28 fevereiro 2012

Enquanto uns trabalham outros governam-se

As dívidas globais dos municípios e das empresas municipais são de cerca de 10 mil milhões de euros, 8,2 mil milhões relativas às dívidas dos municípios e 1,8 mil milhões de euros relativos ao sector empresarial local.
Os municípios precisam na globalidade de cerca de dois mil milhões de euros para pagar as suas dívidas de curto prazo.
Os municípios tendem a fazer previsões de receitas exageradas e não conseguem arrecadar o que previam, fazendo com que haja um aumento global da dívida.
Há municípios com uma boa gestão, que têm dívidas muito reduzidas e insignificantes, como é o caso de Almada, da Amadora, de Vila Franca de Xira. Porque será?

Trabalharemos com determinação

Fala Vítor Gaspar:

"Em 2013 já estaremos em período de recuperação económica". "Trabalharemos com determinação".
O desemprego continuará a crescer ainda em 2012 e no principio de 2013. A taxa atingirá 14,5% em 2012, diminuindo para pouco menos de 14% em 2013". "Trabalharemos com determinação".
"Não pediremos nem mais dinheiro, nem mais tempo". "Trabalharemos com determinação".


E assim, com tanta determinação, Portugal é um caso de sucesso. O desemprego sobe. A recessão agrava-se. As desigualdades sociais agravam-se. O assistencialismo regressa. As pessoas vão de mal a pior, com excepção de meia dúzia que continua a viver muito acima da média nacional. E ouvimos um discurso que traz ecos perniciosos: trabalharemos com determinação. Música que encanta tantos ouvidos tugas, quiçá por um saudosismo do velho Arbeit macht frei (o trabalho liberta).

Mimos de inverno com bolas de cristal

Passos Coelho já não é tão ingénuo como parecia quando debutou como chefe do governo. Agora já tem gente a trabalhar discursos e maneiras de dizer. Há que preparar a gentalha para mais austeridade. Crêem estas luminárias que a melhor maneira é fazerem assim, dizendo que não vai ser preciso mais austeridade e completar a mensagem com uma dessas frases tão do agrado dos pacóvios salões portugueses: "Não tenho nenhuma bola de cristal. Como presidente do PSD ou como primeiro-ministro não me anuncio como um profeta". E depois insistir com uma frase longa, dessas que as pessoas logo se cansam a ler ou a ouvir: "O que posso é dizer aos portugueses que não temos, como referi ainda há poucos dias, nenhum elemento que nos leve a concluir que será necessário reajustar de tal forma o cenário macroeconómico, as perspectivas de desenvolvimento ao longo deste ano em Portugal, que isso tenha de conduzir à adopção de medidas novas que, de alguma forma, corrijam esse desempenho".

Das câmaras indiscretas

A televisão é boa quando é porta-voz dos interesses que o governo representa, mas péssima quando mostra inadvertidamente aquilo que não era suposto ver-se. Portugal ainda há pouco se ria com a postura do senhor ministro das finanças portuguesas, em tudo distinta da que tem quando dá conferências de imprensa. Víamo-lo meio encavacado, não por causa de S. Exa. o senhor Presidente da República Portuguesa mas para corresponder à enfadada generosidade de um alemão.
Agora vemos Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças de Berlim, a jogar sudoku enquanto o Parlamento discute um novo resgate à Grécia. O homem não se interessa por miudezas. Não. Um joguinho de sudoku sim, dá um bocado de adrenalina.


27 fevereiro 2012

Haja um mínimo de lucidez

Ainda bem que há vozes que dão o seu a seu dono. Como estas que põem o ponto nos is: "Há uma teia em que diversos factores, e não apenas a crise económica, podem contribuir para o aumento da criminalidade. Por exemplo, as pessoas que vêem o crime de colarinho branco a não ser punido adquirem a percepção de que se os grandes fazem, então também podem roubar num supermercado", como diz o antropólogo Daniel Seabra.
Já o inspector-chefe da PJ, Tavares Rijo, faz questão de salientar "Quando assistimos ao retirar de direitos às pessoas e vemos outros vangloriarem-se de que nem se importam muito sobre quanto vão receber por cargos não executivos (...), temo que a revolta possa surgir e que a legitimação dessa revolta se comece a instalar".
Um mínimo de bom senso é sempre salutar.

