16 setembro 2008
Cancro do pulmão

Daqui a cinco anos pode haver um teste ao sangue capaz de detectar a presença de cancro do pulmão, antes dele se manifestar.
O Centro de Investigação de Cancro Fred Hutchinson detectou, em amostras de sangue de fumadores, a presença de três proteínas ou antigenes em mais de metade das pessoas que mais tarde viriam a desenvolver cancro do pulmão. Os cientistas procuraram dois antigenes tumorais já identificados, annexin 1 e 14-3-3-theta, e também um antigene tumoral recentemente descoberto, LAMR1.
O próximo passo do grupo de investigação é tentar perceber se os testes sanguíneos usados em conjunto com a tomografia computorizada, meio actualmente utilizado na detecção do cancro do pulmão, podem ajudar a um diagnóstico mais precoce da doença ou a detectar casos em que a tomografia não tenha encontrado nada.
Martialis heureka


A Martialis heureka tem características suficientes para ser considerada uma formiga, mas é tão diferente de tudo o que já se viu que os cientistas criaram uma nova sub-família, Martialinae, só para ela.
Martialis heureka porquê? Martialis, por causa de Marte, e Heureka, de eureka, “descobri!”
Há 85 anos, desde 1923, que não se criava uma nova sub-família de uma espécie de formiga viva, as que se têm sido criadas foram a partir de formigas fósseis.
A descoberta aconteceu na Amazónia. A formiga era tão diferente do que se conhece que poderia ter vindo de Marte. O que obrigou a equipa da Universidade do Texas, em Austin, a criar essa nova sub-família.
A espécie tem dois ou três milímetros de comprimento, não tem olhos, tem duas grandes mandíbulas, as patas dianteiras são finas e mais compridas que o normal. Todas estas características indicam que habita no solo, raramente vê a luz do dia e alimenta-se de outros animais como insectos, artrópodes ou anelídeos.
A nova espécie de formiga está escondida no solo, num ambiente tropical estável, que é potencialmente menos competitivo. Esta espécie pode ser uma relíquia que reteve características morfológicas ancestrais.
A análise genética confirmou que estava na base da árvore evolutiva das formigas. Segundo um dos cientistas "Esta descoberta suporta a ideia de que as formigas cegas dos subterrâneos que são predadoras, apareceram no início da evolução das formigas".
As formigas apareceram há 120 milhões de anos a partir dos antepassados das vespas. A evolução foi rápida e deu lugar a muitas linhagens, com as espécies a adaptarem-se a vários ambientes.
Fonte: Público
Agá-cinco-éne-um pum pum
O mundo vai acabar. Um dia. E assim apocalipticamente e cheios de medo trazemos aqui as palavras do horror do especialista belga Geert Leroux-Roels que gosta muito de filmes de terror. Diz ele que a taxa de mortalidade de uma pessoa infectada pelo vírus H5N1 da "gripe das aves" é, actualmente, de 60 por cento e se tal se mativer e a pandemia acontecesse «seria o fim da humanidade». Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhh, já as mãos me tremem e a voz se me embarga.
Mas, salvação, nem tudo está perdido. A vacina e outros medicamentos antivirais podem salvar a humanidade e a nação portuguesa. O problema é que depois do sururu de há dois anos, a coisa caiu no esquecimento e só há 400 mil vacinas em stock. Portugal tem muito mais gente.
Os serviços de saúde da nação adquiriram tratamentos contra uma hipotética pandemia de vírus da gripe das aves, um investimento nas ordem dos 25 milhões euros, mas até ao momento não foi necessário administrá-lo e corre o risco de, dentro de três anos, estar fora da validade.
E agora, que fazer?
Mas, salvação, nem tudo está perdido. A vacina e outros medicamentos antivirais podem salvar a humanidade e a nação portuguesa. O problema é que depois do sururu de há dois anos, a coisa caiu no esquecimento e só há 400 mil vacinas em stock. Portugal tem muito mais gente.
