11 setembro 2008
Boas notícias vêm da Alemanha
Que sono
10 setembro 2008
Treze mil e setecentos milhões de anos depois, o LHC
Big bang, a música
09 setembro 2008
O morto regressa e aparece na TV

Alô?... Tá lá?... É do aquecimento global?...
O papa prémios

Aumentar os medicamentos por embalagem, já!

A noite das facas rombas
Será que vivemos na Lua?
08 setembro 2008
Problemas com o ordenamento do território português 2
O resto do maralhal olha para o umbigo e para o seu quintal e como o interior fica muito longe, encolhe os ombros, puxa um escarro (ou uma larada, como preferirem) e segue adiante. Em comum, o mesmo ódio ao verde e às árvores e o mesmo gosto pelas frases lambidas e pelo betão.
Problemas com o ordenamento do território português
Mais uns anos e o país vai acordar para uma realidade dramática: o deserto. O deserto terá consequências terríveis no erário público. As migalhas que agora se poupam converter-se-ão em milhões gastos para que haja algum equilíbrio. Equilíbrio que é mantido por enquanto pela população idosa que habita o interior do país.
Enquanto o litoral, sobretudo a grande Lisboa, cresce desmesuradamente, o interior despovoa-se e tudo o que é serviço público é desmantelado (quando existe, pois em muitas situações apenas havia escola). Os governantes, que gostam muito do Algarve e desconhecem o país onde vivem, batem palmas pelos trocos que poupam (e que são televisivamente eficazes para efeitos de propaganda).
Repare-se: desde 2000, foram encerradas cerca de um terço das escolas públicas portuguesas. As escolas, que deviam ser pensados como pólos de interacção social, contra a desertificação rural, são fechadas em nome da saúde financeira de um ministério que, diz-se, gasta muito dinheiro (lá fora a realidade é bem diferente, em termos de ordenamento de território) e ainda se vão fechar mais. A política do governo de encerramento de escolas com poucos alunos vai continuar. Há dois anos, o Ministério da Educação anunciou, em relação ao primeiro ciclo, que "no reordenamento da rede escolar, a lista de escolas a encerrar inclui 1418 estabelecimentos, sendo assegurada a transferência dos alunos para 800 novas escolas mais bem apetrechadas ".
Ganda país, hã? Dêem um saltinho à raia espanhola para ver como é. E vejam como há gente, médicos, escolas, delegações bancárias e mais.
Assalto ao Santa Maria, novo filme de Francisco Manso
O filme, que conta com um orçamento de um milhão de euros, tem o apoio, entre outros, do Instituto do Cinema e do Audiovisual, do Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual, da RTP, da Televisão da Galiza e da autarquia vianense.
07 setembro 2008
Clean Feed, uma editora de jazz com sede em Portugal

De 19 e 24 de Setembro, ocupará o Living Theatre (em Nova Iorque) para um festival que se destina a promover o seu catálogo e a mostrar um pouco da cultura portuguesa, com mostras de vinho do Porto e de queijos.
O cartaz dos concertos apresenta artistas que gravaram recentemente para Clean Feed, entre os quais os guitarristas Elliot Sharp e Scott Fields, que editaram «Scharfefelder», Michael Dressen Trio, que gravou «Between Shadow and Space», e os músicos Mark Whitecage, Adam Lane e Lou Grassi, que se juntaram para o álbum «Drunk Butterfly».
A Clean Feed dispõe também de um blog. Tudo em inglês. Quiçá por o mercado nacional ser very small.
Em Novembro estarão em Espanha (Barcelona e Madrid) e para o ano deslocam-se a outras paragens. A internacionalização faz parte da sua estrutura, dado que distribui discos para todo o mundo, do Japão aos States, da Polónia à Belgica, passando pelo Reino Unido, Itália, Espanha, Suíça e Alemanha.
Clean Feed detém a Trem Azul, etiqueta de projectos especiais.
A Floresta Unida escreveu-nos
06 setembro 2008
Se uma mosca incomoda muita gente...
05 setembro 2008
Mais polícias pra quê?
O amanhã será sempre verde. Hoje está um pouco cinza
O asteróide 2008 KV42

