18 maio 2009

Porque não?


A escola vende pão, vende água, vende leite, vende comida. Porque não pode distribuir preservativos?
Os preservativos fazem mal à saúde dos adolescentes?
Os preservativos são a prova provada de que o diabo existe e como a escola é de deus, os preservativos não podem lá estar?
Os preservativos só se podem usar às escondidas e devem ser tabu. Pelo que deviam ser traficados como qualquer estupefaciente?
Os preservativos são um incentivo ao sexo fora do casamento, pois quem tem um preservativo tem logo uma erecção (daí que para disfunções erécteis os médicos prescrevam preservativos)?
Os preservativos são redondos e podem ser confundidos com:
a) uma chiclete?
b) uma hóstia?
c) um balão?
por isso e porque não são para brincar, pois o acto sexual é assunto sério e apenas para efeitos de procriação, jamais se podem distribuir preservativos.
Os preservativos deviam ser proibidos e quem os fabrica condenado à fogueira ou, então, a ser apedrejado até à morte?

Ou será que a pergunta deve ser apenas: quem tem medo dos preservativos? Porquê?

Depósitos ou estabelecimentos de ensino?


Certos pais, está visto, têm problemas por ter filhos. Portugal, pelos vistos, não os trata como gostariam de ser tratados. Ter filhos é uma opção de vida e tem custos. Às vezes os custos sobem e os pais ficam aflitos.
Mas é preciso perceber também que a realização de provas nacionais exige sossego. As escolas não são meros depósitos de crianças e adolescentes. Nem são creches.
Compete aos pais exigir que o Estado cumpra as leis, não que lhes facilite a vida em nome da comodidade. Se o Estado quer que as pessoas tenham filhos, deve proporcionar-lhes condições para que isso aconteça. Mas não pode nem deve agir em nome de interesses particulares.

Importa-se de repetir?


Nove horas? Onde? No Japão? Noutro lugar distante. Não, não pode ser. Deve ter havido engano, confundiram um 4 com um 9.
Parece que Maria José Araújo, do Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE) da Universidade do Porto, concluiu que uma criança pequena em idade escolar trabalha em média nove horas por dia. Onde é que foi buscar esse horário?
Reparem: a escola primária começa às 9h00. Às 10h30 param e têm 20 minutos de intervalo. E voltam a parar ao meio-dia, havendo hora a hora e meia de almoço. Seguem-se mais duas horas depois, com um intervalo pelo meio. Tudo junto, dará 4 horas de aula e chamar-lhe trabalho é um pouco forçado, pois as crianças passam grande parte do tempo distraídas e a brincar.
Os TPC não nenhum papão. São um modo de reforçar conhecimentos trabalhados na sala de aula. Que muitas crianças os rejeitem e executem mecanicamente é um sinal dos tempos. Tempos tão ambíguos que, fruto do excesso de tempo que os pais passam fora de casa, pretendem atirar para cima da escola aquilo que é obrigação de qualquer família: educar, incentivar, estimular, desenvolver.
Não é fácil, claro. Mas o que é que na vida é fácil? Os pais prefeririam trabalhar pouco e ganhar muito, mas já se vão dando por satisfeitos quando têm emprego, mesmo que sejam explorados.
O esforço é uma chatice, pois é. Mas é essencial para apetrechar os mais novos com habilidades (podem chamar-lhe competências) que doutro modo não adquirem. Porque não é a brincar que aprendem, é aprendendo.
A não ser que se pense que a escola deveria ser um simples jardim de infância, onde os alunos chegariam analfabetos e contentes ao final dos ciclos de ensino com um diploma de incapazes.
Pode haver professores que abusam dos TPC. Em qualquer profissão há abusos. Mas daí a pretender que os TPC são uma violência, é um pouco exagerado. E revela pouco conhecimento da realidade. São muitos os alunos que não os realizam. E são cada vez mais os que chegam ao fim do 9.º ano com grandes dificuldades em ler enunciados (instruções). O que poderá ser perigoso, pensem só nos tipos de trabalho que pedem essa competência que se supõe básica.
Há tanto para fazer nas escolas. Não são os magalhães nem disparates como este que vão resolver nada. Além de que insistir neste tipo de coisas agrava o estado de coisas e faz com que haja cada vez mais pais a demitirem-se de tudo o que diga respeito à educação dos seus filhos.