Os serviços de saúde da nação adquiriram tratamentos contra uma hipotética pandemia de vírus da gripe das aves, um investimento nas ordem dos 25 milhões euros, mas até ao momento não foi necessário administrá-lo e corre o risco de, dentro de três anos, estar fora da validade.
E agora, que fazer?
Crise? Falem com Damien Hirst

Damien Hirst (onde é que eu já ouvi este nome?), colocou parte substancial das suas obras à venda e só no primeiro dia do leilão arrecadou 70 milhões de libras, superando as expectativas.
Um tubarão tigre conservado em formol (na imagem) chegou aos 9,6 milhões de libras e um bezerro embalsamado com cascos e cornos de ouro foi para quem abriu mão de 10,3 milhões de libras.
Hirst, em vez de optar por expor numa galeria, decidiu colocar à venda 223 peças do novo trabalho (a que deu o sugestivo nome de “Mini-retrospectiva”) na leiloeira Sotheby’s House. Com a venda de menos de metade das obras, o chupista ganhou 88 milhões de euros e quebrou o recorde detido por Pablo Picasso.
O leilão ainda vai a meio. Digam lá que a morte não é um bom negócio? A morte é o tema central da obra deste Young British Artist.
branco sujo
Blogues, como poetas, há-os aos pontapés. Alguns caem-nos na sopa no momento em que estamos sôfregos e, porra, babamo-nos todos. Dá dá dá (as onomatopeias piscas saem-nos assim defeituosas, que havemos de fazer?).
Já não sei como foi com branco sujo, «Um blog racista que odeia o branco e suja-o de de caracteres, ruídos e alguns bonecos.» Sei que foi por estes dias. E a minha avó, que faz as limpezas, cortou-me a mesada. Babar a roupa e a tolha, ainda vá que não vá, agora conspurcar mesa, toalha, roupa, chão e outras coisas, ah não, isso não. Estou de castigo, portanto. Escrevo isto às escondidas, muito triste. Mais triste ainda porque o costume diz que linkas para te linkarem (fica bonito o acordo ortográfico aqui, oram digam lá que não...) e o raio do José Quintas não linka ninguém. E se ele não linka eu não recupero a mesada (publicidade, caros amigos, publicidade). Mas que fazer se lê-lo me faz melhor do que tomar dois ou três antidepressivos?
Encher os bolsos e...
A frase é atribuída a Karl Marx: "Sem sombra de dúvida, a vontade do capitalista consiste em encher os bolsos, o mais que possa. E o que temos a fazer não é divagar acerca da sua vontade, mas investigar o seu poder, os limites desse poder e o carácter desses limites."
Ora a investigação não se faz, como se bastassem constatações do tipo: há crise. E nós, que não somos economistas, muito menos gente com traquejo na alta finança, ouvimos que há crise e encolhemos os ombros, como se não fosse nada connosco.
Se não fosse nada connosco que levaria os barões da alta finança a deixar cair as suas apreensões? Por exemplo, a do director-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, que descreveu a actual crise financeira mundial como «nunca vista», uma vez que está a afectar os EUA, o «coração do sistema» e não a sua «periferia», algo que vai afectar todo o mundo, pois «toda a economia mundial vai desacelerar entre meio ponto e dois pontos», incluindo a China e os países europeus.
O que se passa com os grandes bancos e as grandes seguradoras dos EUA para estarem tão mal?
Será que se distraíram e deram demasiado dinheiro aos pobres? Ou será que a gula foi excessiva e agora já não conseguem vomitar?
Aos diabéticos, camomila, chá de camomila
Quem o diz? Os ratos, excelentíssimas senhoras. Os ratos, esses roedores tão amigos dos investigadores, sobretudo se forem japoneses e britâncos.
É que eles alimentaram ratos diabéticos com extracto de camomila. Os resultados foram animadores.
O chá de camomila não trata a doença mas poderá ajudar a prevenir as complicações que por vezes surgem na sequência de diabetes do tipo 2 como, por exemplo, a perda de visão ou os danos causados nos rins.
