11 fevereiro 2009

Coitadinhos...

Que mais vai acontecer ao PS? Tentativa de assassinato político e moral de José Sócrates; a cabala da Casa Pia; a campanha negra de 2005 (qual? o quê?) e os poderes ocultos de 2009.
A gente lê e pasma. Será que voltamos aos tempos suásticos ou aos tempos salazarentos? Cabala? Onde? Campanha negra? A sério? Sempre pensei que foi ao contrário.
Que gentinha, senhores, que gentinha. Tudo lhes serve para fazer campanha, para fazer choradinho, para sonhar com nova maioria absoluta.
Era bom que isso não acontecesse. O PS parece cada vez um partido de medíocres. Governar o país com gente dessa vai dar mau resultado.
Convém não esquecer que as crises não duram sempre e que não há a mais pálida ideia política de um rumo para o país. E era isso que gostávamos de ver o PS a discutir - não as cuecas ou a gravata ou as casas ou contas bancárias de Sócrates.
Em não havendo ideias, o papel de vítima é muito mais interessante. Coitadinhos...

10 fevereiro 2009

Às vezes o Público tem graça

O humor não é o forte do jornal. Que peca por ser sisudo e um tanto ou quanto a puxar para a direita. Mas há lá uns quantos jornalistas que ainda vale a pena ler. Sejam de que lado forem, lêem-se com agrado, porque fazem rir.
Um exemplo, transcrito da edição papel de hoje, assinado por José Vítor Malheiros: "Os responsáveis da crise financeira e económica que está a abalar o mundo (...) foram finalmente encontrados. Os responsáveis somos nós.
Se pensava que os problemas se deviam à crise do subprime, à ganância desmedida de (muitos) banqueiros, investidores, especuladores e à desonestidade de outros tantos (muitos) banqueiros, investidores, gestores, consultores, agências de rating, entidades reguladoras e fiscais diversos, esqueça. A culpa da crise é sua (e, admito, também minha).
A hipótese começou por ser avançada timidamente mas as provas são esmagadoras e são repetidas pelos especialistas em voz cada vez mais alta. Não podemos continuar a negar. E não devemos ser cépticos pelo facto de serem analistas e propagandistas da direita que o dizem. A direita tem maior familiaridade com as coisas do dinheiro (e com o dinheiro ele próprio) e sabe do que fala. A culpa é mesmo nossa. Sua e minha.
Eles descobriram o que é que você e eu andámos a fazer nos últimos anos. Descobriram que andámos a viver acima das nossas possibilidades e que andámos a comprar... a crédito. A comprar casas com empréstimos e coisas assim. E às vezes até - não vale a pena negar - a usar os nossos cartões de crédito.
A prova que eles descobriram é que o próprio Obama, no discurso de posse, pôs o dedo na ferida e explicou que a crise se devia "ao fracasso colectivo" dos americanos que não souberam fazer as escolhas difíceis que se impunham. Obama não falou de Portugal, mas se tivesse falado teria dito que aqui (e no resto do mundo) a razão é semelhante. A culpa é nossa.
Paul Krugman - Nobel de Economia e colunista do New York Times - não concordou com Obama quanto à culpa colectiva e diz que, pelo contrário, "os americanos" não faziam a mínima ideia das falcatruas dos mercados financeiros e que as pessoas que sabiam juraram aos quatro ventos que a desregulação financeira era uma coisa boa - mas Krugman, aqui entre nós, talvez seja c-o-m-u-n-i-s-t-a e talvez não seja boa ideia acreditar nele. As suas críticas ao sistema financeiro fazem parte de uma conspiração internacional para impor a ditadura do proletariado.
Agora que os analistas têm as provas na mão temos de admitir que, se os trabalhadores da Bordalo Pinheiro, da Tyco Electronics, da Peugeot-Citroën, da Autoeuropa, da Controlinveste, da Philips, da Sonae Indústria, da Delphi e de tantas outras não tivessem vivido acima das suas possibilidades e não tivessem contraído empréstimos para comprar casas para viver, o mundo estaria melhor e eles teriam podido manter os empregos. Já sabíamos que, quando os bancos ganham dinheiro, ele vai para os bolsos dos gestores e accionistas, mas que, quando perdem dinheiro (por má gestão, desvio de fundos, fuga ao fisco), esse dinheiro se vai buscar aos bolsos dos contribuintes. Mas ficámos agora a saber que não é só o dinheiro que é preciso pagar. É preciso arcar com a culpa.
(...) Por muito pobre que seja, cada português vai poder orgulhar-se de ter ajudado a pagar alguns carros de luxo, férias em ilhas exóticas e amantes espampanantes. É verdade que não usufruímos de nada disso, mas sempre consola. E estava dentro das nossas possibilidades. Não é tão mal visto como ter contraído um empréstimo para comprar casa, acima das nossas possibilidades."