17 maio 2009

Louis Sclavis - Tango

O problema dos testículos


Napoleão parece que os tinha minúsculos e foi o que se sabe. Hitler também tinha vários problemas. Agora é a vez de destaparem os do generalíssimo Franco que, segundo a neta do ditador espanhol, Ana Puigvert, apenas possuía um testículo.
Esta relação dos testículos com o poder não é assunto novo. Já os clássicos tinham reflectido sobre essas questões e, no século XVIII e XIX, foram vários os que abordaram as relações de poder com problemas de cama.
Mas não deixa de ser curioso verificar a relação entre os testículos e a ditadura.
E a perda do emprego, afecta as relações sexuais? Nalguns casos, parece que as melhora. Noutros é como se fosse a chave da impotência e da total perda de desejo.

Deve ser da tradição


Há no nosso país muitos adeptos das tradições. Tanto que aparecem museus para tudo e mais alguma coisa, além, claro, daquele gosto pelo que é velho (excluindo seres humanos, pois esses ninguém gosta deles). Acresce a tendência para defender comportamentos em nome... das tradições.
Um verdadeiro culto, portanto.
Além dessas, outras tradições há muito arreigadas na maneira de ser dos portugueses: o culto pelo cargo.
Vejamos o caso dos professores. Alguns, por uma manifesta incapacidade para leccionar tudo fazem para se infiltrarem nas diversas estruturas burocráticas do ministério da educação. (ME) Uma vez aí instalados sentem-se superiores aos colegas e agem em conformidade.
A psicologia estuda estas fugas e encenações. E explica estes comportamentos. Mas nem por isso eles deixam de se repetir.
Vejamos o caso das instruções que o ME envia todos os anos para os professores lerem nas escolas. Chamam-lhe Manual do Aplicador e contém ordens muito claras: "Não procure decorar as instruções ou interpretá-las, mas antes lê-las exactamente como lhe são apresentadas ao longo deste manual".
E as instruções continuam: "Em primeiro lugar, chamo a atenção para o facto de não poderem falar com os vossos colegas" ou "Acabou o tempo. Não podem escrever mais nada. Agora vão ter o intervalo".
Aquilo é um manancial de rigor e de clareza. E tem que ser assim, pois não só os professores são pessoas muito distraídas, como podem sentar-se eles próprios a fazer as provas, o que não é permitido. Por isso, torna-se necessário especificar muito bem o que os professores devem fazer. Exemplos:
"Leia em voz alta: Agora vou distribuir as provas. Deixem as provas com as capas para baixo; Podem voltar as provas. Escrevam o vosso nome no espaço destinado ao nome; Querem perguntar alguma coisa?"
"Desloque-se pela sala, com frequência", "Rubrique o enunciado no local reservado para o efeito".
"Leia em voz alta: Ainda têm 15 minutos; Acabou o tempo. Estejam à porta da sala às 11h e 20 minutos em ponto. Podem sair".
"Leia em voz alta o seguinte: Agora vão iniciar a segunda parte da prova. Podem começar. Bom trabalho!"
"Recolha as provas e os rascunhos". "Mande sair os alunos, lendo em voz alta: Podem sair. Obrigado pela vossa colaboração!"
Podia ser anedota, mas não é. É Portugal no seu melhor. É o dirigismo do ME. Porque será que tomam os professores por imbecis? Tratar-se-á de uma projecção?
Sentados nos seus gabinetes, usufruindo dos ares frescos e condicionados, os burocratas todos os dias saem para a rua satisfeitos pelo dever cumprido. Eles tudo fazem para que Portugal seja um paraíso, o pior é a democracia que estraga sempre tudo. Há pessoas que nasceram para mandar e outras para obedecer, não é? Não é?... Raios, que ninguém responde. Maldito país. (Há quem diga que a isto se chama paranóia.)