Os investigadores da Universidade de Toyama alimentaram os ratos doentes durante 21 dias e compararam os resultados com um grupo de controlo de animais diabéticos com uma dieta normal. Os registos mostram que os níveis de glicose no sangue eram significativamente mais baixos nos ratos alimentados com o extracto que aparentemente inibiu a produção de açúcar no fígado.
E ainda dizem que o tabaco faz mal
Pesquisa desenvolvida no centro biotecnológico de Halle, na Alemanha, usa planta do tabaco para uma possível vacina contra o Linfoma Não Hodgkin.
O LNH é o quinto tipo de cancro mais comum, com uma incidência de 70 mil novos casos/ano na União Europeia. Em Portugal registam-se anualmente cerca de dois mil novos casos de LNH e estima-se um aumento anual da taxa de incidência de cerca de 10 por cento.
Aos estudantes de medicina
Pá (convém usar este tratamento com os futuros doutores), se estás ou acabas de entrar em Medicina, põe-te a pau e não sejas morcão. Olha lá prò que está a dar: anestesiologia, ginecologia/obstetrícia, pediatria e otorrinolaringologia. Urologia também não está mal.
Se tiveres dúvidas, pensa bem: 2500 euros por urgência (24 horas).
Se tiveres dúvidas, pensa bem: 2500 euros por urgência (24 horas).
O resto são cantigas. E t não escolheste canto nem conservatório. Por isso, vê lá se te pões fino e tratas da vidinha. Da tua e dos que forem parar às mãos. Eu, por mim, se pudesse emigrava.
Maria Keil e as ofertas culturais

Maria Keil nasceu na cidade de Silves, em 1914. Ilustradora, ceramista e artista plástica, destacou-se no azulejo. Vários dos seus painéis podem (ou podiam) ser vistos nas estações de metro de Lisboa. Que decorara nas décadas de 50 e 60. Dezanove estações, ao todo.
A ela se deve a recuperação, em espaços públicos, do azulejo que muitos consideravam arte menor. Além do Metropolitano de Lisboa, deixou painéis na TAP de Paris e de Nova Iorque, na União Eléctrica Portuguesa, no Casino de Vilamoura, no Aeroporto de Luanda, entre outros espaços.
Pelos azulejos realizados para o Metropolitano nada recebeu. À boa maneira cultural fez aquilo de borla.
Recentemente, a Metro de Lisboa decidiu remodelar, modernizar, ampliar várias das estações mais antigas e não foram de modas, avançaram para as paredes e picaram-nas sem se dar ao trabalho de (antes) retirar os painéis de azulejos. À autora também nada disseram.
Ao contrário de arquitectos, engenheiros, escultores, pintores, ou quem quer que seja que veja uma obra pública sua alterada ou destruída sem o seu consentimento, Maria Keil não tem direito a qualquer indemnização. Pela simples razão de que não podem indemnizar a autora, já que ela não cobrou um tostão que fosse pela sua obra.
Quem quiser saber mais, dê um passeio até aqui.
Juan Roget e o telescópio
Quem foi Juan Roget? Nick Pelling diz que foi o inventor do aparelho óptico. Um aparelho em forma de tubo que combinava um par de lentes gémeas e permitia ver com nitidez pessoas e coisas situadas a várias centenas de metros de distância.
A história reza doutra maneira. E atribui aos holandeses a patente da invenção. Hans Lipperhey, Jacob Metius e Zacharias Janssen (todos em 1608). Ora, ao que parece, o invento fora afinal comprado em Barcelona. E ainda tardou em chegar à Holanda.
Segundo Pelling, foi na capital da região da Catalunha que um homem comprou o telescópio. Daí partiu para a Alemanha, para tentar vender o objecto na feira de Frankfurt, onde anualmente eram apresentados os mais recentes livros e descobertas científicas. Ao que parece, foi esse homem que entregou o telescópio do catalão Juan Roget a Zacharias Janssen, para que este último vendesse o artefacto e dividisse os lucros. Mas Janssen ficou abismado com a maravilha que tinha em mãos e não conseguiu desfazer-se do objecto. Ao invés, partiu para a terra natal com a intenção de tentar construir algo semelhante. O problema é que Janssen não tinha conhecimentos que permitissem desenvolver relíquia idêntica. Por isso, encontrou-se com Hans Lipperhey e Jacob Metius para lhes pedir auxílio e duas lentes ópticas – que, na altura, não tinha em seu poder. Zacharias Janssen só mais tarde percebeu o erro que estava a cometer: tanto Metius como Lipperhey copiaram o objecto e registaram a patente.
