18 dezembro 2008

Cá por mim, os anteriores gestores merecem um prémio

Trabalharam, e de que maneira... Suaram. Promoveram o sucesso. Empenharam-se. Facilitaram a integração. Contribuíram para o aumento de riqueza de alguém. Foram super. Por tudo isso, é uma injustiça virem agora falar de trocos. Por amor de Deus. É Natal, senhoras e senhores. Um 'buraco' de 950 milhões de euros é um buraquinho. Cá por mim dava um prémio de produtividade a todos os gestores e líderes desse banco e mostrava-os nas escolas para alunos e professores seguirem o exemplo.
Adoro ser português. Adoro. Os portugueses têm alma para o Negócio.

Não sei donde, mas parece-me que este senhor é...


a) Primo do senhor engenheiro mais bem vestido da Europa;

b) Familiar chegado do senhor Pinto de Sousa;

c) Alguém que partilha o credo visionário de mister José;

d) Um ditador que faz lembrar o líder do partido popular da esquerda moderada socialista de Portugal.

Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918)




Não param de crescer as obras deste pintor português. Em 1987 o catálogo da exposição do centenário mostrava 145 pinturas. Em 2008, já vai nas 209 e "e não é um ponto final. É até mais um ponto de partida do que um ponto de chegada: com a informação que conseguimos recolher, é possível aprofundar a investigação sobre o Amadeo", diz Helena de Melo, coordenadora do catálogo raisonné do pintor, hoje tornado público.

Não é ainda todo o Amadeo - é todo o Amadeo conhecido (na pintura, porque o raisonné do desenho, que devia vir já a seguir, é outra história), mas em versão revista e aumentada. "Não só encontrámos algumas peças cujo paradeiro era desconhecido desde meados do século XX, como recuperámos muitos títulos originais das peças e produzimos uma ficha detalhada com bibliografia específica e indicação do percurso expositivo de cada obra", diz Helena Melo.

Foi uma complexa operação de resgate, dada a escassez da informação disponível nalguns dos casos e as dúvidas de natureza técnica colocadas por outros - a meio do processo, a fundação nomeou uma comissão científica independente composta por António Rodrigues, Raquel Henriques da Silva e Rui Mário Gonçalves para resolver alguns problemas concretos suscitados por peças de atribuição mais duvidosa. "Muitíssimas" foram excluídas liminarmente, "entre desenhos e pinturas", ainda antes da intervenção da comissão - mas há outras que "continuam no purgatório", adianta Raquel Henriques da Silva. O desenho mostrou-se especialmente problemático - e é justamente por ser "tecnicamente difícil legitimar muitos dos desenhos atribuídos ao Amadeo" que a fundação optou por suspender, para já, a edição do terceiro e último volume do catálogo raisonné (o primeiro foi a fotobiografia lançada há um ano).

Amadeo de Souza-Cardoso nasceu a 14 de Novembro de 1887 em Manhufe, próximo de Amarante, e morreu em Espinho, vítima de “pneumónica”, ou gripe espanhola, a 25 de Outubro de 1918.
Em 1906, parte para Paris e instala-se no Boulevard de Montparnasse. Estuda Arquitectura, frequentando os ateliês de Godefroy e de Freynet, mas acaba por desistir do curso, por estar mais interessado em desenvolver uma actividade de desenhador e caricaturista, permanecendo atento ao movimento artístico parisiense.
A partir de 1910, desenvolve uma sólida amizade com Amadeo Modigliani (com quem expõe no seu ateliê, em 1911) e relaciona-se com Juan Gris, Max Jacob, Sonia e Robert Delaunay, Otto Freundlich, Brancusi, Archipenko, entre outros. Destes contactos, Amadeo retém a informação teórica fundamental para o desenvolvimento da sua investigação plástica. A sua obra, marcada pela constante pesquisa e reformulação de conceitos e práticas pictóricas, atravessou quase todos os movimentos estéticos relacionados com a ruptura da arte convencional. Do Cubismo à arte abstracta, passando pelo Expressionismo e Futurismo, Amadeo experimenta e ensaia modalidades pessoais de entendimento destas correntes.
Surpreendido pela guerra, Amadeo regressa a Portugal no ano seguinte. Entre 1915 e 1916, convive com o casal Delaunay, então instalado em Vila do Conde. Alguns projectos comuns nascem deste convívio – exposições em Barcelona, Estocolmo e Oslo –, e nascem também da sua participação nas exposições Corporation nouvelle e Expositions mouvantes, que acabam por não se concretizar. Alguns encontros em Lisboa, com Almada Negreiros e o grupo do Orpheu, estabeleceram ainda rituais de cumplicidade entre as artes e as letras, integrados no movimento futurista.
Em 1916, expõe individualmente pela primeira vez em Portugal (Porto, Jardim Passos Manuel; Lisboa, nas salas da Liga Naval) um vasto conjunto de trabalhos a que deu o nome de Abstraccionismo. No folheto-manifesto, Almada Negreiros apresenta-o como “a primeira Descoberta de Portugal na Europa do século xx”, e, no cabeçalho do jornal O Dia (4-12-1916), fez-se eco do imenso escândalo desta “Exposição original –impressionista, cubista, futurista, abstraccionista? De tudo um pouco”.
Também neste ano, Amadeo publica o álbum 12 Reprodutions e, em 1917, reproduz três obras na revista Portugal Futurista, enquanto Almada lhe dedica o livro K4 Quadrado Azul.



