16 junho 2008

A descoberta


Da Jordânia vem a notícia de que encontraram o primeiro local de culto cristão, datado do século I. Os arqueólogos estão eufóricos, mas outros especialistas advogam cautela, até que as análises sejam mais conclusivas.

Um grupo de arqueólogos jordanos afirma ter descoberto o mais antigo local de culto cristão do mundo, em Rihab, a 40 quilómetros de Amã. "Deve ter sido construído entre os anos 33 e 70 da nossa era", explicou Abdul Qader Hassan, chefe do Centro de Estudos Arqueológicos, especificando que, por cima do local se construiu outra igreja, em pedra, em honra a São Jorge.

O templo subterrâneo agora descoberto, de estrutura circular, possui vários escalões e assentos de pedra para os sacerdotes. A tese dos arqueólogos sustenta que o local acolheu os primeiros cristãos, os 70 discípulos de Jesus Cristo, até à data em que os romanos abraçaram a religião católica, tendo então sido construída a igreja de São Jorge. Nesta existe um mosaico onde se mencionam "os 70 amados por Deus".

As primeiras reacções não se fizeram, esperar. O historiador Thomas Parker da Universidade da Carolina do Norte Raleigh, que conduziu a descoberta da igreja de Aqaba, considera que enquanto não visitar o local as interpretações devem ser cautelosas. "Uma descoberta extraordinária como esta exige provas extraordinárias", comentou o especialista, que defende que "precisamos de ver os artefactos encontrados, datá-los para saber se a sua ocupação data do século I".

[Fonte: DN]

Esbjörn Svensson Trio - Behind The Yashmak (ao vivo)

Esbjörn Svensson (1964-2008)


O sueco Esbjörn Svensson, músico de jazz, faleceu no fim-de-semana, enquanto mergulhava em Estocolmo. Tinha 44 anos.

O Esbjörn Svensson Trio era composto por Svensson - pianista e compositor -, pelo baterista Magnus Oström e pelo baixista Dan Berglund. A banda gravou mais de 10 álbuns e foi muito aplaudida pela crítica e pelo público, tanto na Europa como nos Estados Unidos.

Esbjorn Svensson Trio - Dodge The Dodo

Esbjörn Svensson Trio

400 milhões para computadores, videovigilância e cartões


Continua a confundir-se maquinaria com tecnologia. A simples presença de computadores na escola não muda nada. É necessário reorientar a forma de pensar, de formar ou de recrutar professores nas áreas do design informático, da programação, da interactividade.

Quem consulta sítios educativos portugueses já verificou a pobreza e a falta de criatividade da coisa. O que está em linha é o que está no papel. Ora um computador não é uma simples máquina de escrever. Falta criatividade. A criatividade exige preparação, formação, dinheiro.

Que o governo dote o parque escolar com maquinaria é da mais elementar justiça social. Embora gastar dinheiro em câmaras de videovigilância seja próprio de novo-rico (as escolas precisam é de mais e melhores auxiliares). Passar disso para a «linha da frente tecnológica» é propaganda rafeira. Para isso é necessário que as escolas tenham liberdade de gerir meios e fundos e que as empresas e organismos estatais cooperem com as escolas. Só assim se poderão traçar algumas metas que, a pouco e pouco, permitam dar um salto para uma outra maneira de pensar a escola.

Tugas


Clica na imagem para ler

14 junho 2008

Meteoritos podem ter estado na origem da vida terrestre


Não é a primeira vez, nem será a última que vem à liça a tese de que somos todos extra-terrestres. Segundo uma equipa de cientistas, elementos essenciais à emergência da vida na Terra terão vindo do espaço. Baseiam-se em quê? Na estrutura de um meteorito caído na Austrália.

Os cientistas (europeus e norte-americanos) garantem ter provado que as bases azotadas (ou bases nucleicas) dos meteoritos, presentes no ADN das células vivas, vieram certamente do espaço incrustadas em meteoritos que caíram na Terra. Mais aqui.

Há 22 anos Borges despedia-se do mundo


Jorge Luís Borges, um escritor intemporal. Poeta, contista e ensaísta de primeira água. Morreu há 22 anos no país onde se joga o Euro 2008.
Aqui fica um poema dele: Sábados.