As primeiras observações permitiram concluir que possuía 50 quilómetros de diâmetro e que descrevia uma órbita invulgar, mas será necessário recorrer a outros telescópios para confirmar se é ou não o elo que faltava entre a Nuvem de Oort e os cometas do tipo do Halley.
Continua a não ser claro de onde vêm os cometas desse tipo. Os modelos de computador sugerem que há duas hipóteses para os locais de origem: a cintura de Kuiper (onde o 2008 KV42 foi agora descoberto) ou a distante Nuvem de Oort, uma região de corpos gelados a uma distância entre 20 mil UA e 200 mil UA do Sol (uma UA - Unidade Astronómica equivalente à distância média entre a Terra e o Sol).
A órbita do 2008 KV 42 parece estar estável há centenas de milhares de anos, mas os astrónomos acreditam que as suas características particulares podem indicar que foi trazido para o Sistema Solar a partir da Nuvem de Oort. Caso fosse esta realmente a origem do 2008 KV42, seria finalmente possível mostrar como ocorre a transição de corpos celestes até que se tornem em cometas como os do tipo do Halley.
Para Brett Gladman, um dos investigadores do IFPE o ‘novo’ corpo apresenta grandes semelhanças com este tipo de cometas, que também viajam “ao contrário” e apresentam órbitas de inclinação acentuada.
Até agora as órbitas dos asteróides na região para lá da órbita de Neptuno têm fornecido importantes pistas sobre como o exterior do Sistema Solar tomou forma e evoluiu. Os corpos celestes descobertos são novas pistas para traçar a história do início do Sistema Solar e desafiam até algumas teorias já aceites.
O 2008 KV42 promete fazer isso mesmo. Um dos investigadores do projecto, JJ Kavelars, reforça a importância deste achado “apesar de estarmos especificamente à procura de corpos trans-neptunianos já há algum tempo, nunca esperámos encontrar um que descrevesse uma órbita ao contrário.” Até agora este é o primeiro corpo celeste na região para lá de Neptuno a ‘seguir naquela direcção’. A equipa que o descobriu já o apelidou de Drac, diminutivo de Drácula, pois a órbita ‘lateral’ deste corpo celeste dá a impressão que pode andar pelas paredes e que, além de um carácter ‘rebelde’, tem poderes mágicos tal como os vampiros.
“Slacker Uprising”, de Michael Moore
Um negócio de milhões com produtos de fraca qualidade
04 setembro 2008
O casamento de Maomé com uma rapariga de 6 anos

A Random House recusou-se em Agosto a editar "The Jewel of Medina", romance de estreia da jornalista e escritora norte-americana Sherry Jones, alegando que podia incitar à violência entre grupos radicais islâmicos.
A escritora, de 46 anos, disse que o livro será publicado ainda em Espanha, Alemanha, Itália, Brasil e Hungria.
"The Jewel of Medina" conta a história de Aisha, desde o seu casamento com Maomé – quando tinha apenas seis anos – até à morte do profeta.
O editor Martin Rynja, da Gibson Square, afirmou em comunicado que a obra de Sherry Jones se tornou num "importante barómetro do nosso tempo". "Esta história de amor é conhecida no mundo muçulmano, mas completamente desconhecida entre os leitores do Ocidente", disse.
Sherry Jones também já concluiu uma sequela do romance, relatando a vida da sua personagem após a morte do marido.
Gibson Square é conhecida por ter publicado, por exemplo, o livro "Blowing up Russia", do agente russo Alexander Litvinenko, assassinado por envenenamento, e prepara-se para lançar "Hard Call", do senador republicano e veterano de guerra John McCain, candidato às presidenciais nos Estados Unidos.
O marasmo da Terceira espelhado nos candidatos do PS
O fim do mundo

