25 setembro 2008
Menino azul: novos episódios
Dias de Melo no Fiat Lux

Gordura é formosura

Os anjos não consomem, logo não fumam
24 setembro 2008
Problemas da crítica
Gato escondido com rabo de fora?
Dias de Melo, escritor açoriano

23 setembro 2008
Este Metano quer tratar-nos da saúde
A literatura portuguesa de agora por onde anda?
Mãe porca amamenta tigres bebés
Portugal e Finlândia: modelos e festas
22 setembro 2008
Damien Hirst, dias depois
Sunday Times revelaba ayer que los 140 millones de euros recaudados no fueron exclusivamente fruto de las pujas espontáneas de ávidos coleccionistas. Amigos y socios del artista contribuyeron con sus considerables ofertas a elevar las cotizaciones de las piezas en el transcurso de la subasta, según sostiene el Sunday Times citando a fuentes anónimas del mundo del arte.
Fonte: El País
Dois livros


Pontos de vista
CIA - Com imperativo acrático (a demo fica para depois)
Chegou o Outono
Volta, Mendes Bota, estás perdoado
21 setembro 2008
Falta política. Faltam ideias
Poderíamos pensar que seria a luta por ideais ou a afirmação de projectos para o bem-estar de um país. Mas os ideais desapareceram e os projectos raramente passam de uma súmula de lugares comuns mais ou menos vagos.
Cada partido que ganha eleições e é convidado a chefiar o governo chega com ânsia de mostrar serviço, mas como lhe falta o essencial, ou seja, ideias, projectos, chega e esbarra com os orçamentos. Corta-se onde é mais fácil: nos salários. E para o fazer degrada-se o papel de quem trabalha para o Estado. Sempre com um sorriso nos lábios (para fazer de conta que está tudo bem). O pior é que a vida não começa nem acaba no Estado e quando se dá o caso de a procura ser grande, começam as chatices. Os privados podem pagar mais. Curiosamente, tantas vezes à custa do erário público.
O Estado não paga directamente por demagogia eleitoral, para pagar o dobro, o triplo ou mais agravando o défice que diz combater.
Os médicos são um bom exemplo disso. Alguns enchem-se e nós pagamos: porque pagamos impostos e pagamos ainda o que cobram. Somos duplamente prejudicados, recebendo sempre em troca o sorriso do primeiro-ministro (o melhor de sempre), do ministro que tutela o serviço (o melhor de sempre). Se por acaso a coisa dá para o torto, os sorrisos dão lugar a outros sorrisos e ninguém tem nada a ver com o problema. Ele é a crise, ele são os sindicatos... Bodes expiatórios nunca faltam. O que falta, uma vez mais, desde o início, política. Ideias. Projectos.
Aproximam-se as eleições e vamos poder ver como ninguém tem nada para propor a não ser mais daquilo que já temos.
António Arnaut teve um projecto: o serviço nacional de saúde. Bateu-se por ele. Mas para um Arnaut há dezenas de nulidades.
A Verdade com v de TV
Salvia divinorum
20 setembro 2008
Melania Mazzucco e a Berluscolândia
Assim com o romance Um dia perfeito, de Melania Mazzucco, de que hoje se fala no Babelia. Um romance sobre a Itália de agora. Um retrato sobre a Berluscolândia:
«Berluscolândia: a família como núcleo podre e cenário dos delitos mais abjectos; o machismo e a homofobia como valores supremos; o crescente desespero dos jovens. E, como panos de fundo, a corrupção e o racismo, a opressiva hipocrisia católica, o poder paralisador da política e da televisão.»
Esperemos que o sucesso comercial do livro e o filme que foi realizado a partir dele o traga até Portugal.
O emprego, meu deus, o emprego

Amaryllis belladonna ou Brunsvigia rosea

Espécie/Subespécie: Amaryllis belladona L.
Homem com mais de 316 quilos

Trópico de Câncer, de Henry Miller

Já está nas livrarias uma nova versão de Trópico de Câncer, de Henry Miller, traduzido por Jorge Freire. A reedição pela Bertrand desta narrativa autobiográfica, passada na Paris dos anos 30, inaugura a colecção 'Obras Literárias Escolhidas' lançada por esta editora.
Esse livro tardou em ser publicado nos Estados Unidos. Veio a público em Paris no ano de 1934 e só em 1961 chegaria às estantes americanas.
Jorge Freire considera "a criação, o tempo e a morte, a abolição da diferença entre o mundo das ideias e a experiência vivida e a quebra voluntária dos tabus" temas centrais de Trópico de Câncer.
De acordo com o tradutor, o prazer e o desejo, a que o escritor chama "milagres da personalidade", são "afirmação da verdade, da literatura, da vida e do individualismo".
Relato autobiográfico, Trópico de Câncer leva-nos pela Paris de entre-guerras vista e vivida por um Henry emigrado que deixara para trás Nova Iorque e fora para Paris em busca de um sonho: escrever. A fome, o sexo, o álcool, os biscates, a loucura, o delírio atravessam as páginas desse romance sobre o qual caiu o libelo de pornográfico e obsceno.
Henry Miller

