19 dezembro 2008

O novo Bartolomeu Dias


Sócrates decalca Zapatero em muita coisa, mas não tem a mesma serenidade do congénere espanhol. E abusa da demagogia. A Boa Esperança de uma segunda maioria está a ser milimetricamente preparada. Mas é disso que o país precisa?

Num seminário promovido pelo Diário Económico, subordinado ao tema "Como crescer em tempo de crise", Sócrates debitou banalidades: "É preciso estar com a mente aberta para responder aos problemas e não para responder às necessidades da nossa ideologia. Precisamos de ter mente aberta e não ficarmos reféns da ideologia ou das respostas clássicas, porque problemas novos exigem respostas novas".

"Exige-se rapidez na acção. Provavelmente ninguém aqui estará interessado em saber o que acontecerá daqui a dois anos. E a verdade é que há boas razões para essa atitude, porque o Cabo das Tormentas, o momento mais difícil, vai ser justamente 2009".

Fala como um aluno mediano. Actua como um menino mimado. Não parece estar à altura de enfrentar crise nenhuma, porque cheira que não tem uma ideia que seja.

Em época de crise exige-se a capacidade de escolha de um modelo económico que trave as despesas inúteis e cuide das pessoas (pois são elas que fazem com que haja economia). A tanga de que os empresários são o motor é velha. Mas ou o motor está estragado ou há muito que não se vê nada que valha a pena ver. A maior parte das empresas funciona em velhos moldes: paga pouco e mal para o patrão poder ter popós, casas e meninas.

A gente vai às lojas e vê: a maior parte do que se produz por cá não tem qualidade (design, novidade, bom acabamento) e se tem é excessivamente cara para o bolso do português "médio" que ganha pouco (porque lhe pagam pouco).

Garganta Funda (1913-2008)


Morreu o Garganta Funda. Era, na altura do Watergate, director-adjunto do FBI. Chamava-se William Mark Felt e foi a fonte secreta de Bob Woodward e Carl Bernstein, os dois jornalistas do Washington Post que denunciaram o escândalo.

Graças às informações confidenciais de Mark Felt, Woodward e Bernstein puderam provar o papel da Administração do presidente Richard Nixon num assalto à sede do Partido Democrata no edifício Watergate, em Junho de 1972, para fotografar documentos e instalar aparelhos de escuta.
O escândalo e as tentativas da Casa Branca para encobrir o caso levaram à demissão de Richard Nixon, o primeiro presidente dos Estados Unidos a ser obrigado a fazê-lo, em Agosto de 1974.

Em 2005 a revista Vanity Fair revelou a identidade do famoso Garganta Funda.

No mês passado, Woodward e Bernstein visitaram Felt, em Santa Rosa (Califórnia). Foi a primera vez que Bernstein se encontrou cara a cara com Felt, já que, durante o caso, Felt apenas se encontrava com Woodward.

Felt nasceu a 17 de Agosto de 1913, em Twin Falls (Idaho). Chegou a Washington nos princípios dos anos 40 e entrou para o FBI em 1942. Trabalhou na secção de espionagem da agência durante a II Guerra Mundial e depois percorreu outras seccções. Ascendeu a número três do FBI em 1971.

18 dezembro 2008

Cá por mim, os anteriores gestores merecem um prémio

Trabalharam, e de que maneira... Suaram. Promoveram o sucesso. Empenharam-se. Facilitaram a integração. Contribuíram para o aumento de riqueza de alguém. Foram super. Por tudo isso, é uma injustiça virem agora falar de trocos. Por amor de Deus. É Natal, senhoras e senhores. Um 'buraco' de 950 milhões de euros é um buraquinho. Cá por mim dava um prémio de produtividade a todos os gestores e líderes desse banco e mostrava-os nas escolas para alunos e professores seguirem o exemplo.
Adoro ser português. Adoro. Os portugueses têm alma para o Negócio.

Não sei donde, mas parece-me que este senhor é...


a) Primo do senhor engenheiro mais bem vestido da Europa;

b) Familiar chegado do senhor Pinto de Sousa;

c) Alguém que partilha o credo visionário de mister José;

d) Um ditador que faz lembrar o líder do partido popular da esquerda moderada socialista de Portugal.

Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918)




Não param de crescer as obras deste pintor português. Em 1987 o catálogo da exposição do centenário mostrava 145 pinturas. Em 2008, já vai nas 209 e "e não é um ponto final. É até mais um ponto de partida do que um ponto de chegada: com a informação que conseguimos recolher, é possível aprofundar a investigação sobre o Amadeo", diz Helena de Melo, coordenadora do catálogo raisonné do pintor, hoje tornado público.