16 maio 2009

Wendy Cope

Poem composed in Santa Barbara

The poets talk. They talk a lot.
They talk of T. S. Eliot.
One is anti. One is pro.
How hard they think! How much they know!
They're happy. A cicada sings.
We women talk of other things.

in Serious Concerns, faber and faber, 2002 (1.ª edição de 1992)


A nursery rhyme

as if it might have been written by T.S. Eliot

Because time will not run backwards
Because time
Because time will not run
............................................Hickory dickory

In the last minute of the first hour
I saw the mouse ascend the ancient timepiece,
Claws whispering like wind in dry hyacinths.

One o'clock,
The street lamp said,
'Remark the mouse that races toward the carpet.'

And the unstilled wheel still turning
.................................................Hickory dickory
.................................................Hickory dickory
dock

in Making Cocoa for Kingsley Amis, faber and faber, 1997 (1.ª edição de 1986)

João Almeida

O meu pai

bebo muito vinho
bebo muita aguardente
ressono
só sei berrar
não me lavo
sou porco
não tenho amigos
não sei dar educação aos meus filhos
sou tudo um pouco graças a deus

in Glória e Eternidade, Teatro de Vila Real, 2009

José Mário Silva


literatura

Esperávamos por
ela na esplanada,
sábados à tarde,
como quem espera
aquele amigo mais velho,
tão ingrato, que um dia
deixou de nos falar.

in Luz indecisa, Oceanos, 2009

Bright Star, filme de Jane Campion


A história de amor entre o poeta britânico John Keats (Londres, 1795 - Roma, 1821) e a sua encantadora vizinha Fanny Brawne, vista pelo olhar de Jane Campion (Wellington, Nova Zelândia, 1954). Um filme cheio de sussurros, borboletas e versos.

Bright star, would I were stedfast é parte do primeiro verso de um poema redigido em 1819 (imagem acima) por Keats. Que reza assim:

Bright star, would I were stedfast as thou art -
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors -
No - yet still stedfast, still unchangeable,
Pillowed upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever - or else swoon to death.




15 maio 2009

A quem interessar


Copiamos deste blogue, com a devida vénia, a seguinte informação. E deixamos os comentários para quem de direito.

Como um livro aberto


A expressão a tua cara é como um livro aberto não podia ter encontrado melhor situação: ataque de phishing atinge utilizadores do Facebook.

Campanhas


O azeite já foi o demónio da alimentação. O mesmo aconteceu com o vinho. Depois veio o tabaco e desde há tempos que se nota a propensão para a ditadura alimentar.
A indústria do entretenimento fornece material em quantidade suficiente para ocupar o corpo e o espírito, mas... a saúde queixa-se. É que, segundo se diz, a obesidade pode vir a tornar-se uma pandemia, por causa do excesso de horas de sedentarismo aliado ao consumo repetido de açúcares e gorduras.
Ninguém parece muito preocupado com o ritmo frenético em que vivem as classes médias e baixas. Aliado a baixos rendimentos e à necessidade de compensar tudo isso com pequenos prazeres de boca. Isto para não referirmos os anseios de possuir aquilo que aos seus olhos são sinais de riqueza e bem-estar.
As pessoas são o que são por causa da vida que levam. É muito bem pensante falar de exercício físico, mas para a maior parte o exercício que fazem é já muito (acordar, tomar banho, fazer camas, arrumar algumas coisas, ir para as diversas paragens, etc.). Quanto a alimentação: comida decente custa os olhos da cara (as empresas não fornecem comida aos seus funcionários e o subsídio de refeição que pagam é ridículo), mas claro que é politicamente correcto falar-se de alimentação saudável.
Tão saudável que cada vez mais ser gordo é sinal de pobreza e ser elegante é sinal de riqueza. O século vinte conseguiu inverter os papéis, sim, senhor.
Os EUA e o Reino Unido aparecem nas tabelas como os países onde há mais obesos, mesmo entre crianças e adolescentes. Portugal e Espanha já figuram em lugar honroso. Sinal de desenvolvimento? Ou apenas imitação de maneiras de viver decalcadas de séries e outro telelixo? (Não é preciso ver TV, basta conviver com quem a vê e consome revistas e sítios onde os assuntos, os ideais e maneiras de estar se assemelham.)
O mais importante, pensamos, é cuidar das ansiedades e anseios que afligem as crianças e adolescentes - os grupos com que se identificam; as imagens que constroem do que é in ou bué de fixe. Ora não temos visto ninguém preocupado com isso. Mais facilmente se diz que a culpa da obesidade é dos hamburgueres, das batatas fritas e de estar muito tempo em frente da TV.
Ainda vamos assistir ao aparecimento de leis que proíbem a compra de X quantidade de carne, açúcar e mais. Os ships, os cartões e o avanço tecnológico tornarão esse controlo muito simples.