Ah, lince!


Já não se pode dizer Ah, leão! com o mesmo sentido de pois de se saber que o lince consegue copula 80 vezes em apenas 48 horas. Metade desse tempo reserva-o para dormir. Actividade que mantém durante dois dos doze meses do ano.

As concentrações de estrógenos e hormonas dos linces são 35 vezes mais elevadas que as de qualquer outra espécie de felino.

Fonte: El Mundo

PENSAMENTO DO DIA EM 1867!!!


Curioso, não é? 142 anos depois... E logo vindo de quem vem...!
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"

Karl Marx, in Das Kapital, 1867

09 fevereiro 2009

Grão a grão poupa a nação


Onde se lê que "a manutenção das duas categorias é essencial para a melhoria da escola pública" deve ler-se é essencial para a grande poupança nacional. Quem trabalha deve receber pouco. Quem especula deve não só receber muito como subvenções que davam para pagar 5 salários de professores no topo.
Viva o ME! Viva!
Viva Portugal!

O prazer adverte que o uso prolongado da ciência causa impotência


A maior parte dos estudos que são notícia cheiram sempre tanto a sacristia. É como se só o que dá prazer fosse causa de infortúnios. O trabalho, a falta de dinheiro, o ter de aturar gente idiota, o excesso de ruído (em centros comerciais, em lojas, em supermercados, na rua), nada disso parece ter importância. Já o álcool e a marijuana fazem muito mal.
As pessoas não se suicidam porque estavam mal e fartas de estar mal, não. Suicidam-se porque bebem muito. O beber muito não é um sintoma, claro. O beber é que se deve evitar.
Beber e fumar também fazem muito mal aos testículos, porque... os estudiosos decidiram que sim.
Ainda se lembram de há uns tempos ter vindo à baila o quanto os cientistas publicam estudos feitos por empresas farmacêuticas como se se tratasse de trabalhos pessoais?
Estes estudos tem algo de comum com a caça às bruxas, só muito tempo depois é que alguém começa a perguntar se não se terão enganado nas causas.

08 fevereiro 2009

Outro poema de Rosemary Tonks


Badly-Chosen Lover

Criminal, you took a great piece of my life,
And you took it under false pretences,
That piece of time -
In the clear muscles of my brain
I have the lens and jug of it!
Books, thoughts, meals, days, and houses,
Half Europe, spent like a coarse banknote,
You took it - leaving mud and cabbage stumps.
And, Criminal, I damn you for it (very softly).
My spirit broke her fast on you. And, Turk,
You fed her with the breath of your neck -
In my brain's clear retina
I have the stolen love-behaviour.
Your heart, greedy and tepid, brothel-meat,
Gulped it, like a flunkey with erotica.
And very softly, Criminal, I damn you for it.

Rosemary Tonks (n.1932)

Story of a Hotel Room

Thinking we were safe-insanity!
We went in to make love. All the same
Idiots to trust the little hotel bedroom.
Then in the gloom...
...And who does not know that pair of shutters
With all the awkward hook on them
All screeching whispers? Very well then, in the gloom
We set about acquiring one another
Urgently! But on a temporary basis
Only as guests-just guests of one another's senses.
But idiots to feel so safe you hold back nothing
Because the bed of cold, electric linen
Happens to be illicit...
To make love as well as that is ruinous.
Londoner, Parisian, someone should have warned us
That without permanent intentions
You have absolutely no protection
-If the act is clean, authentic, sumptuous,
The concurring deep love of the heart
Follows the naked work, profoundly moved by it.

A cadeira afinal era uma banheira


Salazar, o ilustre... femeeiro? O ilustre... galã? Apenas um homem que se portava como tal. Isso mesmo vai para o ar hoje na Sic, desmontando "o grande marketing político de Salazar como homem casto" (palavras do realizador Jorge Queiroga).
Série onde se diz que o homem afinal não caiu de nenhuma cadeira, mas na banheira. O que também é muito mais comum. Se calhar estava a olhar para... sentiu um estremeção e... pumba.

Nem os próprios miliantes consegue entusiasmar


Será o timbre? Ou apenas o tom? Se calhar é o conteúdo, aquilo que diz. O que importa salientar é isto: «Sócrates nunca chegou a empolgar verdadeiramente a plateia de militantes socialistas do Porto». Se os militantes já estão do lado dele como há-de empolgar o país?

O pior é que não há oposição, ou, melhor, não há, do lado da oposição, ninguém que consiga galvanizar uma grande parte do eleitorado. Ferreira Leite avançou cedo demais e já está queimada. O resto não tem hipóteses de chegar a não ser em coligação.