O que parece nem sempre é
Reparem, quando os agentes no terreno (professores, escolas) tentam contornar processos burocráticos para combater o abandono escolar são quase sempre coarctados pelas Direcções Regionais. Porque desconfiam de quem trabalha directamente com os alunos. Há a ideia de que quem está nos gabinetes (quantos para fugirem à leccionação?) é que sabe.
O governo deve disponibilizar verbas, sim. Mas deve deixar às escolas o modus operandi. As medidas agora anunciadas são necessárias. Mas não será por isso que o abandono escolar diminuirá, sobretudo com a crise de emprego que o país atravessa. Será bom não esquecer que crianças e adolescentes que abandonam a escola o fazem sempre com a cumplicidade dos pais. Por necessidade ou por valores que o neo-liberalismo tanto gosta de apregoar.
03 setembro 2008
O povinho é mesmo tosco
"É ali que os alunos vão ter aulas? Pensei que fossem os contentores das obras" disse, à chegada ao Liceu Pedro Nunes.
Lurdinhas, pressurosa, saiu-se com esta: “São monoblocos para os alunos terem aulas, eles depois nem querem sair daqui."
Durs Grünbein

Eis o que nos mostra uma triste nova vinda da África do Sul.
Durante um baptismo num rio da Suazilândia,
Um jovem negro afogou-se. Ainda a oração
Do padre não tinha chegado ao fim, já a corrente o arrastava
Rio abaixo, por entre rochas pontiagudas. Os fiéis
Perderam-no de vista em segundos. A cabeça,
Como um melão, foi levada para o centro, afundando-se depois
Num tirbilhão mais forte. Metade cristão,
Metade ainda pagão, desapareceu entre as duas margens,
Nas ondas turvas, até receber agonizante
O sacramento do crocodilo.
(Aos Queridos Mortos, 2004, tradução de Fernando Matos Oliveira)
Carlos Poças Falcão

Não sei adivinhar as tempestades.
No fim de uma estação as borboletas morrem
e o vento quebra nas varandas altas.
É por trás dos vidros que então nos defendemos
de todas as surpresas: morremos de antemão.
E sob a trovoada
assombra-nos o voo dos pássaros à chuva.
2.
Todos sabemos acender um fósforo
a quem nos pede lume.
Talvez fosse uma conversa
possível até ao fim. Mas o mais vulgar
é ficarmos onde estamos
com o fósforo aceso à beira do rosto
– e antes de haver tempo
a chama queima os dedos.
3.
Pequenos negócios, olhares lançados
sem dilatação. Dedos a tocar
mármores tão frios. Sombras sem memória
de mesas de cafés. Tudo apagamentos
– assim como um jornal
embrulha mais um dia.
(Coração Alcantilado, 2007)
Filipa Leal
Afinal eram iguais os homens
as mulheres
vistos de cima
quando abanavam ligeiramente a cabeça
para a frente e para trás
ao mesmo tempo,
ou se inclinavam nas horas da infância, da minha infância,
ou quando mexiam no cabelo uns dos outros
para eu adormecer.
Afinal a memória era um lugar parecido
com a memória, e o sonho era um lugar parecido
com a memória, e nós talvez fôssemos todos, na verdade,
parecidos
uns com os outros.
(O Problema de Ser Norte, 2008)
Gone, Yet Still, de Terence Koh, dá processo