Fonte: JN

Da asneirada

O homem fala e a coisa propaga-se. Diz ele (ele é Paul Krugman) que para reconquistar competitividade, os salários em Portugal têm de descer substancialmente: 20% a 30% em relação aos salários alemães.
Ora, ou estamos completamente doidos, ou os salários em Portugal são 35% inferiores em média ao dos alemães. O salário médio anual de Portugal antes da crise era de 12 425 euros. Na Alemanha era de 34 975 euros. Se não me falham as contas eram 35,5% de diferença. Agora a coisa ainda deve ser pior.
Por isso pergunta-se que pretende Paul Krugman com a boutade? Chamar a atenção para a sua argúcia? Ou dizer que influencia o governo português? Ou será que advoga sem ter coragem para o fazer que Portugal deve ser como a China e ter trabalho escravo?
Em Maio de 2010, o economista e professor de Princeton recomendava cortes salariais que podiam ir até 30%, dando como exemplos a Grécia, Espanha, Portugal, Lituânia e Estónia. Agora fica-se pelos 20%. Curiosamente, afirma “o que se passa na Europa e no mundo se deve em grande parte ao fracasso dos economistas”. Ele deve ser um dos tais, digo eu.

25 fevereiro 2012

Da poesia















Há mais poesia numa câmara fotográfica do que em muito texto pretensamente poético. Veja-se o sítio de Jon Rafman, artista canadiano que fez algo tão simples como reunir algumas imagens do Google Street View. A força das imagens não trabalhadas, a crueza, ironia, ternura ou a mera simplicidade dos apanhados alcançam a melhor poesia e configuram mesmo um tratado da poesia hoje.

24 fevereiro 2012

Da falta de cultura política dos portugueses

A incompetência para governar Portugal é tripartida: PSD, CDS-PP e PS. São os partidos do arco governativo. São os responsáveis pelos anos de governação democrática que temos pós-25 de abril.
A crise não tem a ver com o nosso país, embora tenhamos descurado certas mudanças dolorosas. Mudanças que as grandes empresas sempre impediram, pois bastava que as tivessem exigido para terem sido feitas. E como já aqui se mostrou algumas continuam a travá-las, pois os lucros que obtêm anualmente são astronómicos.
O problema é que quem tem as mãos metidas na merda não se livra do cheiro e por isso atiram culpas uns para cima dos outros enquanto os negócios continuam a desenrolar-se em grande estilo, mesmo que pontualmente com menos lucro.
Isso que parece tão óbvio continua a não entrar nas cabeças duras de muito escriba. O ódio a Sócrates e a demonização do seu governo permanecem politicamente rentáveis. Mas socialmente criminosos, pois somos nós, os que não somos nem grandes empresários, nem gestores, nem banqueiros quem paga todas as facturas.
E das duas uma, ou somos completamente idiotas ou profundamente masoquistas, pois em vez de dizermos NÃO, rosna-se contra o governo anterior. Ou seja, demonstramos que somos, também, co-responsáveis pelo problema.

Sem comentários

«Em 2011, o valor das multas do Código da Estrada passadas em Portugal ascendeu a 85,3 milhões de euros. Trata-se de um valor superior em quase 80% relativamente ao contabilizado um ano antes (47,7 milhões). Em Janeiro deste ano, embora sem confirmação oficial por parte da Direcção-Geral do Orçamento, os montantes pagos, face ao mesmo mês de 2011, sofreram um acréscimo a rondar os 80%.»

