15 setembro 2008
Arrastão

14 setembro 2008
13 setembro 2008
O Nobel da literatura para Sócrates. Aquilo é que é um escritor
Arte e Francis Bacon

12 setembro 2008
Baixar as calças aos cientistas ou o cagaço
A polícia do gosto poético (PGP) em Portugal
Depois, diz o douto LMQ que as recensões críticas a livros de poesia são cada vez mais raras, mesmo em se tratando de «poetas francamente importantes». Curiosa asserção a dele que trabalhando no Público e podendo dar notícia desses importantes poetas não o faz.
LMQ, que parece gostar muito de ambientes claustrofóbicos e de descrições cruas do horror e da bestialidade, tem o condão, tão recorrente em Portugal (e noutros países) de precisar de alguém que lhe oriente o gosto, mostrando-se por isso mais uma caixinha de eco de Joaquim Manuel Magalhães, crítico aguerrido, que deixou sulcos fundos em muitos dos que cresceram para a poesia lendo as suas recensões.
O problema de LMQ, como de resto o de tantos da sua idade e até mais novos, é que se ficaram pelo JMM e se esqueceram de ler outros autores que não apenas os lusos. Porque a poesia portuguesa sempre foi aberta ao mundo, mesmo em momentos de crise como a da Santa Inquisição ou a da PIDE. O fulgor de JMM vem de ter sabido ler sinais que lhe chegavam em inglês e
E se a candura de LMQ não se assemelha à de outros, para quem poesia é tudo o que editam ou tudo o que aparece impresso ou publicado na net, não anda muito longe, confundindo literatura com marketing e relações sociais e dando mostras de certa afectação com isso de «não perder nenhum novo autor relevante», como se lhe marcassem falta de mau comportamento ou como fosse castigado pelo futuro – Tu aí, que deixaste passar o livro X de um autor relevante. Se as editoras fossem o garante de alguma coisa, as ironias do seu tão amado Herberto Hélder ou o sarcasmo de Joaquim Manuel Magalhães não fariam o mínimo sentido ou seriam puro ressentimento.
Nota: o título deste post pede emprestado a Andrés Trapiello (mormente ao autor do Salón de Pasos Perdidos) o gosto pelas siglas.
César. As preocupações de CC

Podia preocupar-se com o custo das passagens aéreas, com o isolamento, a inflação ou o custo de vida na região. Mas isso são trocos. Dinheiro a sério, está visto, só com o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma.
Doze anos no governo faz mal às pessoas, não faz?
Quem puder que veja o que preocupava César há 12 ou 8 anos e o que o preocupa agora. Mais uns anos e ainda o víamos nas marchas populares de S. João (ou nas do S. João da Vila, que essas sim são dos Açores, as outras são das ilhas de baixo e as ilhas de baixo estão mortas) a fazer de conta que já chegamos à Madeira.
Viagens aéreas 2

A massificação do acto de viajar de avião deu às empresas duas opções: subir ao segmento premium, fornecendo dispendiosos serviços de luxo, ou reduzir custos para baixar o preço dos bilhetes. Em altura de crise, poucas parecem decididas a seguir a primeira via.
A TAP como tem concorrência nos outros voos baixa preços. MAS PARA OS AÇORES NÃO BAIXA, POIS NÃO TEM CONCORRÊNCIA.
A TAP, como a Cabo TV Açoriana, como a PT e outras empresas alimentam-se dos monopólios enquanto podem: desprezando os clientes, prestando maus serviços e tomando-os por idiotas. Às vezes acordam, mas quase sempre a incúria faz demasiado parte da rotina e nem se lembram de fidelizar clientes. E eles fogem para onde pagam menos e são melhor servidos.
Mas quem pode fugir da TAP? (A SATA é a irmã gémea anã da TAP nas ligações para o continente, não é? Se não é, parece.)
A TAP despreza mais uma vez os açorianos
Carlos César quando chegou ao poder usou como bandeira as ligações aéreas que, dizia, o incomodavam, pois eram uma injustiça. Doze anos volvidos está calado. O silêncio deve ter algum significado. Mas como são poucos os que viajam de borla (leia-se, à custa do erário público), não se percebe donde vem esse silêncio. Como estamos em pré-campanha deveria dizer aos açorianos porque é que temos de desembolsar o triplo do que pagam continentais e outros europeus por viagens com as mesmas milhas.
O governo da República também devia explicar porque é que a TAP tem de continuar a receber as ajudas que recebe e pode fazer campanhas como a que anunciou ontem, com ligações para vários destinos europeus a 64 euros. Pode e fá-lo porque espera com isso encaixar 12 milhões de euros. Ou seja, fá-lo por LUCRO.
«Ao contrário de campanhas realizadas anteriormente pela TAP como por companhias low cost, esta promoção caracteriza-se pelo facto de garantir, no essencial, o mesmo serviço dos voos regulares, disse ao DN o director de comunicação, António Monteiro. Ou seja, há sempre direito a bagagem de porão até 20 quilos, uma refeição que será de pequeno-almoço, almoço ou jantar em função do horário do voo, e sem que seja necessário pagar uma taxa para reserva de lugar. Por outro lado, a promoção "TAP Discount" permite viajar ao longo de um período anormalmente longo, de oito meses, ou seja, entre 1 de Outubro e 31 de Maio, o que não é frequente neste tipo de promoções.
Por último, a companhia garante o acesso a aeroportos centrais e não aos secundários, situados a largas dezenas de quilómetros das cidades, como acontece frequentemente em algumas das companhias low cost mais agressivas.»
A TAP pode fazer isso para outros mas não pode para os açorianos porquê? Porque os açorianos não contam? Ou porque a coutada e o monopólio são sempre sinónimo de abusos?
Gostávamos de ouvir o governo regional pronunciar-se sobre o assunto.
11 setembro 2008
Atirei-me para o chão às gargalhadas
Doze quadros
A pátria é madrasta
Salazar nem pintado, diz Jesus, Maria de Jesus
A ver vamos, João. Vamos ver se vamos à Corte do Norte

No elenco estão também os actores Ricardo Aibéo, Rogério Samora, Laura Soveral, João Ricardo Custódia Gallego, Margarida Vila-Nova, Rita Blanco e Virgílio Castelo.
Produzido por António da Cunha Telles, Pandora da Cunha Telles e FF Filmes Fundo, com o apoio do ICA (Instituto do Cinema e do Audiovisual) e da RTP, e inteiramente rodado em digital, «A Corte do Norte» será o primeiro filme português a ser projectado em 2k no circuito comercial.
A estreia nas salas de cinema portuguesas está prevista para a primeira quinzena de Novembro, com o apoio da Guimarães Editora, que reeditará o romance «Corte do Norte», publicado em 1987, e lançará ainda um álbum com fotografias e diálogos do filme.