Quanto ao partido do governo, se Sócrates não conseguir repetir a proeza da maioria absoluta, como conseguirá governar? Vendendo acordos aqui e ali? (Para comprar precisa de dinheiro que não tem).

07 fevereiro 2009

"Menina na Praia" de Ofélia Marques (1902-1952)


s/ data, óleo sobre tela
Centro de Arte Moderna, Fund. Gulbenkian, Lisboa

Ofélia Gonçalves Pereira da Cruz nasceu em Lisboa, a 14 de Novembro de 1902. Uma das primeiras mulheres, em Portugal, a frequentar a Universidade, terminou os cinco anos da licenciatura em Filologia Românica, na Faculdade de Letras de Lisboa, em 1922. Optou, contudo, pela carreira artística, integrando a chamada segunda geração do modernismo português.
Casada com Bernardo Marques (1898-1962), colega de curso, recebe dele o apelido com que assinará as suas obras. Pintora, desenhadora, ilustradora, colaborou com revistas como a “Atlântico”, “Panorama”, “Ver e Crer”, “Revista de Portugal”, ou “Civilização”. Neste última, em 1928, teve particular destaque a rubrica “O Reino dos Miúdos”, ilustrando estórias contadas por Rosa Silvestre (pseudónimo de Maria Lamas). Trabalhou igualmente com Fernanda de Castro (1900-1994), Natércia Freire (1919-2004) e José Gomes Ferreira (1900-1985), para quem ilustrou, semanalmente, em 1925, a primeira versão de “As aventuras de João Sem Medo” (publicadas em O senhor doutor, a convite de António Lopes Ribeiro, e ainda assinadas pelo escritor com o pseudónimo de Avô do Cachimbo). Saber mais...

Esther Ferrer (San Sebastián, 1937)




Esther Ferrer, espanhola, artista, mulher.


Mora em Paris e é a artista da ARCO deste ano. O El País dedica-lhe algum espaço e nós, que gostamos de a ler, aproveitamos para umas quantas transcrições: "Tom [Johnsony, o marido] e eu escolhemos todos os anos os livros que não vamos voltar a ler más e pômo-los à porta para que os levem".


"Não gosto de ter. Não me agrada possuir objectos. Agradar-me-ia ter menos. Ter um tecto basta-me. Acumulo apenas obras de arte porque não tenho outro remédio. Compro poucas coisas, roupa, ou o que seja. Comprar não me dá satisfação nem segurança. Não me traz nada. Consumir não me vai tirar a angústia de viver, assim sendo para que o hei-de fazer?"


"Eu gosto muito de trabalhar o absurdo, de fazer as coisas muito simples. Quando me ponho a pensar uma performance, passo o dia a tirar. Não digo que seja uma depuração, mas que consiste em extrair todo o supérfluo, o adorno. Não pretendo gratificar o espectador. O meu trabalho é muitas vezes muito seco, mais que sóbrio. E a mim agrada-me muito o rococó e o barroco, mas para outros o façam. O expressionismo inclusive, interessa-me muito como espectadora. Quero que no que é meu tudo saia de forma natural, quase sozinho. Como os números, 1, 2, 3 são maravilhosos. Não há nenhum drama. O drama, se quer, acrescenta-o o que vê".

06 fevereiro 2009

E em nono lugar... o Cherne


Esta notícia recorda-me uma velha anedota: a do Zé dos Plásticos, mais famoso que o papa. A anedota está no lugar atribuído a Barroso: o 9.º, antes do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que ficou em 10.º - basta olhar para os países dos inquiridos para perceber a pertinência e a validade do inquérito: França, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Itália e Estados Unidos da América. Quem é que na América conhece Barroso? Ele há cada uma.
A um dão-lhe lugar entre os mais bem vestidos, a outro o pódio da popularidade. E porque não fazerem um sobre o melhor penteado?

Sea Shepherd, um navio contra a captura de baleias


O navio Steve Irwin do grupo ecologista Sea Shepherd chocou hoje contra o barco baleeiro japonês Yushin Maru 3 quando este tentava trasladar duas baleias mortas para o cargueiro Nisshin Maru.

Tudo aconteceu na Antártida, conforme se pode ler e ver no sítio Sea Shepherd. Pelo segundo ano consecutivo, o Steve Irwin persegue embarcações que levam a cabo o programa anual nipónico de captura de cetáceos com "fins científicos".


Imagens do choque de 2007



Ver o futuro em tempos de crise?


Fala Luiz Moutinho, professor catedrático de Marketing na Universidade de Glasgow:

"há cada vez menos o mercado da empresa para o consumidor, mas sim do consumidor para a empresa. Somos nós que decidimos quais são as marcas e produtos que queremos adoptar."