A crise cá e noutros lados

Portugal está no grupo de países com maiores desigualdades em termos de rendimento disponível das famílias, sendo o terceiro com maior desigualdade em rendimento de trabalhadores a tempo inteiro, diz a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. (fonte)
Entre os 17 países do euro, os quatro países do Sul - Portugal, Grécia, Espanha e Itália - que estão a realizar maiores esforços de consolidação orçamental são precisamente aqueles que enfrentam um panorama mais negro. Todos estarão este ano em recessão, o que já era esperado para Portugal e Grécia, que terão um crescimento de menos 3,3 e menos 4,4%, respectivamente. A surpresa surge em Espanha e Itália, cujo PIB sofrerá uma contracção de 1 e 1,3%, respectivamente, contra uma progressão de 0,7 e 0,1% esperada há três meses. (fonte)
A receita aplicada, como se ouve repetir até à náusea, é boa. Para quem? Segundo o jornalista e investigador espanhol Santiago Camacho, autor do livro "A Troika e os 40 Ladrões", "Os Estados como Portugal, Grécia, Itália e Espanha têm dívidas, mas uma boa parte dos défices públicos ficaria resolvido se não fossem as enormes fraudes cometidas por empresas que estão a pagar muito menos impostos do que aquilo que deveriam de facto pagar porque utilizam mecanismos de engenharia financeira através da banca offshore". Já "em Espanha, as empresas que fazem parte do índice bolsista estão a descontar em impostos uma quantidade ínfima em relação aquilo que deveriam pagar porque utilizam filiais nas ilhas Marshall, no Lichtenstein, nas ilhas Caimão e que ficam com todo o dinheiro. Se a fraude e a evasão fiscais dessas empresas fosse combatida em Espanha, na Grécia e em Portugal o défice seria anulado".
Camacho advoga que está na hora de "os países que estão a ser atacados pela crise dizerem que estas medidas não servem de nada e que é preciso repensar a economia desde o ponto de vista do interesse dos cidadãos e não em benefício dos bancos que foram os que nos atiraram para esta situação".
Mas para isso era preciso que a democracia funcionasse, ou seja, que as pessoas dissessem basta! Ora, a democracia precisa de partidos e os do arco de poder estão reféns da banca e de instituições afins.

23 fevereiro 2012

Case study: como criar emprego

Portugal é um país inovador, moderno, criativo. Tem no governo palhaços que tentam animar o povo com piadas de alto gabarito. Ora riam-se lá:
Pedro Martins convocou a imprensa para falar do Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego, hoje aprovado em Conselho de Ministros, dizendo que o Governo pretende reconverter em gestores de carreira cerca de 150 dirigentes do Instituto de Emprego e Formação Profissional. "Vamos proceder a uma nova configuração de tarefas dos técnicos de emprego, de modo a que os cerca de 1.000 técnicos de emprego do país passem a gestores de carreira, com maior proximidade aos desempregados de modo a ajudá-los a regressar mais rapidamente ao mercado de trabalho", disse aos jornalistas o secretário de Estado do Emprego.
É de partir o coco.

Diz-se e desdiz-se

Os "responsáveis" governamentais portugueses ou de instituições europeias mentem com quantos dentes têm na boca. Veja-se o caso do presidente do Banco Central Europeu (BCE) que considera que o programa de Portugal "está no bom caminho" e que o País não precisa de mais ajuda financeira. Mario Draghi considera que o país está a implementar "medidas apropriadas", com "objectivos alcançáveis e realistas". (fonte)
Já Silva Lopes garante que Portugal vai precisar de auxílio adicional. Mal de nós se ela [ajuda] não for dada". (fonte)
Poderíamos referir outras vozes. É um espectáculo. Vítor Gaspar agradece ao alemão. O alemão, qual magnata, diz de forma displicente que o seu país considerará nova ajuda ao nosso país.
Robert Mundell, Nobel da Economia e também considerado "pai do euro", afirma que Portugal vai precisar de novo resgate devido à recessão (fonte). E toda a gente sabe que sim, que é verdade. Mas continua-se a fazer de conta e a assobiar para o lado, para dar ideia de que os gestores de desempregados são a melhor das coisas que vamos ter e que os mercados são muito sensíveis a estes passos de balet.