O homem perfeito ou o super-homem


1) Não come nada que não seja saudável
2) Bebe água e bebidas energéticas
3) Pratica exercício militantemente
4) É rico ou pertence à classe A
5) Não vê televisão
6) É viciado em telemóvel e internet
7) Não fuma
8) É amigo dos animais, mas, no geral, despreza os homens (talvez por pensar que o homem não é da espécie mineral)
9) Viaja muito
10) Não acredita na política, serve-se da política
11) Não envelhece (usa produtos adequados e recorre à cirurgia estética)

14 maio 2009

Portugal, meu amor II

Transcrevemos os últimos versos de um poema de Jorge Sousa Braga, em jeito de comentário ao post anterior.

Portugal
Vou contar-te uma coisa que nunca contei a ninguém
Sabes
Estou loucamente apaixonado por ti
Pergunto a mim mesmo
Como me pude apaixonar por um velho decrépito e idiota como tu
mas que tem o coração doce ainda mais doce que os pastéis de Tentugal
e o corpo cheio de pontos negros para poder espremer à minha vontade
Portugal estás a ouvir-me?
Eu nasci em mil novecentos e cinquenta e sete Salazar estava no poder nada
de ressentimentos
um dia bebi vinagre nada de ressentimentos
Portugal
Sabes de que cor são os meus olhos?
São castanhos como os da minha mãe
Portugal
gostava de te beijar muito apaixonadamente
na boca

Portugal, meu amor

9 X 30 = Portugal, meu amor. São nove documentários de 30 minutos cada, com realização de Luís Garcia e argumento de Hugo Gonçalves, um jornalista nascido em 1976 que viveu e trabalhou em Nova Iorque e em Madrid e que pretendeu ver o que mudou nestes 30 e poucos anos de democracia.
A Hugo Gonçalves inquietam-no coisas tão paradigmáticas como: Por que é que não há uma estrela porno em Portugal, já que quase todos os países ocidentais têm uma?
O primeiro documentário olha para as celebridades. E percorre em voo aéreo a indústria por trás dos eventos, o quem é quem e que dita o que é ou não uma socialite - "alguém sem profissão definida", como diz a directora da revista VIP.
Segue-se o futebol. Através das vozes de um talento dos juniores do Benfica, do histórico Nené, de um jornalista do jornal A Bola e do radialista e ídolo de infância Fernando Correia, tenta perceber a força de um desporto que antes era jogado por homens de bigode e que hoje reluz em torno de Figo e Ronaldo.
Depois vêm as auto-estradas dos fundos da União Europeia e a exclusão na Cova da Moura. O resto não fazemos ideia. Sabemos apenas que tudo vai para o ar na SIC Radical.
Parece que Hugo Gonçalves notou alguma "inquietude" nos portugueses com 35 anos de democracia, embora haja dependência do mediatismo e obsessão geral pelos símbolos de status vegetativo - os plasmas, os carros, o sofá com comando na mão. A "nossa democracia engordou" e "não há um sentimento de comunidade" diz o autor dos programas.

Fonte: Público

13 maio 2009

Divagar faz bem à saúde


Contrariamente ao que é comummente aceite, divagar estimula o cérebro em vez de o tornar mais lento, permitindo assim resolver problemas complexos.
As partes do cérebro que permitem resolver problemas complexos conhecem uma actividade intensa quando uma pessoa pensa vagamente, quando se acreditava até agora que elas ficavam de sentinela, disse a professora Kalina Christoff, especialista do cérebro (directora do Laboratório de Ciências Neurológicas da Universidade da Columbia Britânica )e principal autora do estudo que defende a divagação. Mais, "estar nas nuvens" favorece uma actividade do cérebro maior do que quando uma pessoa se concentra para cumprir uma tarefa rotineira.
Assim, poetas, artistas e demais vítimas da fúria popular podem agora sorrir.