"vivemos numa economia de experiência, de emoções. Hoje em dia, as pessoas têm conhecimento do realismo do que está por detrás de uma marca (...). As pessoas querem coisas com autenticidade emocional. (...) Estamos cada vez mais a falar de uma sociedade de co-criação, em que os consumidores vão criar valor, os produtos e as mensagens."

"Esta crise até tem aspectos positivos, vemos quase uma definição correcta do marketing - resolver as necessidades das pessoas com lucro. Tem de haver lucro para os dois lados. Até agora, o marketing tem sido enviesado para beneficiar um lado, a empresa."

"É possível uma empresa conseguir cativar mais consumidores em tempos de crise?

A estratégia tem de ser de senso comum. Se as pessoas estão em dificuldades, as empresas têm de arranjar uma arquitectura de serviços e de produtos para responder a essas condições. Têm de ajudar, não só olhar para o seu lado e para os seus objectivos, mas têm de ajudar seres humanos que estiveram lá quando as empresas tinham lucro."
Fonte: DN

05 fevereiro 2009

Vem aí inéditos de Julio Cortázar (1914-1984)


A notícia é dada pelo El País: Quando falece un escritor, tarde ou cedo acaba por vir uma cómoda à tona. A de Julio Cortázar estava tão cheia de papéis que os seus cinco gavetões mal se conseguiam abrir. No dia 23 de Dezembro de 2006, Aurora Bernárdez, viúva e herdeira universal do autor argentino, juntamente com Carles Álvarez, estudioso e cortazariano fanático conseguiram abrir a cómoda. O resultado é a edição, em Maio próximo, de Papeles inesperados.

O livro contém 11 contos nunca incluídos em obra, um capítulo inédito do Libro de Manuel, 11 novos episódios da personagem que protagonizou Un tal Lucas, quatro autoentrevistas, 13 poemas inéditos... No total, 450 páginas.

Thomas Bayrle - pequena galeria






Alemão, de 1937, que alguns consideram um pintor de pintores, aqui ficam alguns trabalhos de Bayrle.

04 fevereiro 2009

Esponjas com 635 milhões de anos


Vestígios químicos deixados por esponjas há 635 milhões de anos em estratos de sedimentos encontrados em Omã são a prova da vida animal mais antiga da Terra, revelaram hoje cientistas norte-americanos na revista “Nature”.

As esponjas são organismos primitivos que não se deslocam voluntariamente do seu local de fixação. Alimentam-se por filtração, bombeando água através das paredes do seu corpo e retendo as partículas de alimento nas suas células. Não possuem músculos, nem sistema nervoso, nem órgãos internos.

Usando uma análise química dos sedimentos rochosos, datados de há 635 milhões de anos, os cientistas descobriram vestígios de moléculas que só são produzidas por uma classe de esponjas. Isto sugere que as criaturas existiam antes da Idade do Gelo que ocorreu há 630 milhões de anos e que trouxe depois a súbita diversificação de vida multicelular, há 530 milhões de anos. Estas formas simples de vida animal surgiram 200 milhões de anos antes do aparecimento das plantas terrestres, diz Roger Summons, geobiológo do Instituto de Massachusetts que participou na investigação.

Os fósseis de animais mais antigos, encontrados nas rochas, datam de há 580 milhões de anos. Mas os autores deste estudo defendem que os “fósseis moleculares” deverão ser a melhor forma utilizada para compreender a Evolução. “As pessoas que olham para os fósseis nas rochas, normalmente, consideram apenas a imagem visível”, considerou Summons. Mas “isto vem mostrar que esses vestígios não são a única coisa a procurar”.

Titanoboa Cerrejonensis, a cobra de tamanho autocarro


Serpente? Aquilo era mais um colosso. E não espanta que o fosse - é pré-colombiana. Viveu há 60 milhões de anos no que é hoje a Colômbia.
Baptizaram-na como Titanoboa Cerrejonensis pelo tamanho e pelo lugar onde encontraram os restos fósseis: a mina de carvão de Cerrejón. Tinha mais de 13 metros de comprimento e pesava 1,25 toneladas. Vivia com temperaturas que oscilavam entre os 30 a 34 graus celsius (86 a 93 Fahrenheit).

Mais informação aqui.

03 fevereiro 2009

A velha aliança e esses bastardos dos...


Ingleses.

Os gajos são demócratas, liberais e porreiros. Os gajos são dos sindicatos e estão a defender os seus trabalhadores. Os gajos são ingleses. E como ingleses que são, estão-se nas tintas para esses gajos manhosos que lhes vendem álcool e sexo e mais alguma coisa no Algarve. Esses gajos que se fockam. Plim é pròs ingleses e eles é que mandam. Eles, os que moram lá naquela ilha exótica, que ainda tresanda a colonialismo com um cheirinho a chulé proletário.