Não é ainda todo o Amadeo - é todo o Amadeo conhecido (na pintura, porque o raisonné do desenho, que devia vir já a seguir, é outra história), mas em versão revista e aumentada. "Não só encontrámos algumas peças cujo paradeiro era desconhecido desde meados do século XX, como recuperámos muitos títulos originais das peças e produzimos uma ficha detalhada com bibliografia específica e indicação do percurso expositivo de cada obra", diz Helena Melo.

Foi uma complexa operação de resgate, dada a escassez da informação disponível nalguns dos casos e as dúvidas de natureza técnica colocadas por outros - a meio do processo, a fundação nomeou uma comissão científica independente composta por António Rodrigues, Raquel Henriques da Silva e Rui Mário Gonçalves para resolver alguns problemas concretos suscitados por peças de atribuição mais duvidosa. "Muitíssimas" foram excluídas liminarmente, "entre desenhos e pinturas", ainda antes da intervenção da comissão - mas há outras que "continuam no purgatório", adianta Raquel Henriques da Silva. O desenho mostrou-se especialmente problemático - e é justamente por ser "tecnicamente difícil legitimar muitos dos desenhos atribuídos ao Amadeo" que a fundação optou por suspender, para já, a edição do terceiro e último volume do catálogo raisonné (o primeiro foi a fotobiografia lançada há um ano).

Amadeo de Souza-Cardoso nasceu a 14 de Novembro de 1887 em Manhufe, próximo de Amarante, e morreu em Espinho, vítima de “pneumónica”, ou gripe espanhola, a 25 de Outubro de 1918.
Em 1906, parte para Paris e instala-se no Boulevard de Montparnasse. Estuda Arquitectura, frequentando os ateliês de Godefroy e de Freynet, mas acaba por desistir do curso, por estar mais interessado em desenvolver uma actividade de desenhador e caricaturista, permanecendo atento ao movimento artístico parisiense.
A partir de 1910, desenvolve uma sólida amizade com Amadeo Modigliani (com quem expõe no seu ateliê, em 1911) e relaciona-se com Juan Gris, Max Jacob, Sonia e Robert Delaunay, Otto Freundlich, Brancusi, Archipenko, entre outros. Destes contactos, Amadeo retém a informação teórica fundamental para o desenvolvimento da sua investigação plástica. A sua obra, marcada pela constante pesquisa e reformulação de conceitos e práticas pictóricas, atravessou quase todos os movimentos estéticos relacionados com a ruptura da arte convencional. Do Cubismo à arte abstracta, passando pelo Expressionismo e Futurismo, Amadeo experimenta e ensaia modalidades pessoais de entendimento destas correntes.
Surpreendido pela guerra, Amadeo regressa a Portugal no ano seguinte. Entre 1915 e 1916, convive com o casal Delaunay, então instalado em Vila do Conde. Alguns projectos comuns nascem deste convívio – exposições em Barcelona, Estocolmo e Oslo –, e nascem também da sua participação nas exposições Corporation nouvelle e Expositions mouvantes, que acabam por não se concretizar. Alguns encontros em Lisboa, com Almada Negreiros e o grupo do Orpheu, estabeleceram ainda rituais de cumplicidade entre as artes e as letras, integrados no movimento futurista.
Em 1916, expõe individualmente pela primeira vez em Portugal (Porto, Jardim Passos Manuel; Lisboa, nas salas da Liga Naval) um vasto conjunto de trabalhos a que deu o nome de Abstraccionismo. No folheto-manifesto, Almada Negreiros apresenta-o como “a primeira Descoberta de Portugal na Europa do século xx”, e, no cabeçalho do jornal O Dia (4-12-1916), fez-se eco do imenso escândalo desta “Exposição original –impressionista, cubista, futurista, abstraccionista? De tudo um pouco”.
Também neste ano, Amadeo publica o álbum 12 Reprodutions e, em 1917, reproduz três obras na revista Portugal Futurista, enquanto Almada lhe dedica o livro K4 Quadrado Azul.



Fonte: Público e Helena de Freitas

Os segredos de A Virgem, o Menino Jesus e Santa Ana



"A Virgem, o Menino Jesus e Santa Ana" é um quadro de Leonardo da Vinci. O quadro está exposto no Museu do Louvre, em Paris.

"A Virgem, o Menino Jesus e Santa Ana" é uma pintura de grandes dimensões que retrata a Virgem Maria sentada ao colo da mãe, Santa Ana, e o menino Jesus a brincar com um cordeiro, numa cena intimista da vida familiar dos personagens em plena natureza. No reverso da pintura, os especialistas descobriram, através de câmaras de infravermelhos, desenhos traçados em painéis de madeira constituídos por quatro pranchas verticais.