Fonte: Público e Helena de Freitas

Os segredos de A Virgem, o Menino Jesus e Santa Ana



"A Virgem, o Menino Jesus e Santa Ana" é um quadro de Leonardo da Vinci. O quadro está exposto no Museu do Louvre, em Paris.

"A Virgem, o Menino Jesus e Santa Ana" é uma pintura de grandes dimensões que retrata a Virgem Maria sentada ao colo da mãe, Santa Ana, e o menino Jesus a brincar com um cordeiro, numa cena intimista da vida familiar dos personagens em plena natureza. No reverso da pintura, os especialistas descobriram, através de câmaras de infravermelhos, desenhos traçados em painéis de madeira constituídos por quatro pranchas verticais.

E como tudo que seja de Leonardo é raro, a descoberta de uma cabeça de cavalo, metade de um crânio humano e de um menino Jesus com um cordeiro deixaram os especialistas particularmente excitados. A figura descoberta do menino Jesus com o cordeiro, com 15 centímetros de altura poderá ter sido um esboço para o representado no próprio quadro.

Aquilo que terá sido um gesto económico de Leonardo toma agora as proporções de uma festa. O mundo é um lugar estranho e as celebridades um precioso objecto erótico.

Esperar que volte a sorrir


Vinte e três horas horas foi o tempo que uma equipa de cirurgiões da Cleveland Clinic, em Ohio (EUA), demorou para reconstituir o rosto de uma mulher americana, transplantando-lhe ossos, dentes, músculos e nervos.
A mulher operada sofria de um traumatismo severo que lhe custou um olho, grande parte do nariz e a sua maxila superior. A paciente tinha dificuldades em respirar, cheirar, comer e sorrir.
Os médicos transplantaram (animação aqui) a pele, todos os músculos da cara na parte superior e mediana da cara, o lábio superior, o nariz, a maioria das cavidades à volta do nariz, a maxila superior incluindo dentes, e nervos faciais.
Esta é a quarta operação do género realizada no mundo inteiro. Em 2005, cirurgiões franceses substituíram a face de uma mulher depois da mesma ter sido atacada pelo seu próprio cão.
Em 2006, médicos chineses fizeram um transplante a um homem de 30 anos, vítima da violência de um urso. Em 2007, um homem de 29 anos, que sofria da doença de Von Recklinghausen, cuja face estava deformada, também foi alvo de uma cirurgia de transplantação.
Fonte: JN

61 segundos


O último minuto do ano da graça de 2008 terá sessenta e um segundos. Ops. Tudo para corrigir uma pequena anomalia entre os relógios atómicos e o tempo astronómico, criado pela rotação da Terra.
Até 1972 a contagem do tempo fazia-se com referência ao GMT (tempo do meridiano de Greenwich), ou seja, ao tempo solar médio no Observatório Real de Greenwich.
O Horário Universal (UTI) é uma versão moderna do GMT, que se calcula dividindo a rotação do nosso planeta em 86 400 segundos. No entanto, devido à desaceleração gradual da Terra, adoptou-se nesse ano de 1972 uma nova medida standard, baseada nos relógios atómicos de alta precisão.
O Tempo Atómico Internacional (TAI) é da responsabilidade do Escritório Internacional de Pesos e Medidas de Paris. Aí se define actualmente um segundo como equivalente a 9 192,631.770 oscilações de um átomo césio-133.
Em 1972, acrescentaram-se dez segundos intercalares ao UTC e desde então já houve necessidade de lhe juntar mais 23 segundos, a última vez em finais de 2005.