Juan Roget morreu entre 1617 e 1624, provavelmente sem nunca ter compreendido a real dimensão da sua invenção. Ao longo dos séculos, o telescópio foi utilizado em diferentes áreas e ciências.
No início, era sobretudo útil em cenários de guerra. Mas não tardou muito até Galileu Galilei (o astrónomo italiano que descobriu que o planeta Terra tem formas arredondadas) usar o artefacto nas suas investigações.
Galileu construiu, ao longo da vida, diversas versões do telescópio, e foi, possivelmente, o principal motor da evolução do objecto. O telescópio é hoje um instrumento de precisão muito elevada, servindo diferentes ramos da ciência.
Fonte: Público
15 setembro 2008
Tensões e injecções
Porque o banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers se declarou em falência, para proteger os seus activos e maximizar o seu valor, o Banco Central Europeu anunciou que injectou no mercado monetário 30 mil milhões de euros, com o objectivo de evitar tensões.
Se o pobre Zé tiver problemas de tensão, o que é que lhe injectam?
Dinheiro dinheirinho dinheirento
Dinheiro não é problema quando se tem e em grande quantidade. Quando não se tem, é não só problema, como fonte de muitos problemas.
Depois dos sucessos e paraísos asiáticos, os problemas querem mostrar aos craques da bola económica que a globalidade é muito fotogénica e não olha a meios para aparecer no retrato (seja ele estático, como nas velhas fotos, seja animado e pixelizado para caber num telemóvel, num computador ou noutro suporte qualquer).
Os problemas adoram capturar tubarões, sejam eles economias florescentes ou grandes bancos. A chatice está em que quando o tubarão é apanhado, os peixinhos vão com ele e a coisa dói em muitos lados. Uma dor que os peixinhos não sentem logo, mas que começa a moer aos poucos, até se tornar insuportável como a dor de dentes.
O pescador pode fazer um sorriso que encha o écrã. E os peixinhos podem ficar sossegados, como estivesse tudo sobre controlo. Mas num mundo de especulações as notícias, mesmo que aparentemente inócuas, têm efeitos devastadores. Já pensaram que as vossas poupanças - se as têm - podem ir pelo cano abaixo? Ou que o valor do dinheiro pode disparar e acertar-nos em cheio nas pernas?
Ora digam lá que não é bom acreditar em milagres. Ou acreditar que a economia funciona por si só. O lucro, como todos sabemos, cai do céu. E hoje até é dia santo.
Saramago chega aos blogues
O escritor José Saramago iniciou hoje no blogue da Fundação com o seu nome uma secção pessoal em que se propõe «comentar acontecimentos, expressar opiniões, reflectir em voz alta».
O prédio mais estreito da Europa


Com 1,60 metros de largura de fachada, o prédio número 16 da Rua Aquiles Monteverde, em Lisboa, tem os dias contados. Tudo por causa de obras num prédio ao lado que lhe provocaram danos irreversíveis. A Câmara Municipal impôs a demolição, por segurança.
Em Julho de 2000, escavações feitas sem escoramento num terreno contíguo, para construir um novo imóvel (onde hoje existe o número 12), provocou a queda parcial do número 14 e danos muito consideráveis no 16.
Por cada chuvada mais forte, cai um pedaço do prédio mais estreito da Europa e do edifício do lado. O perímetro das fachadas está vedado com grades da Polícia Municipal, mas segundo a vizinhança, quando o estacionamento escasseia, as grades desaparecem, para dar lugar aos automóveis. As entradas estão vedadas, as janelas tapadas e a demolição parece ser a única solução para um prédio que um dia o IGESPAR (antigo Instituto Português do Património Arquitectónico- IPPAR) quis classificar.
Fonte: JN
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