E como tudo que seja de Leonardo é raro, a descoberta de uma cabeça de cavalo, metade de um crânio humano e de um menino Jesus com um cordeiro deixaram os especialistas particularmente excitados. A figura descoberta do menino Jesus com o cordeiro, com 15 centímetros de altura poderá ter sido um esboço para o representado no próprio quadro.

Aquilo que terá sido um gesto económico de Leonardo toma agora as proporções de uma festa. O mundo é um lugar estranho e as celebridades um precioso objecto erótico.

Esperar que volte a sorrir


Vinte e três horas horas foi o tempo que uma equipa de cirurgiões da Cleveland Clinic, em Ohio (EUA), demorou para reconstituir o rosto de uma mulher americana, transplantando-lhe ossos, dentes, músculos e nervos.
A mulher operada sofria de um traumatismo severo que lhe custou um olho, grande parte do nariz e a sua maxila superior. A paciente tinha dificuldades em respirar, cheirar, comer e sorrir.
Os médicos transplantaram (animação aqui) a pele, todos os músculos da cara na parte superior e mediana da cara, o lábio superior, o nariz, a maioria das cavidades à volta do nariz, a maxila superior incluindo dentes, e nervos faciais.
Esta é a quarta operação do género realizada no mundo inteiro. Em 2005, cirurgiões franceses substituíram a face de uma mulher depois da mesma ter sido atacada pelo seu próprio cão.
Em 2006, médicos chineses fizeram um transplante a um homem de 30 anos, vítima da violência de um urso. Em 2007, um homem de 29 anos, que sofria da doença de Von Recklinghausen, cuja face estava deformada, também foi alvo de uma cirurgia de transplantação.
Fonte: JN

61 segundos


O último minuto do ano da graça de 2008 terá sessenta e um segundos. Ops. Tudo para corrigir uma pequena anomalia entre os relógios atómicos e o tempo astronómico, criado pela rotação da Terra.
Até 1972 a contagem do tempo fazia-se com referência ao GMT (tempo do meridiano de Greenwich), ou seja, ao tempo solar médio no Observatório Real de Greenwich.
O Horário Universal (UTI) é uma versão moderna do GMT, que se calcula dividindo a rotação do nosso planeta em 86 400 segundos. No entanto, devido à desaceleração gradual da Terra, adoptou-se nesse ano de 1972 uma nova medida standard, baseada nos relógios atómicos de alta precisão.
O Tempo Atómico Internacional (TAI) é da responsabilidade do Escritório Internacional de Pesos e Medidas de Paris. Aí se define actualmente um segundo como equivalente a 9 192,631.770 oscilações de um átomo césio-133.
Em 1972, acrescentaram-se dez segundos intercalares ao UTC e desde então já houve necessidade de lhe juntar mais 23 segundos, a última vez em finais de 2005.

Planeta Tangerina





Há livros que apetece ter só pelo prazer de os folhear de quando em quando. Há livros que são pequenas obras de arte. Arte gráfica. Os que saem das mãos do Planeta Tangerina são assim.

17 dezembro 2008

Isabel dos Santos


Isabel dos Santos, filha do Presidente angolano, entrou no capital do Banco Português de Investimento (BPI), adquirindo (por cerca de 164 milhões de euros) ao Banco Comercial Português a posição de 9,69 por cento que este detinha no grupo liderado por Fernando Ulrich.

Isabel dos Santos iniciou-se nos negócios em 1997 à frente da empresa Urbana 2000 que monopoliza um negócio de limpeza e saneamento de Luanda, com contratos anuais de 10 milhões de dólares. É proprietária da Geni, sociedade fundada com o brigadeiro Leopoldino Fragosos do Nascimento, chefe se comunicações da Presidência, tendo como outros sócios António Van-Dúnem, ex-secretário do Conselho de Ministros, e Manuel Augusto da Fonseca, do Gabinete juridico da Sonangol; em conjunto com a Portugal Telecom detem 50% da Unitel a maior operadora de telefones móveis angolana.

Esta licenciada em engenharia electrotécnica, que possui conhecimentos em gestão de empresas, depressa começou a vingar no mundo dos negócios, dominado pela "nomenklatura" do partido do poder, o MPLA. Em finais dos anos de 1990 entra no negócio dos diamantes, a segunda maior fonte de receitas depois do petróleo.

O seu poder de sedução é grande. Não espanta por isso que já a tenham apresentado como "uma boa empresária", "extremamente dinâmica e inteligente", "profissional" e, apesar de ser uma "dura negociante", é "correcta", além de "afável", "simpática" e "bonita".

Isabel dos Santos pode queixar-se de uns quantos que a vêem como a filha do presidente. Mas a verdade é que não fora essa filiação dificilmente a veríamos em certos negócios. Pela simples razão de que... não há almoços grátis.

Informações recolhidas aqui e aqui.