Sábados

Afuera hay un ocaso, alhaja oscura
engastada en el tiempo,
y una honda ciudad ciega
de hombres que no te vieron.
La tarde calla o canta.
Alguien descrucifica los anhelos
clavados en el piano.
Siempre, la multitud de tu hermosura.
A despecho de tu desamor
tu hermosura
prodiga su milagro por el tiempo.
Esta en ti la ventura
como la primavera en la hoja nueva.
Ya casi no soy nadie,
soy tan solo ese anhelo
que se pierde en la tarde.
En ti esta la delicia
como esta la crueldad en las espadas.

Agravando la reja esta la noche.
En la sala severa
se buscan como ciegos nuestras dos soledades.
Sobrevive a la tarde
la blancura gloriosa de tu carne.
En nuestro amor hay una pena
que se parece al alma.

Tú
que ayer solo eras toda hermosura
eres tambien todo amor, ahora.


John Coltrane

13 junho 2008

Portugal visto por quem não é português


Aqui fechados, num canto onde tudo parece resumir-se a faltas, crises, desastres, má gestão da coisa pública, nem nos lembramos que para lá das nossas fronteiras também olham para o que se passa em Portugal. Os de fora não nos vêem com os nossos olhos, pois não é este o quotidiano deles. Admiram coisas que são nossas, que fazem parte da nossa cultura, da nossa história. Admiram e gostam que elas estejam cá. Como se percebe por esta notícia.

Deolinda - Não sei falar de amor

Deolinda - Fado Toninho

O pianista que se dedicou ao bacalhau



A música só é profissão para alguns.

Outros têm que arrumar pautas e

instrumento e dedicarem-se…

não à pesca, mas à transformação do pescado.

Vem aí mais Pessoa


Brevemente poderemos ler Pessoa online. Não só o que escreveu, como aquilo que leu e comentou. Ou os poemas ou amostras de poemas que deixou nas margens de livros. Juntamente com outro material que tem estado a ser digitalizado. Mas como não há bela sem senão, ainda não se sabe o sítio onde vai ser descarregado todo esse material. Apenas que isso vai acontecer.

12 junho 2008

Medicina?


Em Itália foi posta a nu uma marosca organizada por uma clínica. A coisa é mais ou menos assim: os médicos ganhavam fortunas porque faziam muitas operações… a tumores inexistentes. Noutros casos, extraíam mesmo órgãos desnecessariamente. Agora, alguns deles estão presos e começa a descobrir-se um pouco mais do que já se chama a «Clínica dos Horrores».

Os médicos, pese embora o seu juramento, estão cada vez mais orientados para o negócio. E às vezes passam a fronteira do que é razoável. Mas enquanto desempenharem o papel de feiticeiros nas barbas de um Estado que abre mão dos seus deveres, assistiremos a casos semelhantes.

Tão grave como isso é o número de pessoas idosas e semi-analfabetas que se entregam de corpo e alma nas mãos de médicos que, à boa maneira negociante, nunca explicam às pessoas o que elas têm. E não é só porque às vezes não sabem. É muito como estratégia de defesa.

Janela contra plasma



Segundo um estudo financiado pela Nacional Science Foundation e ontem publicado no Journal of Enviromental Psychology, o homem não está preparado para viver sem a natureza.

Para comprovar como reage o ser humano à natureza e à representação tecnológica, os investigadores recrutaram 90 estudantes e submeteram-nos individualmente a quatro tarefas mentais (provas de leitura e outras similares) enquanto monitorizavam o ritmo cardíaco. Trinta estavam sentados em frente a uma janela através da qual viam o campo, uma fonte e árvores. Um segundo grupo tinha como horizonte uma televisão de plasma que mostrava a mesma paisagem em tempo real. Finalmente, um último grupo apenas tinha a parede para ver. Ao mesmo tempo, uma câmara sincronizada com o monitor cardíaco registava os movimentos dos olhos dos participantes.

Os resultados são curiosos. O nível de stress dos que tinham plasma e a parede era substancialmente superior aos que entre cada tarefa podiam olhar pela janela. O ritmo cardíaco destes era inferior ao dos outros alunos. Algo que surpreendeu os investigadores, pois pensavam que o ecrã ficaria num ponto intermédio entre a janela e a parede. Afinal, a natureza é muito mais relaxante do que qualquer simulacro dela.