16 julho 2011
Do crocodilo ao Karaté: notícias de verão
Quanto mais as sombras se adensam, maior o desejo de luz. A leveza é a luz possível em tempos de sufoco financeiro. E o verão sempre ajuda, fornecendo abundante material.
Seja ou não a estação do disparate, a verdade é que mesmo jornais ditos de referência enchem as suas páginas de fait divers.
Veja-se: "Crocodilo gigante surpreende turistas", diz o Expresso.

O mesmo semanário não deixa passar a "Cabeleireira karateca [que] prende ladrão e [o] usa como escravo sexual".

A notícia tem a particularidade de condimentar o imaginário com o insólito: Um homem quis assaltar uma cabeleireira, mas esta é cinturão negro em karaté e dominou o assaltante. Depois, despiu-o, algemou-o a uma cama e obrigou-o, com recurso a comprimidos Viagra, a ser seu escravo sexual durante três dias. Ao terceiro dia soltou-o, deu-lhe mil rublos e disse-lhe para ir à vida dele. Ora o assaltante foi a correr para o hospital para tratar os testículos e a seguir foi à polícia apresentar queixa. Segundo testemunho da cabeleireira, "Quis apenas dar-lhe uma lição. Sim, tivemos sexo umas quantas vezes. Mas, no fim, ainda lhe dei dinheiro e ofereci-lhe um par de calças de ganga novas". Tudo aconteceu em Meshchovsk, na Rússia, em abril de 2009, mas pelo picante da coisa a notícia foi divulgada como tendo acontecido recentemente.
Estas notícias terão certamente propósitos profilácticos, a ver se os portugueses consomem menos psicofármacos (ansiolíticos, sedativos e hipnóticos, anti depressores e anti psicóticos).
Seja ou não a estação do disparate, a verdade é que mesmo jornais ditos de referência enchem as suas páginas de fait divers.
Veja-se: "Crocodilo gigante surpreende turistas", diz o Expresso.

O mesmo semanário não deixa passar a "Cabeleireira karateca [que] prende ladrão e [o] usa como escravo sexual".

A notícia tem a particularidade de condimentar o imaginário com o insólito: Um homem quis assaltar uma cabeleireira, mas esta é cinturão negro em karaté e dominou o assaltante. Depois, despiu-o, algemou-o a uma cama e obrigou-o, com recurso a comprimidos Viagra, a ser seu escravo sexual durante três dias. Ao terceiro dia soltou-o, deu-lhe mil rublos e disse-lhe para ir à vida dele. Ora o assaltante foi a correr para o hospital para tratar os testículos e a seguir foi à polícia apresentar queixa. Segundo testemunho da cabeleireira, "Quis apenas dar-lhe uma lição. Sim, tivemos sexo umas quantas vezes. Mas, no fim, ainda lhe dei dinheiro e ofereci-lhe um par de calças de ganga novas". Tudo aconteceu em Meshchovsk, na Rússia, em abril de 2009, mas pelo picante da coisa a notícia foi divulgada como tendo acontecido recentemente.
Estas notícias terão certamente propósitos profilácticos, a ver se os portugueses consomem menos psicofármacos (ansiolíticos, sedativos e hipnóticos, anti depressores e anti psicóticos).
15 julho 2011
Um país azul e crente, este que nos calhou na rifa