Nitin Sawnhey - Acquired Dreams

Nitin Sawhney e Reena Bhardwaj - Nadia

Nitin Sawhney - Broken Skin

Carlos García Gual


"Nos clássicos está o essencial, os grandes conflitos do homem, as suas dores e esperanças. Além disso, Grécia e Roma são parte fundamental do imaginário europeu. Continuam a ser imprescindíveis para nos entendermos melhor a nós mesmos".

Caso Sousa Tavares Filho inspira ladrões britânicos




Depois de terem roubado o portátil com o livro que, no mínimo, seria um sucesso comercial, os ladrões resolveram optar por outras artes. Agora estão em causa fotos íntimas da duquesa de York, Sarah Ferguson.

Ferguson está para a arte fotográfica como Sousa Tavares filho está para a literatura. São dois aficcionados, que dedicam imenso tempo aos hobbies artísticas. As afinidades não se ficam por aí. Um e outro foram vítimas da acção de malfadados gandulos que se aborboletaram com obras preciosas (o preço é elevado, em ambos os casos). E os coitados apenas podem... dar conhecimento à polícia e tornar o caso público.


A cigarra e a formiga


O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), considerou hoje que a escolha de Santana Lopes para candidato social-democrata à autarquia vai transformar as eleições numa corrida "entre a cigarra e a formiga", devido à diferença de projectos.

"Isto vai ser quase como na fábula, com uma escolha entre a cigarra e a formiga", afirmou António Costa, considerando que Santana Lopes constitui uma "escolha clarificadora" por parte do PSD.

Disse-o contendo um sorriso, pelo modo como enviou para dentro do PSD a sua mensagem.

Há mensagens perigosas. Até porque já andamos muito cansados de formigas. E as cigarras, mesmo com gel e trauliteiras, sempre fazem sorrir o povo. Ora se há povo que precise de rir é o nosso.

De resto, basta lembrar que foi por causa de Santana que Sócrates conseguiu o impensável: a maioria absoluta. Costa diverte-se a pensar nisso. Mas, Lisboa não é Portugal. É apenas um concelho particular dentro do país.

Ícone do glamour




Marilyn esteve em leilão, juntamente com outras figuras: Ava Gardner, Raquel Welch, Kim Basinger, Monica Bellucci, Michelle Pfeiffer, David Bowie, Kate Moss, Linda Evangelista e mais.
Quanto vale um sorriso?

16 dezembro 2008

Tiro no pé? Não. Sócrates em exercício

VENDE-SE

Sócrates é cada vez mais uma nódoa. O seu reinado deixará feridas profundas no país. Que a maioria não perceba, é da ordem natural das coisas. As maiorias caracterizam-se por isso mesmo: amorfas e egoístas. O que interessa aos zés-ninguéns o património? Nada. Já o plim fá-los babar. E batem palmas. O problema não está aí. Está no facto de o primeiro-ministro ser um zé-ninguém que chegou ao poder. E que tenta manter-se por lá antes de poder dar o salto para onde lhe paguem mais.
A notícia diz tudo: o novo regime proposto pelo Governo para os bens que integram a "memória colectiva" poderá abrir as portas a uma alienação do património cultural só comparável ao processo de desamortização, nacionalização e venda dos bens da Coroa e da Igreja, ocorrido na primeira metade do século XIX. Os bens classificados, independentemente do grau de protecção, passam a ser vistos como puros recursos económicos.
Sócrates no seu melhor. Nos termos do novo regime proposto para os bens públicos, a Torre de Belém ou o Mosteiro de Alcobaça podem acabar por ser postos à venda.
Entre as "inovações" figura também um chamado "dever de desafectação" que deve ser exercido quando o bem deixe de desempenhar a função de utilidade pública que justificou a sua inclusão no domínio público. Não está definido o que se entende por esta função. Este procedimento de desafectação poderá ser iniciado por qualquer pessoa. Ou seja, um particular pode requerê-lo, por exemplo, em relação a um edifício histórico que esteja em mau estado ou que se encontre encerrado. A primeira utilidade pública destes bens é serem memória a preservar, o que poderá ser comprometido com a desafectação.
O Ministério da Cultura, liderado por Pinto Ribeiro, trabalhou em conjunto com as Finanças na elaboração dessa proposta de lei. Palmas, pois.
Ainda não está tudo perdido. Basta que quem tenha formação faça chegar o seu protesto aos sítios necessários, pois o projecto de lei, aprovado na generalidade pelo Conselho de Ministros, em Outubro, está agora em fase de recolha de pareceres.

Catia Chien




E muito mais aqui.

Turismo novo


Aqui na west coast o sun é marbelhoso, o cost de vida mucho acessível. Bom pra finanças do preso, mucho bom. Very very.
Os detidos de Guantámano disseram ao sr. Smith que "não querem outra coisa senão sair dali e ir para Portugal".
Basta entrar em contacto com Amado, Luís. Lá na quinta dele há tendas e cães com fartura. Os prisioneiros vão sentir-se em casa.