Planeta Tangerina





Há livros que apetece ter só pelo prazer de os folhear de quando em quando. Há livros que são pequenas obras de arte. Arte gráfica. Os que saem das mãos do Planeta Tangerina são assim.

17 dezembro 2008

Isabel dos Santos


Isabel dos Santos, filha do Presidente angolano, entrou no capital do Banco Português de Investimento (BPI), adquirindo (por cerca de 164 milhões de euros) ao Banco Comercial Português a posição de 9,69 por cento que este detinha no grupo liderado por Fernando Ulrich.

Isabel dos Santos iniciou-se nos negócios em 1997 à frente da empresa Urbana 2000 que monopoliza um negócio de limpeza e saneamento de Luanda, com contratos anuais de 10 milhões de dólares. É proprietária da Geni, sociedade fundada com o brigadeiro Leopoldino Fragosos do Nascimento, chefe se comunicações da Presidência, tendo como outros sócios António Van-Dúnem, ex-secretário do Conselho de Ministros, e Manuel Augusto da Fonseca, do Gabinete juridico da Sonangol; em conjunto com a Portugal Telecom detem 50% da Unitel a maior operadora de telefones móveis angolana.

Esta licenciada em engenharia electrotécnica, que possui conhecimentos em gestão de empresas, depressa começou a vingar no mundo dos negócios, dominado pela "nomenklatura" do partido do poder, o MPLA. Em finais dos anos de 1990 entra no negócio dos diamantes, a segunda maior fonte de receitas depois do petróleo.

O seu poder de sedução é grande. Não espanta por isso que já a tenham apresentado como "uma boa empresária", "extremamente dinâmica e inteligente", "profissional" e, apesar de ser uma "dura negociante", é "correcta", além de "afável", "simpática" e "bonita".

Isabel dos Santos pode queixar-se de uns quantos que a vêem como a filha do presidente. Mas a verdade é que não fora essa filiação dificilmente a veríamos em certos negócios. Pela simples razão de que... não há almoços grátis.

Informações recolhidas aqui e aqui.

Nitin Sawnhey - Acquired Dreams

Nitin Sawhney e Reena Bhardwaj - Nadia

Nitin Sawhney - Broken Skin

Carlos García Gual


"Nos clássicos está o essencial, os grandes conflitos do homem, as suas dores e esperanças. Além disso, Grécia e Roma são parte fundamental do imaginário europeu. Continuam a ser imprescindíveis para nos entendermos melhor a nós mesmos".

Caso Sousa Tavares Filho inspira ladrões britânicos




Depois de terem roubado o portátil com o livro que, no mínimo, seria um sucesso comercial, os ladrões resolveram optar por outras artes. Agora estão em causa fotos íntimas da duquesa de York, Sarah Ferguson.

Ferguson está para a arte fotográfica como Sousa Tavares filho está para a literatura. São dois aficcionados, que dedicam imenso tempo aos hobbies artísticas. As afinidades não se ficam por aí. Um e outro foram vítimas da acção de malfadados gandulos que se aborboletaram com obras preciosas (o preço é elevado, em ambos os casos). E os coitados apenas podem... dar conhecimento à polícia e tornar o caso público.


A cigarra e a formiga


O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), considerou hoje que a escolha de Santana Lopes para candidato social-democrata à autarquia vai transformar as eleições numa corrida "entre a cigarra e a formiga", devido à diferença de projectos.

"Isto vai ser quase como na fábula, com uma escolha entre a cigarra e a formiga", afirmou António Costa, considerando que Santana Lopes constitui uma "escolha clarificadora" por parte do PSD.

Disse-o contendo um sorriso, pelo modo como enviou para dentro do PSD a sua mensagem.