Arte e cristãos parecem andar de candeias às avessas. Depois de dois casos recentes já aqui referidos, surge agora um processo judicial contra um Museu, por ter exposto uma instalação escultórica onde, entre muitas outras figuras, se pode um Cristo em erecção.
O assunto reporta-se ao Centro Báltico de Arte Contemporânea que, entre Setembro de 2007 e Janeiro de 2008, exibiu a instalação intitulada "Gone, Yet Still", obra do artista chinês Terence Koh, que integrava, além de Cristo, esculturas de outros ícones com uma erecção, como o Mickey e o ET.
Uma mulher de 40 anos viu e não gostou. Apresentou queixa contra o museu. O Centro Legal Cristão (CLC) aceitou assumir as despesas da acção judicial, porque, dizem, "a estátua não serve para outra coisa do que ofender os cristãos e denegrir a imagem de Cristo".
Loucura? Adrenalina? Jazz
Ascensores de Lisboa sobem e descem ao som do jazz. Ai, que perigo. Isso é muita adrenalina para quem usa os ascensores. Então se o ritmo for avassalador, free, vai ser um tal vomitar. O melhor é não subirem nem descerem ao ritmo do, mas fazerem-no tão-só com música de fundo. Os músicos escondem-se nos cantos do elevador e prontos!
Agora a sério, durante quatro sábados, em Setembro, os passageiros dos ascensores da Bica, Lavra, Glória e Santa Justa têm música ao vivo. Já no dia 6, poderão desfrutar dos acordes de Gonçalo Leonardo (contrabaixo), Gonçalves Marques (trompete), Nuno Martinho (guitarra) e Tiago Batista (guitarra), no elevador da Glória.
No dia
A 20, no elevador da Bica estarão André Santos, Bruno Pernadas (guitarra), Daniel Vieira (saxofone) e Pedro Pinto (contrabaixo).
E a 27, no Ascensor da Lavra "picam" bilhete os repetentes André Santos e Bruno Pernadas, além de César Cardoso (saxofone) e Zé Maria (saxofone).
02 setembro 2008
Alvor Flor do Sol, o barco solar

1,65 milhões e fazemos as malas

O kueê? Que dizes José Pinto de Sousa?
Fossil Fuels, a cerveja com sabor a cravo

Cerveja elaborada, diz-se, a partir de uma levedura encontrada num fragmento de âmbar pelo microbiólogo Raúl Cano.
A levedura tem 25 a 45 milhões de anos. E ao ser retirada do âmbar continuou a reproduzir-se. Vai daí o director do Instituto de Biotecnologia Meio-ambiental da Universidade Politécnica da Califórnia, resolveu produzir uma cerveja cujo produto da venda financie as suas pesquisas em biocombustíveis.
A coisa está a correr bem. E há quem aprecie o sabor a cravo da cerveja.
Fonte: El País
Ano lectivo 2008-2009
A precariedade é geral. Mas isso que importa? Se é geral...
Com a precariedade vem o medo. Educar debaixo de tensão, como se sabe, faz bem à saúde. E contribui para o enriquecimento do país: mais medicamentos, mais consultas médicas pagas, mais análises...
Abençoados professores. Ganham pouco, trabalham que se fartam e uns milhares fazem-no anualmente com a corda na garganta.
Sócrates rejubila. Para ele tudo se resolve com cheques e choques tecnológicos. Afinal, ele deu umas aulas e conhece por dentro a coisa. O que lhe faltou para ter sido bom professor foi tecnologia. Ou então saber inglês.
Para Maria de Lurdes Rodrigues tudo corre sobre rodas. E como o governo se esforça muito, os alunos, coitados, com pena dessa gente, correspondem e os resultados têm sido supersónicos.
01 setembro 2008
A segurança no país de Sócrates
Quem andava com insónias, stressado, desassossegado, borrado de medo, já pode relaxar. Sócrates falou. E porque falou e disse a verdade, os portugueses podem dormir descansados. O governo tudo faz em prol da segurança e do bem-estar de todos.
Eu cá acho que Portugal devia entrar no Guiness como o país com os líderes institucionais mais cómicos do mundo. Sócrates é um ponto. Tão engraçado, tão engraçado que até parece um comentador televisivo.
Quarenta mil
Sócrates preside a um governo que fala pouco e age muito. Por isso, andam os portugueses enganados quando falam em crise. Qual crise, qual carapuça? Portugal vive um dos melhores momentos da sua História.
O único senão do discurso de Sócrates é fazer lembrar uma campanha publicitária de adsl: parece gratuito e continua exageradamente caro.
31 agosto 2008
Vigiar vigiar vigiar
O regresso de Christiane F.