Já a gasolina


Tudo na mesma. Os barris continuam a levar a mesma quantidade de produto. Os preços é que caíram a pique. No entanto, o preço do combustível mantém-se pela hora da morte (mais de 200 dos velhos escudos por litro). É fartar vilanagem.

Mas por ora ninguém, a não ser o consumidor, diz nada. Está tudo nos conformes. Dizem.

O pão, o pão


Quando os euros vieram substituir os escudos, os preços começaram a trepar e os arredondamentos foram uma das muitas aldrabices de que se servirem os comerciantes para embolsar dinheiro. Mas os salários (oh os salários) sempre ao mesmo preço e a terem de pagar tudo cada vez mais caro.

O pão é um bom exemplo disso. Parece que agora se começa a levantar um pouco o véu. Pelo menos em Lisboa.

É chatice ou explorer com gripe


Uma falha no Internet Explorer permite tomar controlo de um computador e roubar-lhe as senhas. Os especialistas aconselham os utilizadores a mudarem de navegador até o problema estar resolvido. Navegadores como Firefox, Opera, Chrome ou Safari não têm essa falha de segurança.

A Microsoft disse ter detectado ataques contra o Internet Explorer 7.0, mas que esta vulnerabilidade também está presente nas outras versões e já pediu aos os utilizadores para se manterem atentos, enquanto prepara uma solução de emergência.

O aviso vem de Londres, via BBC.

15 dezembro 2008

Colecção de bactérias


A maior colecção de bactérias em Portugal encontra-se na Universidade de Coimbra e reúne um conjunto raro a nível internacional da estirpe Legionella que é usada por investigadores da China aos EUA.

O Laboratório de Microbiologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) possui bactérias que não existem noutras partes do mundo, nomeadamente estirpes únicas de Legionella isoladas de ambientes naturais (sem intervenção humana).

As cerca de cinco mil estirpes, incluindo mais de duas mil de Legionella, representam mais de 20 anos de colheita e isolamento de micróbios, nos mais diversos locais.

Nesse laboratório há uma bactéria, com o nome científico de Deinococcus geothermalis, que está a ser utilizada para remover urânio solúvel de locais contaminados. Este micróbio isolado em Portugal e em Itália tem a capacidade de transformar o urânio de modo a ser removido do ambiente.
Fonte: Público

A poluição sonora ameaça cetáceos


Segundo os cientistas, o ruído submarino feito pelo homem criou já uma espécie de névoa acústica que leva a uma cacofonía em muitas partes dos mares e oceanos. Algo que afecta sobremaneira os cetáceos e outras espécies.

A poluição é provocada pelos navios, pelas indústrias, pela exploração de petróleo e de gás.

O país devia parar. O homem falou e disse:


O que já toda a gente sabia. Mas, proeza das proezas, ele reconheceu hoje que 2009 será um ano de "tempos difíceis".

Palmas e silêncio, pois quando Sua Excelência o Senhor Engenheiro Primeiro-Ministro da Nação Portuguesa diz algo tão importante isso quer dizer que... não tem nada para dizer, apenas precisa de fazer render o tempo de antena, para contrabalançar outros sinais.

E quando não há nada para dizer, fala-se em proveito próprio, apresentando-se ao país como o messias de (não se riam, por favor) uma «nova cultura política».

Em que consiste a tal nova cultura? É uma cultura «de modernização da administração pública e de combate à burocracia».

Se já se partiram a rir, ainda não viram a melhor parte do discurso: «Depois de termos feito o que fizemos, descobrimos que há ainda muito mais a fazer. Mas o importante é termos a administração pública convencida de que esta é a melhor linha a seguir, não apenas porque reduz custos mas também porque permite uma administração mais amiga do empreendedor, de quem quer correr riscos, e que não gosta dos que querem manter tudo na mesma».

Agora sim, podem tirar a barriga de misérias. Sócrates é muito melhor que qualquer grupo de humoristas.