Portugal é um país de gente crente. E que gosta de obedecer, apesar de ser também muito maledicente. Portugal é um país fácil de governar. Este governo é bem a prova disso. Vive em absoluto estado de graça. Enquanto for verão, tudo estará bem. Quando os dias se tornarem mais cinzentos e as contas começarem a não poder ser pagas, é que já não se sabe como andarão os meus queridos compatriotas. É que o velho recurso à medicina como paliativo para a depressão sai, agora, bem mais caro.
O que nos vale é que há quem tire a gravata e possa aparecer descontraído na fotografia.
De resto, a certeza de quem tem pouco terá cada vez menos e de que uma pequeníssima minoria manterá não só o seu nível de vida como o melhorará.
Os meus compatriotas têm de deixar de trabalhar e tornar-se empresários. Ser empresário é poder receber um tratamento privilegiado por parte do estado.
A chatice será se, depois de vender património e de ter asfixiado o consumo, Portugal continuar às escuras. Como diz José Reis, professor da Faculdade de Economia de Coimbra, "Desapossadas as pessoas, regressa a virtude à economia? Os liberais julgam que sim. Mas não parece. Gera-se mais e mais recessão, cria-se desconfiança e desânimo. E uma profunda sensação de injustiça..."
O que nos vale é que há quem tire a gravata e possa aparecer descontraído na fotografia.
De resto, a certeza de quem tem pouco terá cada vez menos e de que uma pequeníssima minoria manterá não só o seu nível de vida como o melhorará.
Os meus compatriotas têm de deixar de trabalhar e tornar-se empresários. Ser empresário é poder receber um tratamento privilegiado por parte do estado.
A chatice será se, depois de vender património e de ter asfixiado o consumo, Portugal continuar às escuras. Como diz José Reis, professor da Faculdade de Economia de Coimbra, "Desapossadas as pessoas, regressa a virtude à economia? Os liberais julgam que sim. Mas não parece. Gera-se mais e mais recessão, cria-se desconfiança e desânimo. E uma profunda sensação de injustiça..."
12 julho 2011
O clube da bancarrota em Julho de 2011
A Europa treme