22 fevereiro 2012

Vergar? Jamais. Só aos ricos, sejam donde for

O governo em funções é duro. Miguel Relvas é o rosto e a voz da força (será prepotência?). Pouco importa. Registe-se a convicção com que diz: não há tolerância de ponto no Carnaval em 2013.
Faz tudo parte de uma estratégia. Qual? Ainda não percebeu? A de chatear a populaça e mostrar quem manda. Em Espanha já andam à bordoada nos estudantes. Aqui não há-de tardar. Força, Relvas, o governo está contigo. E o povo tuguês gosta de gente com força.
O governo em funções envergonha o país com estas estratégias de lamber as botas aos ricos e esmifrar o povo. É feito da mesma estirpe desses empresários belgas que se desfazem de funcionários mutilados para que morram aos poucos em becos sem saída.

21 fevereiro 2012

Da vaidade

«Os escritores têm muita dificuldade em aceitar que tudo acaba por se esquecer. Tudo tende para o esquecimento. Mas há mais relações, o jornalista aprende com o escritor o respeito pelas palavras, sabendo que há palavras que se dão com as outras, e outras não. Não calcula o tempo que demoro a escrever aquela merda com 1400 caracteres. Leio aquilo tantas vezes... Volto atrás e vou para a frente. Só a trabalheira de arranjar assunto. Eu espontaneamente só tenho opinião uma vez por ano, agora tenho de ter todos os dias porque ganho a vida assim.»

«Os políticos tratam-me sempre bem. São umas putas velhas.»

«Eu não tenho nenhuma fé. Mas escrevi recentemente uma crónica chamada “O que fica depois do que se perde”, sobre o filme “A Palavra”, do Dreyer. É uma história sobre a fé.»

«No outro dia disse uma coisa com que concordo, nem sempre isso me acontece. Estive a reler uma entrevista minha à “Ler”, e exclamei: “Eu disse isso?” Fiquei contente. Achei que tinha dito uma coisa acertada. Nem pareço eu. A propósito do Joaquim Manuel Magalhães falar do regresso ao real, disse: “Mas há alguma coisa que não seja real? Tudo é real. O problema é que há muitas realidades. O sonho é tão real como estar acordado.”»

palavras de Manuel António Pina em entrevista ao jornal i

O Estado, a ortografia e o resto

Fala António Feijó:

O Estado abstém-se de entrar em certos domínios da economia porque entende que não tem vocação para o fazer. Então porque é que há-de entrar nas consoantes mudas? É um contra-senso.

Um governo ter legitimidade democrática não significa que tem legitimidade de legislar em todas as áreas. Há uma série de funções que seria abusivo o Estado arrogar-se exercer. A imposição de uma ortografia é uma delas.

A noção de educação deixou de interessar. A brutalidade prática é tal, que a única coisa que interessa é a saída profissional. E isto é algo que vai ter custos enormes no país, nem que sejam custos de um ponto de vista moral, da auto-estima das pessoas, etc.

(...) a questão central é a educação das pessoas, o que é que determinada pessoa é capaz de fazer, se é capaz de articular um pensamento lógico, perceber um argumento, escrever um texto. Nada disto interessa, interessa apenas que tenha uma saída profissional. E quando depois vamos ver os índices de desemprego, reparamos que cursos que tinham emprego pleno, como por exemplo Direito, deixaram de ter (...)

(...) falamos com os maiores empregadores portugueses e dizem--nos: “As pessoas aprendem no exercício da actividade, na empresa. Queremos é pessoas que saibam pensar, exprimir-se, que saibam perceber a leitura de um texto complexo. Desses é que nós precisamos, depois cá dentro é que os treinamos, não precisamos que vocês os treinem para trabalhar, por exemplo, na Portugal Telecom, pois a Portugal Telecom é que vai treiná-los para trabalhar na Portugal Telecom”.