Semelhanças e dissemelhanças

Na viragem do século XIX para o século XX espalharam-se pelo mundo ocidental os sindicatos e a luta pelas oito horas de trabalho diário, pelo direito à greve, pela assistência na doença e por férias pagas. Paralelamente ideias como a da liberdade, a igualdade e fraternidade chegavam ao conhecimento de uma maioria que era praticamente espezinhada pelos empresários da altura.
As revoluções começaram em finais do século XVIII e estenderam-se até aos inícios do século XX, com a Revolução Bolchevique a marcar o mundo e a definir fronteiras nos pós-guerras. Pelo meio houve tempo para algumas epidemias, para uma crise bolsista e para um ódio aos judeus que vinha em crescendo desde a segunda metade do século XIX.
Os resultados já sabemos quais foram (ou pelo menos temos uma ideia). E o que está a acontecer agora, que nos torna figurantes? Haverá pontos de contacto?
Porque é que, quanto ao aspecto financeiro, o crash tem origem nos EUA? Porque será que as guerras actuais também têm esse país como protagonista?
A eleição de Obama será o começo de algo novo ou apenas o sinal de que algo está a chegar ao fim?
E na velha Europa o que há de novo? O que está a acontecer na Grécia será mais do mesmo (dos antigos sinais de degradação) ou o alerta de um país que forjou a democracia?
E aqui na velha quinta, porque será que o governo tem de dizer aos bancos onde gastar o dinheiro que lhes dá? Será que Sócrates é o digno sucessor do seminarista professor?

14 dezembro 2008

O beijo do adeus com um pouco de humor


Um jornalista iraquiano arremessou os seus sapatos contra o presidente norte-americano, George W. Bush, que se conseguiu desviar, enquanto o jornalista foi retirado do local por seguranças.
«É o beijo do adeus, espécie de cão» foram as palavras proferidas pelo jornalista antes de atirar os sapatos.
O incidente ocorreu após um encontro entre o presidente norte-americano e o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki.
Bush, que visitou de surpresa o Iraque, conseguiu brincar com a situação afirmando que apenas calçava o número dez, disponibilizando-se, de seguida, para responder às questões dos restantes jornalistas.

Três maneiras de dizer não





Uma visita que pode ser muito útil.

13 dezembro 2008

A crise é fixe

Enquanto os sindicatos e os partidos de esquerda reclamam por apoios a quem trabalha, ou seja, aumentos de salário, as associações patronais batem palmas. O governo rosa é o governo dos patrões e da banca.
As associações empresariais, de empreiteiros e as obras públicas vêem com bons olhos as medidas tomadas pelo Governo para combater a crise. Ou seja, esfregam as mãos de contentamento pelos milhões que lhes vão cair na sopa.
A venda de automóveis de luxo vai aumentar e muito no próximo ano. As agências de viagens também vão sair da crise com um sorriso nos lábios. Os importadores de produtos de luxo também podem sorrir sem ter de disfarçar.
Quanto a quem vive do seu salariozinho, é apertar o cinto. E começar a comprar uma corda que a vida será cada vez mais monástica.
A crise é só para os de sempre. Como sempre.

Jeanne Lorioz 2







Jeanne Lorioz 1








Jeanne Lorioz nasceu em 1954. Estudou na École Supérieure des Arts Appliqués de Paris. E, desde 1992, tem trablhado para várias galerias na France, Alemanha, Hplanda e EUA.
O seu universo gira entre a poesia e o humor, entre a provocação e a delicadeza: com formas sempre rotundas. As suas personagens, mesmo vistas de costas, revelam-se sedutoras e facilmente capturam a simpatia do espectador.

Alphonse Allais (1854-1905)


Charles-Alphonse Allais nasceu e morreu no mês de Outubro, com 51 anos e oito dias de diferença. O seu sentido de humor tingia-se muitas vezes com as cores garridas da fantasia, a que chamaram absurdo. Mas Allais era tudo menos surdo. Dizem que é dele esta frase: «A vida quanto mais vazia é, mais pesa». O que mostra bem como era atento aos ruídos do quotidiano. E àqueles que o tornam caricato, com os seus valorzinhos domésticos e pequeninos. Que é coisa que sempre foi abundante pelos tempos fora.

Parece que nasceu vizinho de Satie (que podem ouvir indo ao histórico deste blogue) e que se encontraram algumas vezes para trocar saúdes!

Leiam este conto de Natal, que fomos buscar aqui (obrigado) e brindem também.