Obesa e antiga: a nova deusa da fertilidade europeia


Descoberta nas grutas de Hohle Fels (na região do Danúbio-Alb, Alemanha), a nova Vénus foi esculpida há mais de 35 mil anos, em marfim de mamute Ou seja, é sete mil anos mais velha do que a antecessora, descoberta na Áustria, em 1908, e conhecida por Vénus de Willendorf. Tem menos de seis centímetros, pesa 33 gramas e é a representação mais antiga conhecida de arte figurativa.
A vénus tem seios e vulva desproporcionados, o que, segundo os investigadores alemães, é quase pornográfico à luz dos valores estéticos e morais da actualidade. Quando foi achada, a cerca de 20 metros da abertura da gruta, a vénus, que será exposta a partir de Setembro no Kunstgebäude de Estugarda, estava partida em seis pedaços e faltam-lhe o braço e o ombro esquerdos, que os arqueólogos alemães estão esperançados em encontrar.
Talhada com grande pormenor, a figura tem os órgãos genitais muito marcados, com seios e vulva de um tamanho desproporcionado, em contraste com a pequenez dos braços, pernas e cabeça, acabados com menos esmero. Algo que os estudiosos vêem como representação artística da fertilidade e que pode ter sido objecto de algum tipo de culto ou ritual.
Na gruta de Hohle Fels foram descobertos nos últimos 100 anos 25 figuras talhadas em marfim, quase todas representando animais, e também uma flauta, considerada o instrumento musical mais antigo do mundo.
A nova vénus confirma que o homem pré-histórico talhava, não apenas figuras de animais, mas também humanas, no princípio do período aurignaciense, algo que apanhou de surpresa a equipa arqueológica alemã.
Uma das características destas figuras é a representação da gordura. Muitas vezes é tão realista que os investigadores defendem que quem esculpiu terá de ter visto alguém com um nível de obesidade raro nestas sociedades. Isto, segundo Mariana Diniz (arqueóloga e professora da Faculdade de Letras de Lisboa), mostra que a gordura era apreciada, talvez porque a obesidade era algo que não se tinha e podia estar associada “ao poder, aos que não têm de trabalhar”.

Fonte: Público

As sanitas podem ser extremamente perigosas

Que o diga Mr. Lin que não ganhou para o susto, apesar de levar já meio século de vida. É que pouco depois de se sentar na sanita sentiu uma dor aguda no pénis, como se fosse uma facada. E viu sangue. E uma cobra. Preta e amarela. Uma Orthriophis taeniura friesi com 1,70 metros. Felizmente, é um tipo de cobra não-venenosa.
Natural do Condado de Nantou, Mr. Lin está internado no hospital Puli Christian, em Taiwan, mas não corre risco de vida. "Assim que tiver passado o risco de infecção, receberá alta", afirmou o director do hospital.


Calmantes para o homem, já


O país pode dormir sossegado, porque Sócrates tem os seus momentos de angústia em que não dorme a pensar no desemprego. Mas... qual cavaleiro andante vai resolver isso, tal como venceu outras crises no passado.
Não sabemos se as crises que resolveu foram pessoais ou do país. E, convenhamos, também não é por aí que o gato vai às filhoses. O que interessa é ver a imagem que o senhor tem ou quer passar de si. Ele é um mártir e um guerreiro. E como todos sabemos ele venceu a crise (qual? como? onde?) e vai vencer esta. Aliás, todos os dias saem notícias de que o país já mudou os pneus com que andava e assim, com pneus novos e adaptados à crise, vai ser outra vez um tal acelerar que os portugueses até vão ficar vesgos.
Há anos que Portugal se vinha afastando da média europeia de crescimento económico. Mas como todos sabem isso inverteu-se com Sócrates. Os portugueses passaram a viver melhor com ele. Tanto assim é que 1 em cada 100 mil portugueses ama Sócrates do coração.
Estes momentos de humor político resgatam-nos do cinzentismo que percorre a amorfa sociedade portuguesa.