É minha convicção que estamos hoje a atravessar um período a que se poderia chamar de "insensibilidade cósmica", um período em que Deus parece, mais do que nunca, ausente do mundo, e o homem se vê condenado a enfrentar o destino que para si próprio criou. Num momento como este, a questão de saber se um homem é ou não culpado de usar de uma linguagem obscena em livros impressos parece-me perfeitamente inconsequente. É quase como se eu, ao atravessar um prado, descobrisse uma erva coberta de esterco e, curvando-me para a ervilha obscura, lhe dissesse em tom de admoestação: "Que vergonha!"»
19 setembro 2008
Bons sinais na demografia portuguesa
O saldo migratório mantém um valor positivo.
A população residente em Portugal tem vindo a denotar um continuado envelhecimento demográfico, como resultado do declínio da fecundidade e do aumento da longevidade.
Em 31 de Dezembro de 2007 a população residente em Portugal foi estimada em 10 617 575 indivíduos, o que representa um acréscimo populacional de 18 480, face ao valor estimado no ano anterior.
Em 2007, o mês de Fevereiro foi o de maior intensidade da mortalidade. Dos óbitos ocorridos em Portugal, em 2007, resultaram 13 294 viúvos e 32 746 viúvas. Ou seja, morrem muito mais homens do que mulheres.
Estudo científico? Ou bluff populista?
Quanto custa a campanha eleitoral nos Açores?
O preço dos combustíveis
18 setembro 2008
Casas espanholas
Que remédio!
Segredos de um candidato a candidato

Partitura inédita de Mozart
Casamento homossexual
Leiloar a virgindade
Plástico mortal

E as notícias que já há algum tempo circulavam por correio electrónico chegam agora aos jornais. São preocupantes. O plástico mata. Mata lentamente. Grande parte do vasilhame usado pelas diferentes marcas de água usa plástico, pois sai-lhes mais barato do que o vidro. O problema é, pois, não só a carteira, como a saúde, a própria vida.
17 setembro 2008
Contraceptivo dum aristocrata francês

O contraceptivo é feito em tripa de animal. E talvez não passe de uma estratégia para inglês ver. Ou, melhor dizendo, para japoneses e alemães. Mas que soa bem, lá isso.
16 setembro 2008
Cancro do pulmão

Martialis heureka


Agá-cinco-éne-um pum pum
Mas, salvação, nem tudo está perdido. A vacina e outros medicamentos antivirais podem salvar a humanidade e a nação portuguesa. O problema é que depois do sururu de há dois anos, a coisa caiu no esquecimento e só há 400 mil vacinas em stock. Portugal tem muito mais gente.
Os serviços de saúde da nação adquiriram tratamentos contra uma hipotética pandemia de vírus da gripe das aves, um investimento nas ordem dos 25 milhões euros, mas até ao momento não foi necessário administrá-lo e corre o risco de, dentro de três anos, estar fora da validade.
E agora, que fazer?
Crise? Falem com Damien Hirst

branco sujo
Encher os bolsos e...
Aos diabéticos, camomila, chá de camomila
E ainda dizem que o tabaco faz mal
Aos estudantes de medicina
Se tiveres dúvidas, pensa bem: 2500 euros por urgência (24 horas).
Maria Keil e as ofertas culturais

Juan Roget e o telescópio
15 setembro 2008
Tensões e injecções
Dinheiro dinheirinho dinheirento
Saramago chega aos blogues
O prédio mais estreito da Europa


Arrastão

14 setembro 2008
13 setembro 2008
O Nobel da literatura para Sócrates. Aquilo é que é um escritor
Arte e Francis Bacon