Conto de Natal

Começa a fazer-se tarde. A festa está no melhor. Toda a gentinha está excitada, barulhenta e apaixonada. As moças, esgargaladas, entregavam-se todas. Os olhos começam a cerra-se-lhes e os lábios entreabertos deixam ver húmidos tesouros de púrpura e nácar. Os copos tão depressa se enchem como se esvaziam. Voam as canções, ritmadas pelo tilintar dos copos e as gargalhadas das lindas raparigas.
Mas eis que o velho relógio de sala de jantar interrompe o seu tiquetaque monótono e resmungão para furiosamente se pôr a gemer naquele tom que assume sempre que quer dar horas.
É meia-noite! Soam as doze badaladas, lentas, graves, solenes, com aquele tom de censura próprio dos velhos relógios patriarcais. Parecem querer dizer-nos que já soaram muitas vezes em intenção dos nossos antepassados defuntos e que hão-de tornar a soar para os nossos netos, depois de nós termos desaparecido.
Sabedores disso, a malta fala em surdina, após toda a noite de algazarra, enquanto as raparigas acabam com a risada.
Alberico, o mais doido do grupo, ergue então a taça e proclama com cómica gravidade:
-Meus senhores, é meia-noite! São horas de negarmos a existência de Deus!
Truz, truz, truz! Batem à porta.
- Quem é? Não se espera ninguém e os criados foram dispensados!
Truz, truz, truz! Abre-se a porta e vê-se aparecer a barba prateada de um velho muito alto, vestido com uma comprida túnica branca.
-Quem é o senhor?
-Sou Deus - respondeu o velho com enorme simplicidade.
Semelhante declaração deixou toda a malta um tanto incomodada; mas Alberico, que era mesmo homem de sangue-frio, replicou:
-Espero que isso não o impeça de beber um copo com a gente.
Na sua infinita bondade, Deus aceitou a oferta do rapaz e toda a gente se sentiu de novo à vontade. Recomeçámos a beber, a rir e a cantar. Já a cerúlea madrugada tornava pálidas as estrelas quando começámos a ir cada um para seu lado.
Antes de se despedir da gente, Deus concordou, com a melhor das boas disposições, em como de facto não existia.

As faltas dos deputados explicadas às crianças grandes


«As regras do Parlamento português são conhecidas, foram feitas e são mantidas pelos partidos com assento parlamentar, por maioria de razão pelos dois maiores partidos, PS e PSD. E se há deputados, vários deputados até, que não se respeitam a si próprios e ao mandato que receberam dos eleitores, isso acontece porque tal é permitido pelo sistema de funcionamento dos partidos e do Parlamento. Só pode assim ser visto como um acto de cinismo político que os responsáveis actuais ou anteriores pela direcção dos partidos parlamentares venham criticar deputados que faltam a votações, quando são esses dirigentes partidários que são responsáveis pelo que se passa.

(...)A Constituição mantém princípios, como os expressos no artigo 155.º, em que se lê que "os deputados exercem livremente o seu mandato", ou no artigo 159.º, que afirma que "constituem deveres dos deputados: a) comparecer às reuniões do plenário e às das comissões a que pertençam" e "c) participar nas votações". Mas é por acordo político, feito entre os partidos, que se chegou a regras de funcionamento que permitem que o líder da bancada vote e sejam contados todos os votos do respectivo grupo. Ora, a desresponsabilização do deputado do real exercício do seu mandato é obra dos partidos e das direcções parlamentares, para quem é mais fácil gerir o grupo tendo deputados amorfos que se deixam manietar, sem precisar de estar sequer nas votações.

São estes mesmos partidos que têm brincado, há mais de uma década, às revisões de sistema eleitoral. Num faz-de-conta que não engana ninguém. Anunciando aperfeiçoamentos que melhorem a aproximação entre eleitos e eleitores, mas não passando das promessas. Contratando estudos que usam a academia, mas não passam de engodos ao cidadão. Levando ao descrédito absoluto sobre a verdadeira vontade de mudar o que quer que seja.

(...)os dirigentes partidários e suas clientelas não querem que haja de facto individualização dos candidatos a deputados, porque isso traria deputados mais autónomos e a autonomia dos deputados é a ultima coisa que os partidos querem. É por isso que é profundamente cínico ver os actuais e antigos dirigentes partidários e deputados com responsabilidades sobre o sistema dizerem que querem mudar as regras e vociferar contra deputados faltosos. Quando o que de facto lhes interessa é gente que se sente no hemiciclo, mas que seja absentista, de presença e, sobretudo, de pensamento.»


Artigo de São José Almeida, no Público papel de hoje

O senhor engenheiro não deve ter gostado de ouvir o senhor engenheiro

O senhor engenheiro ilustríssimo e digníssimo primeiro-ministro da nação portuguesa não deve ter gostado das palavras do senhor engenheiro patrão e milionário.
Belmiro de Azevedo defendeu, num seminário realizado no Porto, o congelamento de boa parte dos grandes investimentos previstos pelo Governo em infra-estruturas, como o TGV, sustentando que "quem não tem dinheiro não tem vícios". Disse ainda que a actual situação de crise mundial é "uma oportunidade óptima" para o Governo "se desprender de compromissos" relativamente a muitos dos grandes projectos.
Essencial é a aposta no empreendedorismo e em "actividades económicas-chave" onde o país tem "muito potencial", como a fileira da floresta, do mar, do turismo e da agricultura.
E não deixou de comentar a crise banqueira, considerando que "se caíssem dois ou três bancos, como há overbanking, não se notava". De resto, afirmou, face ao "cartel, muitas vezes escondido", formado pelo sistema bancário, "quanto menos [bancos] melhor".
Fonte: Público

Lua cheia


Há 15 anos que a Lua Cheia não estava tão perto da Terra. São 30 mil quilómetros a menos do que o normal. A lua tem uma órbita elíptica à volta da Terra, por isso não está sempre à mesma distância do planeta. Hoje está só a 363.000 quilómetros, por isso apresenta-se aos nossos olhos 14 por cento maior e 30 por cento mais brilhante. Costuma distanciar cerca de 384.405 Km do nosso planeta.