Há mensagens perigosas. Até porque já andamos muito cansados de formigas. E as cigarras, mesmo com gel e trauliteiras, sempre fazem sorrir o povo. Ora se há povo que precise de rir é o nosso.

De resto, basta lembrar que foi por causa de Santana que Sócrates conseguiu o impensável: a maioria absoluta. Costa diverte-se a pensar nisso. Mas, Lisboa não é Portugal. É apenas um concelho particular dentro do país.

Ícone do glamour




Marilyn esteve em leilão, juntamente com outras figuras: Ava Gardner, Raquel Welch, Kim Basinger, Monica Bellucci, Michelle Pfeiffer, David Bowie, Kate Moss, Linda Evangelista e mais.
Quanto vale um sorriso?

16 dezembro 2008

Tiro no pé? Não. Sócrates em exercício

VENDE-SE

Sócrates é cada vez mais uma nódoa. O seu reinado deixará feridas profundas no país. Que a maioria não perceba, é da ordem natural das coisas. As maiorias caracterizam-se por isso mesmo: amorfas e egoístas. O que interessa aos zés-ninguéns o património? Nada. Já o plim fá-los babar. E batem palmas. O problema não está aí. Está no facto de o primeiro-ministro ser um zé-ninguém que chegou ao poder. E que tenta manter-se por lá antes de poder dar o salto para onde lhe paguem mais.
A notícia diz tudo: o novo regime proposto pelo Governo para os bens que integram a "memória colectiva" poderá abrir as portas a uma alienação do património cultural só comparável ao processo de desamortização, nacionalização e venda dos bens da Coroa e da Igreja, ocorrido na primeira metade do século XIX. Os bens classificados, independentemente do grau de protecção, passam a ser vistos como puros recursos económicos.
Sócrates no seu melhor. Nos termos do novo regime proposto para os bens públicos, a Torre de Belém ou o Mosteiro de Alcobaça podem acabar por ser postos à venda.
Entre as "inovações" figura também um chamado "dever de desafectação" que deve ser exercido quando o bem deixe de desempenhar a função de utilidade pública que justificou a sua inclusão no domínio público. Não está definido o que se entende por esta função. Este procedimento de desafectação poderá ser iniciado por qualquer pessoa. Ou seja, um particular pode requerê-lo, por exemplo, em relação a um edifício histórico que esteja em mau estado ou que se encontre encerrado. A primeira utilidade pública destes bens é serem memória a preservar, o que poderá ser comprometido com a desafectação.
O Ministério da Cultura, liderado por Pinto Ribeiro, trabalhou em conjunto com as Finanças na elaboração dessa proposta de lei. Palmas, pois.
Ainda não está tudo perdido. Basta que quem tenha formação faça chegar o seu protesto aos sítios necessários, pois o projecto de lei, aprovado na generalidade pelo Conselho de Ministros, em Outubro, está agora em fase de recolha de pareceres.

Catia Chien




E muito mais aqui.

Turismo novo


Aqui na west coast o sun é marbelhoso, o cost de vida mucho acessível. Bom pra finanças do preso, mucho bom. Very very.
Os detidos de Guantámano disseram ao sr. Smith que "não querem outra coisa senão sair dali e ir para Portugal".
Basta entrar em contacto com Amado, Luís. Lá na quinta dele há tendas e cães com fartura. Os prisioneiros vão sentir-se em casa.

Já a gasolina


Tudo na mesma. Os barris continuam a levar a mesma quantidade de produto. Os preços é que caíram a pique. No entanto, o preço do combustível mantém-se pela hora da morte (mais de 200 dos velhos escudos por litro). É fartar vilanagem.

Mas por ora ninguém, a não ser o consumidor, diz nada. Está tudo nos conformes. Dizem.

O pão, o pão


Quando os euros vieram substituir os escudos, os preços começaram a trepar e os arredondamentos foram uma das muitas aldrabices de que se servirem os comerciantes para embolsar dinheiro. Mas os salários (oh os salários) sempre ao mesmo preço e a terem de pagar tudo cada vez mais caro.

O pão é um bom exemplo disso. Parece que agora se começa a levantar um pouco o véu. Pelo menos em Lisboa.