Quando há um bode expiatório tudo se torna mais simples. Os bodes expiatórios servem para que a fúria das multidões tenha um rosto e um corpo e possa descarregar frustrações. A crença sempre teve esse condão, o de servir os interesses das oligarquias.
O pior é quando os bodes expiatórios se revelam vãos. E é isso que está a acontecer na Europa. Depois da queda da Grécia e da Irlanda, veio Portugal. Agora batem à porta de Itália, com Espanha na mira. A Itália vale mais do que a Espanha no jogo da alta finança, mas as duas economias juntas são mais do que suficientes para dar cabo do euro.
Que fazem os senhores da Europa? Andam atarantados, sem saber muito bem como reagir. E a dar razão a quantos falam de um problema de liderança na Comunidade Europeia. Cujo modelo político dominante tem sido incapaz de dar a volta ao problema.
Recorde-se que a zona euro poderia ser imune a ataques se... não houvesse grandes disparidades entre os países que fazem parte da moeda. Mas, como se sabe, há disparidades e grandes. Alemanha, Holanda, Áustria e Luxemburgo estão de saúde e recomendam-se. O mesmo já não se pode dizer de outros países.
Como diz Pedro Santos Guerreiro, "Já ninguém acredita em soluções nacionais para a crise de dívida soberana do euro. Só há solução europeia. Política acima da austeridade."
O pior é quando os bodes expiatórios se revelam vãos. E é isso que está a acontecer na Europa. Depois da queda da Grécia e da Irlanda, veio Portugal. Agora batem à porta de Itália, com Espanha na mira. A Itália vale mais do que a Espanha no jogo da alta finança, mas as duas economias juntas são mais do que suficientes para dar cabo do euro.
Que fazem os senhores da Europa? Andam atarantados, sem saber muito bem como reagir. E a dar razão a quantos falam de um problema de liderança na Comunidade Europeia. Cujo modelo político dominante tem sido incapaz de dar a volta ao problema.
Recorde-se que a zona euro poderia ser imune a ataques se... não houvesse grandes disparidades entre os países que fazem parte da moeda. Mas, como se sabe, há disparidades e grandes. Alemanha, Holanda, Áustria e Luxemburgo estão de saúde e recomendam-se. O mesmo já não se pode dizer de outros países.
Como diz Pedro Santos Guerreiro, "Já ninguém acredita em soluções nacionais para a crise de dívida soberana do euro. Só há solução europeia. Política acima da austeridade."
10 julho 2011
Jorge Lima Barreto (1949-2011)
Fernando Jorge da Ponte de Lima Barreto nasceu em Vinhais a 26 de Dezembro de 1949. Foi professor, músico e musicólogo, compôs peças para poesia, teatro e cinema e realizou programas de rádio. Fundou a Associação Música Conceptual (com António Pinho Vargas e Carlos Zíngaro, 1968), a AnarBand (por onde começou Rui Reininho, 1969) e Telectu (com Vítor Rua, desde 1982).
Gravou vários discos e CDs, tendo tocado com J. Berrocal, D. Kientzy, Elliott Sharp, C. Cutler, L. Clavis, Sunny Murray, G. Schiaffini, G. Hemingway, Evan Parker, T. Hodgkinson, B. Altschull, H. Robertson, Prévost, T. Chant, G. Sommer, K. Bauer, I. Mori, P. Rutherford, P. Lytton.
Foi autor de livros como “Revolução do Jazz” (1972), “Jazz-Off” (1973), “Rock Trip” (1974), “Rock & Droga” (1982), «JazzBand» (1985), “Música Minimal Repetitiva” (1990), “JazzArte” (1993), “Música e Mass Media” (1996), “Musa Lusa” (1997) ou “B-Boy” (1998), “Zapp, Estéticas do Rock” (2000), entre outros.
Gravou vários discos e CDs, tendo tocado com J. Berrocal, D. Kientzy, Elliott Sharp, C. Cutler, L. Clavis, Sunny Murray, G. Schiaffini, G. Hemingway, Evan Parker, T. Hodgkinson, B. Altschull, H. Robertson, Prévost, T. Chant, G. Sommer, K. Bauer, I. Mori, P. Rutherford, P. Lytton.
Foi autor de livros como “Revolução do Jazz” (1972), “Jazz-Off” (1973), “Rock Trip” (1974), “Rock & Droga” (1982), «JazzBand» (1985), “Música Minimal Repetitiva” (1990), “JazzArte” (1993), “Música e Mass Media” (1996), “Musa Lusa” (1997) ou “B-Boy” (1998), “Zapp, Estéticas do Rock” (2000), entre outros.
07 julho 2011
Açores abaixo de lixo e a Madeira ainda pior
A Moody's cortou o nível de Lisboa e Sintra em quatro degraus de Baa1 para Ba2, com 'outlook' negativo, enquanto os Açores passaram de Baa2 para Ba3 e a Madeira de Baa3 para B1, com perspectivas futuras sob análise, disse a agência em comunicado.
A agência justificou a quebra na notação dos quatro locais pela descida dos 'ratings' atribuídos a Portugal na terça-feira, o que teve "implicações para os 'ratings' dos governos locais e regionais dentro do país dadas as suas estreitas ligações financeiras com o governo central".
A agência justificou a quebra na notação dos quatro locais pela descida dos 'ratings' atribuídos a Portugal na terça-feira, o que teve "implicações para os 'ratings' dos governos locais e regionais dentro do país dadas as suas estreitas ligações financeiras com o governo central".
Capital Group esse potentado
Transcrevemos informação de um jornal económico:
A Capital Group é, através de uma das suas empresas, a Capital World Investors, a maior accionista da entidade que detém a agência de ‘rating' Standard & Poor's e tem uma participação de mais de 10% na Moody's. Além disto, através de fundos de investimento, a Capital World Investors detém ainda milhões em dívida soberana, onde se incluíam no final de 2010, pelo menos, 370 milhões de euros em dívida da Irlanda, Portugal, Espanha e Grécia.
A reputação do Capital Group é de discrição quase absoluta. Raramente aparece na imprensa e nem sequer faz publicidade aos seus produtos e serviços. Uma das poucas vezes que a entidade financeira deu que falar aos jornalistas foi quando um dos seus analistas criticou, em 2003, o presidente da Time Warner. Meses depois, este foi demitido. O mesmo analista do Capital Group voltou ao ataque, criticando em 2008 o presidente-executivo da Yahoo por este ter rejeitado uma OPA lançada pela Microsoft. O guião repetiu-se e, meses depois, o homem forte da tecnológica foi forçado a sair do comando.
A Bloomberg refere que a Capital Group opera com "luva de veludo" no controlo e influência das empresas onde está investida. Já o britânico "Independent" refere que a instituição "é quase patologicamente receosa dos media". Mas a sua influência é inversamente proporcional ao seu ‘modus operandi' recatado.
Um estudo publicado no ano passado por dois investigadores do Swiss Federal Institute of Technology concluiu que o Capital Group era a instituição financeira com maior poder nos mercados globais. A investigação incluiu 48 mercados, concluindo que o grupo é "uma accionista proeminente do controlo simultaneamente em vários países", concluem Glattfelder e Battiston. O ‘ranking' feito pelos investigadores pode ser encarado como "uma medida de controlo e de poder potencial (nomeadamente, a probabilidade de determinada entidade conseguir atingir os seus próprios interesses em oposição a outros actores). Dadas estas premissas, não podemos excluir que os maiores accionistas com vasto poder potencial global não exerçam esse poder".
(...)
Em Maio, a União Europeia, em conjunto com o FMI, tentou impressionar o mercado, com a criação do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira com um poder de fogo de 750 mil milhões de euros. Mas o arsenal financeiro do Capital Group não fica atrás do valor astronómico colocado à disposição por Bruxelas. As estimativas apontam que a sociedade financeira sediada na Califórnia tenha activos sob gestão superiores a um bilião de dólares (mais de 743 mil milhões de euros). O número é quase cinco vezes superior à riqueza produzida anualmente em Portugal.
A Capital Group é, através de uma das suas empresas, a Capital World Investors, a maior accionista da entidade que detém a agência de ‘rating' Standard & Poor's e tem uma participação de mais de 10% na Moody's. Além disto, através de fundos de investimento, a Capital World Investors detém ainda milhões em dívida soberana, onde se incluíam no final de 2010, pelo menos, 370 milhões de euros em dívida da Irlanda, Portugal, Espanha e Grécia.
A reputação do Capital Group é de discrição quase absoluta. Raramente aparece na imprensa e nem sequer faz publicidade aos seus produtos e serviços. Uma das poucas vezes que a entidade financeira deu que falar aos jornalistas foi quando um dos seus analistas criticou, em 2003, o presidente da Time Warner. Meses depois, este foi demitido. O mesmo analista do Capital Group voltou ao ataque, criticando em 2008 o presidente-executivo da Yahoo por este ter rejeitado uma OPA lançada pela Microsoft. O guião repetiu-se e, meses depois, o homem forte da tecnológica foi forçado a sair do comando.
A Bloomberg refere que a Capital Group opera com "luva de veludo" no controlo e influência das empresas onde está investida. Já o britânico "Independent" refere que a instituição "é quase patologicamente receosa dos media". Mas a sua influência é inversamente proporcional ao seu ‘modus operandi' recatado.
Um estudo publicado no ano passado por dois investigadores do Swiss Federal Institute of Technology concluiu que o Capital Group era a instituição financeira com maior poder nos mercados globais. A investigação incluiu 48 mercados, concluindo que o grupo é "uma accionista proeminente do controlo simultaneamente em vários países", concluem Glattfelder e Battiston. O ‘ranking' feito pelos investigadores pode ser encarado como "uma medida de controlo e de poder potencial (nomeadamente, a probabilidade de determinada entidade conseguir atingir os seus próprios interesses em oposição a outros actores). Dadas estas premissas, não podemos excluir que os maiores accionistas com vasto poder potencial global não exerçam esse poder".
(...)
Em Maio, a União Europeia, em conjunto com o FMI, tentou impressionar o mercado, com a criação do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira com um poder de fogo de 750 mil milhões de euros. Mas o arsenal financeiro do Capital Group não fica atrás do valor astronómico colocado à disposição por Bruxelas. As estimativas apontam que a sociedade financeira sediada na Califórnia tenha activos sob gestão superiores a um bilião de dólares (mais de 743 mil milhões de euros). O número é quase cinco vezes superior à riqueza produzida anualmente em Portugal.
A indignação tuga