12 dezembro 2008

O jogo dos números

Diz a senhora Fernanda Câncio que ao ler o que lhe escreveram os professores fica «com a sensação de que os que as escreveram e os que nelas se revêem se acham incrivelmente sacrificados e maltratados, e se encaram como missionários sem par no mundo do trabalho. Esta trapalhada, que não chega a ser um argumento, é o caldo de cultura do conflito que opõe a classe (se se pode falar de uma oposição da classe) ao ministério. Um caldo que ignora factos como o de que a comparação entre o tempo total de trabalho, o ratio professor/aluno e o nível salarial dos professores portugueses com os seus congéneres europeus (e não só) é, de acordo com um recente relatório da OCDE sobre educação (Setembro de 2008), muito favorável.»
Os dados da OCDE não são assim genéricos, embora sejam médias. Portugal aparece no último terço da tabela e não no princípio, como a senhora Câncio sugere. Apenas os professores do 1.º ciclo em topo de carreira (16% do total de professores) auferem um salário acima da média da OCDE, já que para os de outros níveis de ensino a coisa muda: aí estão dentro da média. Já durante a progressão estão abaixo da média e são os que demoram mais tempo a chegar ao topo.

Bettie Page (1923-2008)


Morreu a pin up do século XX. Bettie Page conquistou a atenção dos americanos e do Mundo, com poses sensuais em biquíni e “lingerie”de renda, que deixava transparecer muito corpo. Chocou os costumes cosnservadores da década de 1950.

As poses provocatórias, a pouca roupa e o bambolear das longas pernas ou o sensual banho de espuma fizeram sonhar muitos admiradores (masculinos e femininos).

Só foi modelo durante sete anos. E isso bastou para a tornar num dos ícones do século XX. Bettie Page encarnava a mulher independente do pós-guerra, sendo uma Pin Up subversiva. A ver já aqui em baixo.

Os negociantes puseram fim ao negócio

Aqueles que estavam abertos à negociação deixaram-se de tretas e pela primeira vez foram claros: «"está encerrado" o processo de negociações para este ano lectivo, pelo que o Governo aprovará em breve os diplomas que permitirão a aplicação do modelo este ano de forma simplificada. Jorge Pedreira apelou ainda aos sindicatos para aceitarem a "legitimidade democrática do Governo para governar".»
Contra isto, batatas. A dita legitimidade é... nenhuma. Mas para quem sempre tratou os professores como professorzecos, era tempo de mostrar que nunca estiveram interessados em alterar nada. O propósito sempre foi e continua a ser economicista: impedir que os professores sejam pagos condignamente. Mudar o estatuto e a dita "avaliação" é impossível. Os negócios do governo de Sócrates são outros: defender banqueiros e empresários. Tudo o mais é folclore, é trabalhar para a estatística e para que conste. Fazer de conta que se está preocupado com os cidadãos.
O governo é feito por pessoas e como temos visto um meio de passagem para os lugares onde se ganha dinheiro a sério, acenando com migalhas à populaça, para que pavlovianamente se babe, enquanto se fazem fortunas à custa do erário público.
A miséria do nosso país sempre foi a mesma: uma élite política e económica miserável, sem visão, feita de novos-ricos e de medíocres.

O "grátis" da publicidade




A gente vê o anúncio, faz contas e pensa, sim, uma boa escolha. Quando chega a primeira factura olha-se e afinal há ali um conjunto de parcelas que não estavam nem no anúncio, nem no preçário que se pode consultar no sítio online da empresa.

As mentiras não se ficam por aí. Ciclicamente um dos aparelhos dá problemas e é preciso entrar em contacto telefónico. De atendedor em atendedor somos constrangidos a marcar números, a repetir informações, a gastar dinheiro. Porque essas chamadas demoram imenso tempo e saem caríssimas. Além disso há uma espécie de jogo, em que os atendedores testam a paciência do cliente. Quanto a informações técnicas claras e práticas é melhor nem falar, pois aí o enredo dava para uma telenovela de muitos episódios.

O grátis revela-se, como é da praxe, tão ou mais caro do que o que não é grátis.
A qualidade do serviço deixa sempre a desejar e quanto a "ofertas" de canais, a variedade é confrangedora. Muito do mesmo e pouca variedade.