Christiane Vera Felscherinow, iniciada na heroína pelo namorado, e que recorria à prostituição para sustentar o vício, voltou aos escaparates este mês, quando as autoridades lhe retiraram a custódia do filho.
Em 1996 tornou-se mãe. Tinha 34 anos. Aos 46, após ter falhado múltiplas desintoxicações, não escapou à degradação do vício – tem hepatite C, faz hemodiálise e já nem sequer pode injectar por falta de veias capazes – e retiraram-lhe o filho por "incapacidade".
O novo drama começou este ano, quando ela e o namorado, Joachim S., de 37 anos, decidiram emigrar para a Holanda, levando a criança. Como a Justiça alemã lhe retirou o filho, ela sequestrou-o, fugindo para Amesterdão. Mas, na capital holandesa, regressou à heroína e, após uma zanga com Joachim, voltou à Alemanha em Junho. O Tribunal de Menores retirou-lhe a custódia de Niklas, que só poderá voltar ao convívio com a mãe caso ela recupere da dependência.
É pouco provável. Segundo a imprensa local, Christiane procura as antigas amizades da seringa, pernoita em casa de amigos e frequenta uma praça de Berlim famosa pelo tráfico. E Joachim declarou à "Der Spiegel" que ela snifava heroína regularmente e bebia muito álcool. Fiel, de resto, ao seu princípio. Em entrevista ao semanário holandês "De Limburger", em 2005, afirmou: "Nunca quis ser exemplo para ninguém; acho que cada um deve saber o que faz".
30 agosto 2008
29 agosto 2008
Os achados de Coriscada (Mêda)



Quando se pensava que o local, no concelho da Mêda (distrito da Guarda), teria tido apenas duas ocupações – nos séculos III e IV depois de Cristo (d.C.) –, as escavações de 2008 revelaram novos achados do período Neolítico, com a presença de materiais em sílica e lascas de quartzo.
Uma equipa coordenada pelos arqueólogos António Sá Coixão e Tony Silvino iniciou as campanhas de investigação no Vale do Mouro em 2003. Sá Coixão acredita que "como as gravuras do Vale do Côa marcaram uma época, estas descobertas vão marcar um tempo, em que ainda se pensava num interior rural romano 'pobretanas' onde não se podia viver bem".
"Nos inícios do século I d.C., terá sido ali edificada uma vila [quinta] e já no século III d.C., um senhor abastado, à custa do rendimento agrícola gerado com vinho, cereais e azeite e também da exploração mineira do ferro, estanho, prata ou chumbo, terá reconvertido a vila chamando técnicos para o revestimento de salas de mosaico, edificar balneários, lagares e ferrarias", explicou o arqueólogo.
Sá Coixão admite que, numa época áurea, é forte a probabilidade de "esse senhor ter-se valido de operários livres criando um 'Vicus' [aldeia] onde os deuses e festividades passariam a ter algum cunho colectivo", algo que pode revolucionar a história conhecida da aldeia romana, defende.
Numa recente visita a este local, o professor catedrático e investigador de Pré-História e Arqueologia Jorge de Alarcão afirmou que "teria que reescrever tudo sobre o Portugal rural romano", conta.
Os primeiros anos de trabalhos centraram-se na zona do Balneário Romano e em 2006 foi descoberto um painel de mosaico policromático, presentemente a ser restaurado em Conímbriga, figurando o Deus Baco junto de uma Menade, antes nunca encontrado em regiões interiores de Portugal. No último dia de campanha de 2007, fez eco na imprensa nacional e estrangeira uma descoberta 'endinheirada' de um tesouro monetário com cerca de cinco mil moedas (4526), provavelmente envoltas num saco, tendo sido encontrado um resto de tecido que surpreendeu os arqueólogos pela sua sobrevivência.
Mais uma dor de cabeça para a Igreja?
A velocidade da mosca

A Igreja anda nervosa


O juiz, todavia, só proibiu a distribuição de "novas revistas" com a foto impugnada sob pena de multa diária de mil reais (cerca de 423 euros).»
28 agosto 2008
Porno para Ricardo é uma banda de Gorki Aguila
O sapo do escândalo

85 cêntimos por dia para sobreviver
Cavaco inquieto com quê?
27 agosto 2008
A olhar para onde?