Os ilustres, os notáveis, os entendidos portugueses acordaram da letargia e bradam contra as agências de rating. Alguns, mais dados à publicidade, brincam. Que efeito terá este coro de indignação lusitana?
As regras dos mercados sempre foram pouco claras, embora quem se julgue com aptidões para a alta finança, se tenha até agora mantido crente na validade das opiniões das agências de rating. Que os leva agora a pôr em causa os comunicados dessas agências? O sentimento patriótico? Pensarão tratar-se de algum ultimato? Ou será que deslocaram a fé para as boas intenções do novo governo?
Lá fora, longe da propaganda nacional, não se acredita nos planos da troika, nem na capacidade do país em sair da crise.
Há outros países com défices grandes (EUA e França são exemplos), mas possuem economias com outra capacidade. Ou seja, possuem empresas e empresários com outras dinâmicas.
O problema da pátria, da nação, do glorioso país com tanta História é que esta não chega para fazer negócios.
Claro que, como já muitos disseram, a economia não funciona por si. Quando isso acontece a lei da selva é soberana e quem paga são as pessoas. A política (e a ideologia) mandam mais. O problema parece estar precisamente aí: quer-se à viva força acreditar na regulação dos mercados e os mercados querem à viva força lucros.
As regras dos mercados sempre foram pouco claras, embora quem se julgue com aptidões para a alta finança, se tenha até agora mantido crente na validade das opiniões das agências de rating. Que os leva agora a pôr em causa os comunicados dessas agências? O sentimento patriótico? Pensarão tratar-se de algum ultimato? Ou será que deslocaram a fé para as boas intenções do novo governo?
Lá fora, longe da propaganda nacional, não se acredita nos planos da troika, nem na capacidade do país em sair da crise.
Há outros países com défices grandes (EUA e França são exemplos), mas possuem economias com outra capacidade. Ou seja, possuem empresas e empresários com outras dinâmicas.
O problema da pátria, da nação, do glorioso país com tanta História é que esta não chega para fazer negócios.
Claro que, como já muitos disseram, a economia não funciona por si. Quando isso acontece a lei da selva é soberana e quem paga são as pessoas. A política (e a ideologia) mandam mais. O problema parece estar precisamente aí: quer-se à viva força acreditar na regulação dos mercados e os mercados querem à viva força lucros.
Oliveira com 2850 anos
OaKoAk e as Invenções Urbanas

OaKoAk é francês e olha para as cidades de um modo divertido. Aproveita detalhes para intervenções que fotografa e de que deixa memória num blogue.

Buracos, calçadas, sinais de trânsito, contentores de lixo, becos, portas e portões, tudo lhe serve para inventar a cidade, seja Saint-Etienne, Marseille, Lyon ou Paris.
Um sorriso, um pouco de humor e de cor surpreendem o transeunte que, assim, olha para o seu espaço doutra maneira.

OaKoAk é uma espécie de Baudelaire dos nossos dias.

Buracos, calçadas, sinais de trânsito, contentores de lixo, becos, portas e portões, tudo lhe serve para inventar a cidade, seja Saint-Etienne, Marseille, Lyon ou Paris.
Um sorriso, um pouco de humor e de cor surpreendem o transeunte que, assim, olha para o seu espaço doutra maneira.

OaKoAk é uma espécie de Baudelaire dos nossos dias.
06 julho 2011
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