20 fevereiro 2012

Da democracia e do dinheiro

Os governos cortam e onde se notam logo os cortes é nos salários e no emprego. O emprego cai, os salários das maiorias baixam e os mercados sorriem de satisfação. Ao desemprego junta-se a exclusão social, o aumento das desigualdades e da pobreza, a rotina da humilhação, o desmembramento da dignidade humana (isso em que supostamente assentam as constituições de todos os países europeus). A hierarquia de valores inverteu-se e o dinheiro sobrepõe-se à vida das pessoas. Podem morrer milhares, isso são migalhas num negócio de biliões.
Wolfgang Munchau, colunista do "Financial Times", acusa a Alemanha de ter tentado que a Grécia adiasse as eleições e permanecesse com o Governo liderado por Lucas Papademos. Mas as acusações não ficam por este ponto. O colunista diz mesmo que “a estratégia da Alemanha parece ser fazer a vida tão miserável que os próprios gregos vão querer sair da Zona Euro.” “É uma estratégia de suicídio assistido” e “extremamente perigosa e irresponsável.”

Da banca e da política. Quem manda mais?

A resposta é óbvia? Não, não é. O que acontece é que os ministros da economia e das finanças sabem que a vida não acaba no governo...
Veja-se: Sócrates lutou até ao fim para que não houvesse pedido de ajuda. A banca fez o inverso. Ouça-se Judite de Sousa: “Muitas pessoas não perceberam porque é que andava a entrevistar banqueiros todos os dias. A verdade é que as entrevistas foram feitas numa segunda, numa terça, numa quarta e numa quinta; 48 horas depois, o primeiro-ministro estava a pedir ajuda financeira.” “Acabei por, com aquelas entrevistas, fazer parte de uma narrativa que foi meticulosamente preparada pelos banqueiros para acertar uma posição conjunta de forma a fazer um ultimato a José Sócrates.”
Por onde partiu a corda? Pelo lado de Teixeira dos Santos. Este sabia que Portugal não tinha força nem dinheiro para aguentar o braço de ferro com os mercados e com a banca.
A banca, como também já se percebeu, não cumpre a função de financiar a economia, mas os gestores ganham como reis. A banca é grande. Os portugueses são pobres... de espírito.
Quem acredita na troika ganha pouco e mal. Quem cumpre a missão de dourar a pílula da troika ganha muito acima da média dos portugueses e precisa de manter o seu nível de vida.

Da fé

Em Portugal a crença é universal. O povo acredita nos pastorinhos, o governo em Portugal. É um mar de crença, tanto azul, tanto branco.
E que tem o primeiro-ministro a dizer? Ora, coisas tão profundas como qualquer palerma num café: «Não podemos andar a varrer os problemas para debaixo do tapete e fazer de conta que as dificuldades não são muitas. Parceria de tolos.»
Portanto, só falta acrescentar que Passos Coelho enche a boca com afirmações destas: «Não tenho uma mensagem mais forte para Portugal hoje, que não seja a de dizer: eu acredito no meu país, eu acredito na Europa».
Olé!

Das dívidas

A dívida conjunta de Estado, famílias e empresas não financeiras ascendeu, no final do ano, a 715 mil milhões de euros, ou seja, 418% do PIB.

Fonte

A grande banca portuguesa

... houve um período em que os bancos emprestavam para tudo, a taxas baixas, ficando garantidos com a hipoteca do imóvel e com fiadores – na maioria, os pais –, mesmo sabendo que os seus rendimentos eram baixos. Resultado: há cada vez mais casos de idosos que, por terem avalizado os empréstimos dos filhos, vêem os seus imóveis serem penhorados.

frases retiradas daqui