12 setembro 2008
Baixar as calças aos cientistas ou o cagaço
A polícia do gosto poético (PGP) em Portugal
Depois, diz o douto LMQ que as recensões críticas a livros de poesia são cada vez mais raras, mesmo em se tratando de «poetas francamente importantes». Curiosa asserção a dele que trabalhando no Público e podendo dar notícia desses importantes poetas não o faz.
LMQ, que parece gostar muito de ambientes claustrofóbicos e de descrições cruas do horror e da bestialidade, tem o condão, tão recorrente em Portugal (e noutros países) de precisar de alguém que lhe oriente o gosto, mostrando-se por isso mais uma caixinha de eco de Joaquim Manuel Magalhães, crítico aguerrido, que deixou sulcos fundos em muitos dos que cresceram para a poesia lendo as suas recensões.
O problema de LMQ, como de resto o de tantos da sua idade e até mais novos, é que se ficaram pelo JMM e se esqueceram de ler outros autores que não apenas os lusos. Porque a poesia portuguesa sempre foi aberta ao mundo, mesmo em momentos de crise como a da Santa Inquisição ou a da PIDE. O fulgor de JMM vem de ter sabido ler sinais que lhe chegavam em inglês e
E se a candura de LMQ não se assemelha à de outros, para quem poesia é tudo o que editam ou tudo o que aparece impresso ou publicado na net, não anda muito longe, confundindo literatura com marketing e relações sociais e dando mostras de certa afectação com isso de «não perder nenhum novo autor relevante», como se lhe marcassem falta de mau comportamento ou como fosse castigado pelo futuro – Tu aí, que deixaste passar o livro X de um autor relevante. Se as editoras fossem o garante de alguma coisa, as ironias do seu tão amado Herberto Hélder ou o sarcasmo de Joaquim Manuel Magalhães não fariam o mínimo sentido ou seriam puro ressentimento.
Nota: o título deste post pede emprestado a Andrés Trapiello (mormente ao autor do Salón de Pasos Perdidos) o gosto pelas siglas.
César. As preocupações de CC

Podia preocupar-se com o custo das passagens aéreas, com o isolamento, a inflação ou o custo de vida na região. Mas isso são trocos. Dinheiro a sério, está visto, só com o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma.
Doze anos no governo faz mal às pessoas, não faz?
Quem puder que veja o que preocupava César há 12 ou 8 anos e o que o preocupa agora. Mais uns anos e ainda o víamos nas marchas populares de S. João (ou nas do S. João da Vila, que essas sim são dos Açores, as outras são das ilhas de baixo e as ilhas de baixo estão mortas) a fazer de conta que já chegamos à Madeira.
Viagens aéreas 2

A massificação do acto de viajar de avião deu às empresas duas opções: subir ao segmento premium, fornecendo dispendiosos serviços de luxo, ou reduzir custos para baixar o preço dos bilhetes. Em altura de crise, poucas parecem decididas a seguir a primeira via.
A TAP como tem concorrência nos outros voos baixa preços. MAS PARA OS AÇORES NÃO BAIXA, POIS NÃO TEM CONCORRÊNCIA.
A TAP, como a Cabo TV Açoriana, como a PT e outras empresas alimentam-se dos monopólios enquanto podem: desprezando os clientes, prestando maus serviços e tomando-os por idiotas. Às vezes acordam, mas quase sempre a incúria faz demasiado parte da rotina e nem se lembram de fidelizar clientes. E eles fogem para onde pagam menos e são melhor servidos.
Mas quem pode fugir da TAP? (A SATA é a irmã gémea anã da TAP nas ligações para o continente, não é? Se não é, parece.)
A TAP despreza mais uma vez os açorianos
Carlos César quando chegou ao poder usou como bandeira as ligações aéreas que, dizia, o incomodavam, pois eram uma injustiça. Doze anos volvidos está calado. O silêncio deve ter algum significado. Mas como são poucos os que viajam de borla (leia-se, à custa do erário público), não se percebe donde vem esse silêncio. Como estamos em pré-campanha deveria dizer aos açorianos porque é que temos de desembolsar o triplo do que pagam continentais e outros europeus por viagens com as mesmas milhas.
O governo da República também devia explicar porque é que a TAP tem de continuar a receber as ajudas que recebe e pode fazer campanhas como a que anunciou ontem, com ligações para vários destinos europeus a 64 euros. Pode e fá-lo porque espera com isso encaixar 12 milhões de euros. Ou seja, fá-lo por LUCRO.
«Ao contrário de campanhas realizadas anteriormente pela TAP como por companhias low cost, esta promoção caracteriza-se pelo facto de garantir, no essencial, o mesmo serviço dos voos regulares, disse ao DN o director de comunicação, António Monteiro. Ou seja, há sempre direito a bagagem de porão até 20 quilos, uma refeição que será de pequeno-almoço, almoço ou jantar em função do horário do voo, e sem que seja necessário pagar uma taxa para reserva de lugar. Por outro lado, a promoção "TAP Discount" permite viajar ao longo de um período anormalmente longo, de oito meses, ou seja, entre 1 de Outubro e 31 de Maio, o que não é frequente neste tipo de promoções.
Por último, a companhia garante o acesso a aeroportos centrais e não aos secundários, situados a largas dezenas de quilómetros das cidades, como acontece frequentemente em algumas das companhias low cost mais agressivas.»
A TAP pode fazer isso para outros mas não pode para os açorianos porquê? Porque os açorianos não contam? Ou porque a coutada e o monopólio são sempre sinónimo de abusos?
Gostávamos de ouvir o governo regional pronunciar-se sobre o assunto.