O romance de mercado por João Rodrigues
Organizações dos direitos das crianças contra spot
Apesar de ser uma animação e de contar uma história de amor, o trabalho da agência francesa Max Effect tem também uma forte carga sexual. Escassos segundos depois de começar, é possível assistir a um cena de aproximação física de natureza sexual entre dois animais e esta não é, aliás, única durante o filme publicitário de 60 segundos. Segundo os criativos, o trabalho inspirou-se em filmes como “American Beauty” e “Flash Dance”.
Aquele querido mês de Agosto

Hi, George

25 agosto 2008
Grunhos? Nã! Coitadunhos...

Coitadunhos dos industriais. Baixar preços é ilegal, causa prejuízos. Os consumidores agradecem… mas que interessam os consumidores?! Os consumidores existem para pagar. Pagam e mai nada. Quem quer saber do que se trata só tem de passear até aqui.
A utilidade da arte

Às vezes a arte é útil. Muito útil. Quase imprescindível. Que o digam dois alfacinhas que encontraram em "Treze a rir uns dos outros", de Juan Muñoz, um bom local para dormir.
As esculturas, que se encontram no jardim da Cordoaria, no Porto, servem de casa provisória a dois jovens, que não são uns sem-abrigo comuns. Foram para o Porto supostamente à procura de emprego e, sem dinheiro para casa ou pensão, vivem agora ao relento. O que faz com que as esculturas sejam olhadas com outros olhos. Há quem fique a mirar a casa provisória que os rapazes construíram sob uma das esculturas. Forrada com cartão e com plásticos, a escultura tem no interior uma pequena divisão e dois espaços que servem de cama.
Bruno P., um dos jovens, trabalhava na capital como pintor. Foi para o Porto à procura de um emprego melhor. Mas quando lá chegou as condições não lhe agradaram. A proposta de trabalho era de assentador de pedra em França, mas o jovem não gostou das condições e acabou por ficar no Porto sem dinheiro para voltar para casa.
Ontem, já passava da hora do almoço e Bruno ainda dormia, enrolado
22 agosto 2008
19 agosto 2008
Figura Feminina, um quadro de Almada
Em Maio passado, nas salas repletas da leiloeira Palácio do Correio Velho, Figura Feminina, de 1946, do escritor e artista plástico José Sobral de Almada Negreiros, atingiu os 150 mil euros. Foi o valor mais alto do leilão, transformando a obra numa das mais caras de Almada Negreiros. Hugo Xavier, especialista em leilões, disse ao Público que ainda nos anos 70, um Retrato de Fernando Pessoa, de 1954, do mesmo artista, chegou aos mil contos em leilão (que hoje representariam mais de 250 mil euros). Fonte: Público
18 agosto 2008
Almada: uma faceta menos conhecida

José Sobral de Almada Negreiros (1893 - 1970), pintor, escritor, poeta, ensaísta, dramaturgo, ligado ao movimento futurista, fez várias experiências em Banda Desenhada como forma de Arte.
07 agosto 2008
Big brother is watching you
Cada vez mais a tecnologia permite a invasão da vida privada: satélites, vídeo-vigilância, câmaras nos telemóveis e noutros aparelhos bem mais pequenos.
Agora chegou uma máquina fotográfica que tem um campo de visão muito semelhante ao olho humano. E o que parece muito engraçado para as fotos domésticas, torna-se potencialmente perigoso para a vida privada de cada cidadão, sobretudo se o Estado quiser espiolhar. O big brother é cada vez mais uma realidade.
06 agosto 2008
Que miséria! Só isso?

Bem se vê que o plim é só para atrair a arraia-miúda. Quem é que se incomoda com 500 euros? Para que servem? Para comprar alguma roupa? Para alguns gastos escolares? Para ir jantar fora e à discoteca com a(o) namorada (o)?
Senhora Ministra premiar os melhores, sim. Mas para estimular a plebe o montante é ridículo. 5000 euros já era outra coisa. O ministério punha uma parte e arranjava parcerias com mecenas que pusessem o resto. Cinco mil mocas já dava para pagar propinas numa faculdade e para mais qualquer coisita. Agora quinhentas moedas de euro nã servem pra nada.






