbert Wallez, director do Vingtième, que encomenda ao jovem colaborador Hergé, então 22 anos, uma história que metesse um adolescente e um cão. A ideia era transmitir valores católicos aos leitores, que ele pretendia educar no culto da virtude e do espírito missionário. O envio do jovem repórter à Rússia soviética, um reino satânico onde imperava a pobreza, a fome, o terror e a repressão, era uma solução que se adequava às mil maravilhas ao desejo do padre conservador.

O êxito desta primeira aventura fará com que Tintin vá depois ao Congo, numa homenagem de colonialista à acção da Bélgica no seu antigo território africano. A seguir, parte para a América. Virão, depois, mais aventuras e outras personagens – o capitão Haddock, o professor Tournesol, os detectives Dupond e Dupont, a diva Bianca Castafiore, o untuoso Oliveira da Figueira e mais.

Assim, o reaccionário Tintin ganhou fôlego e viveu muitas aventuras, lutando contra os inimigos da ordem e correndo mundo.

Outro poema de Gavin Bantock


The Last Dragon



Can be seen from the man in the moon.

Lays its head on the faded purple cushion of Europe.

A molten cannon-ball hovers in its mouth,
its eyes dull stones reflecting the crimson of fires,
yet a brilliant colony of cells, uranium green,
churns still in its frogspawn brain.

Belly lies cold and white, full of undigested bread,
upturned like a dead whale
spreading from Cracow to Kamchatka.

Gut squirms and chortles from the Golden Gate to Manhattan,
dark brown, the richest of manures, to foster perhaps
a fragile blue eden somewhere else in another era.

Bone-white claws gouge highways across the Earth:
far down to the frost-bitten toes of Magellan,
ripping along the banks and lean shins of Ganges,
never touching the white cows, no matter how mad their eyes.

Barnacled tail lashes bitterly in the hissing
precision and steam of horned Asian peninsulas,
yellowed bones visible through tattered parchment.

Its fires are everywhere, far from where they started:
Askja, Stromboli, Krakatoa, the Great Hanshin;
its regurgitations, cess and midden, riddle the oceans.

Gradually relinquishing the hoards it was once guardian of;
its mines and treasuries are running dry.

The moon has no tears.

Gavin Bantock (n.1939)

Joy

And Paradise does come

Paradise comes like a breeze and like a breeze
drifts elsewhere than where we are at the time

and we have no way of following the wind
to the world's end.

Outro poema de Douglas Dunn


I Am a Cameraman

They suffer, and I catch only the surface.
The rest is inexpressible, beyond
What can be recorded. You can't be them.
If they'd talk to you, you might guess
What pain is like though they might spit on you.
Film is just a reflection
Of the matchless despair of the century.
There have been twenty centuries since charity began.
Indignation is day-to-day stuff;
It keeps us off the streets, it keeps us watching.
Film has no words of its own.
It is a silent waste of things happening.
Without us, when it is too late to help.
What of the dignity of those caught suffering?
It hurts me. I robbed them of privacy.
My young friends think Film will be all of Art.
It will be revolutionary proof
Their films will not guess wrongly and will not lie.
They'll film what is happening behind barbed wire.
They'll always know the truth and be famous.
Politics softens everything.
Truth is known only to its victims.
All else is photographs - a documentary
The starving and the playboys perish in.
Life disguises itself with professionalism.
Life tells the biggest lies of all,
And draws wages from itself.
Truth is a landscape the saintly tribes live on,
And all the lenses of Japan and Germany
Wouldn't know how to focus on it.
Life flickers on the frame like beautiful hummingbirds.
That is the film that always comes out blank.
The painting the artist can't get shapes to fit.
The poem that shrugs off every word you try.
The music no one has ever heard.


Se preferir ouvir o poema:

Douglas Dunn (n.1942)

The Clothes Pit

The young women are obsessed with beauty.
Their old-fashioned sewing machines rattle in Terry Street.
They must keep up, they must keep up.

They wear teasing skirts and latest shoes,
Lush, impermanent coats, American cosmetics.
But they lack intellectual grooming.

In the culture of clothes and little philosophies,
They only have clothes. They do not need to be seen
Carrying a copy of International Times.

Or the Liverpool Poets, the wish to justify their looks
with things beyond themselves. They mix up colours,
And somehow they are often fat and unlovely.

They don’t get high on pot, but get sick on cheap
Spanish Burgundy, or beer in rampant pubs,
And come home supported and kissed and bad-tempered.

But they have bright clothes, bright enough to show they dream
Of places other than this, an inarticulate paradise,
Eating exotic fowl in the sunshine with courteous boys.

Three girls go down the street with the summer wind.
The litter of pop rhetoric blows down Terry Street,
Bounces past their feet, into their lives.

09 janeiro 2009

De cuecas no metro de Lisboa



Andar sem calças no Metropolitano de Lisboa é o objectivo de uma acção flash mob marcada para amanhã, com início na estação de Telheiras.
O flash mob começou em 2002 em Nova Iorque, tendo-se espalhado por várias cidades mundo fora. É uma iniciativa marcada para lugar público e previamente combinada por mail, SMS ou outra modalidade virtual.
Há um código de conduta a seguir. Uma das regras mais importantes é manter a compostura e aparentar normalidade.
Quando o comediante Charlie Todd promoveu o primeiro No pants! no metro de Nova Iorque, em 2002, foi só ele e meia dúzia de amigos a viajarem em cuecas. Inquiridos por outros passageiros sobre o que se estava a passar, o grupo de Charlie Todd respondia "Imagino que toda a gente esteja encalorada" ou então "Bolas, nem reparei que não vesti as calças".
Risinhos e olhares cúmplices são vivamente desaconselhados.
Em 2006, alguns polícias nova-iorquinos mais diligentes resolveram evacuar uma carruagem onde seguiam vários participantes e prendê-los por conduta desordeira. Mais tarde, a justiça ilibou-os.
O grupo que organiza o Sem Calças em Portugal, o ImprovLisboa, sugere o uso roupa interior especial, mas por favor nada que transmita a mensagem 'Vesti esta roupa interior porque estou a fazer uma cena bué marada e parva!'. O objectivo é os passageiros verem que são pessoas normais, apenas sem calças. Propõem também que se leve um livro, um jornal, uns auscultadores, etc.
Nada de fios dentais, boxers transparentes ou outra roupa mais ousada: a finalidade não é atentar ao pudor alheio, mas sim "causar situações de caos e alegria no dia cinzento dos habitantes de Lisboa".
Não vale aparecer de collants nem de calções.
Um dos últimos happenings do ImprovLisboa foi uma batalha de almofadas que juntou duas centenas de pessoas na Alameda Afonso Henriques, jovens na sua maioria. Depois disso foi levado a cabo um flash mob de dimensões bastante menores: várias pessoas foram às compras a uma loja de roupa no centro comercial Vasco da Gama, primeiro fazendo tudo em câmara lenta, depois paralisando os movimentos durante vários minutos, em diferentes posições - uns esticando o pescoço para a prateleira dos ténis, outros mirando saias ao espelho.