10 setembro 2008

Universos paralelos

A Teoria das Cordas e o Big Bang

Treze mil e setecentos milhões de anos depois, o LHC

A 100 metros de profundidade, num túnel situado na fronteira entre a Suíça e a França, decorre uma experiência que pode ser tão importante como a chegada do homem à Lua: o Grande Acelerador de Hadrões (mais conhecido pela sigla em inglês, LHC) acelera partículas subatómicas até velocidades que ficam apenas a um fio de cabelo da da luz.
E para que é que serve tudo isto?
Para tentar compreender a natureza fundamental da matéria.
É um projecto ciclópico, em vários sentidos. Em termos de engenharia, para começar: é a maior máquina do mundo, tão grande e sofisticada que não poderia nunca ser fabricada por uma única empresa, ou um único país.
Envolve 6000 cientistas, levou uma década a construir e custou dez mil milhões de dólares - mas isso "é apenas 0,005 por cento do Produto Interno Bruto mundial durante esse período", escreveu o físico Stephen Hawking na revista americana Newsweek.
"Será que não podemos gastar dois centésimos de um por cento para tentar compreender o Universo?", interroga.
Esta catedral subterrânea (onde caberiam várias Notre Dame de Paris) impressiona pelos números. São usados ali 9600 ímanes para forçar os feixes de protões e iões de chumbo a dobrarem as curvas deste túnel circular de 27 quilómetros de circunferência. Estes ímanes estão arrefecidos com 60 toneladas de hélio superfluido até uma temperatura ainda mais baixa do que a do espaço profundo: 271,25 graus negativos, perto do zero absoluto. É o maior frigorífico do mundo (na verdade, bastaria um oitavo da sua capacidade de refrigeração para ter esse título), mas no seu interior atingir-se-ão temperaturas 100.000 vezes superiores às do coração do Sol - embora concentradas num espaço minúsculo, inferior ao de um átomo.
É também o local mais vazio do sistema solar, diz o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), onde está alojado: as partículas subatómicas aceleradas viajam dentro de um tubo tão vazio como o espaço interplanetário: a pressão interna é dez vezes menor que na superfície da Lua, onde os astronautas saltam como cangurus quando tentam andar.
O físico austríaco naturalizado americano Victor Weisskopf descrevia os grandes aceleradores de partículas que começaram a ser construídos nas décadas de 1950 e 60 como 'as catedrais góticas do século XX'", recordou o físico Lawrence Krauss, da Universidade Case Western (Ohio, EUA), num texto no jornal The Guardian. "É uma boa comparação", continuava Krauss. "As catedrais medievais empurraram os limites da tecnologia de então, absorveram o trabalho de milhares de artesãos e levaram gerações (por vezes séculos) a construir. Os modernos aceleradores de partículas envolvem milhares de cientistas de muitos países, que falam dezenas de línguas, e cujo trabalho individual tem de se combinar na perfeição com o dos outros, com uma margem de erro de milésimos de milímetros.
"Mas o LHC não é apenas uma colecção de números impressionante. Os seus objectivos são absolutamente esmagadores. O que se poderia dizer de uma máquina que pretende reproduzir as condições do Universo um bilionésimo de segundo após o Big Bang, o momento em que as sementes da matéria começaram a existir?
A matéria então ainda não era tal como hoje a conhecemos. Ainda não havia átomos, era tudo uma sopa de partículas fundamentais, hoje identificadas como quarks e gluões - um plasma extremamente quente, que preenchia tudo o que tinha começado a existir. Só quando o Universo começou a arrefecer se formaram átomos, primeiro de hidrogénio e hélio, e progressivamente outros mais pesados, à medida que iam sendo fundidos nas fornalhas das estrelas, pela fusão nuclear.
Passados 13.700 milhões de anos, aqui estamos nós, a tentar compreender o que deu origem a tudo - e a fazê-lo com uma máquina, tentando reproduzir em laboratório as condições que se seguiram ao Big Bang.
Com o LHC, os cientistas procuram obter resposta para questões que continuam a vexar a humanidade. Por exemplo, como é que as coisas têm massa? Para terem essa resposta, procuram o muito falado mas nunca detectado bosão de Higgs, que já foi apelidado "a partícula de Deus."
Fonte: Público

Big bang, a música

Pensar que o universo é como uma lengalenga, um crescendo em ritmo cada vez mais endiabrado dá vontade de rir.
Ou talvez não. Bem, o LCH (Large Hadron Collider) é um projecto faraónico que juntou milhares de cientistas do mundo durante 20 anos. Procura simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos atrás, e é considerado a experiência científica do século.
Desde 1996, o CERN construiu, 100 metros debaixo da terra, perto de Genebra, na Suíça, um anel de 27 quilómetros, arrefecido durante dois anos para atingir 271,3 graus negativos. À volta deste anel estão instalados quatro grandes detectores, no interior dos quais vão produzir-se colisões de protões numa velocidade próxima da da luz. Em plena força, 600 milhões de colisões por segundo irão gerar uma floração de partículas tal como aconteceu no início do mundo, algumas das quais nunca puderam ser observadas. No entanto, só daqui a alguns meses, quando se comprovar a evolução do funcionamento, é que haverá colisões de partículas e estarão criadas as condições para o estudo de novos fenómenos, através da recriação das condições que se produziram instantes depois do Big Bang.
O objectivo final desta grande experiência é poder dar resposta a muitas perguntas sobre a origem do Universo, entender por que a matéria é muito mais abundante no Universo do que a anti-matéria, e chegar a descobertas que "mudarão profundamente a nossa visão do Universo", segundo o director do CERN, Robert Aymar. Uma das aspirações dos cientistas é encontrar o hipotético bosão de Higgs, uma partícula que nunca foi detectada com os aceleradores existentes, muito menos potentes que o LHC.
Para já, deliciem-se com a explicação do que é o LHC através de uma canção composta por uma das cientistas do projecto. O videoclip explica, em simples rimas, no que consite a experiência com o LHC e o que se pretende descobrir com ela.

09 setembro 2008

O morto regressa e aparece na TV


Podia ser um livro de Agatha Christie.

Podia ser uma piada de mau gosto.

Podia ser um filme de série B.

Podia ser ficção, mas aconteceu em terras de Sua Majestade.

Um homem, idoso, estava a ver televisão e deu de caras com o pai.

O meu pai?! Mas ainda há pouco foi cremado. Não pode ser.

Depois do choque inicial foi ver e, afinal, era o pai.

Cinco anos depois de cremar o corpo do pai, ele aparece-lhe via TV. Chama-se John Delaney e desapareceu em 2000.

Três anos mais tarde, a polícia descobriu um corpo com características semelhantes, desde as roupas a sinais de nascença. Embora o estado de decomposição do cadáver tenha dificultado o processo de identificação, mesmo assim as autoridades confirmaram que se tratava de Delaney. A família procedeu à cerimónia fúnebre e cremação do corpo.

Com amnésia provocada por uma queda em Abril de 2000, quando foi dado como desaparecido, John Delaney estava a viver numa instituição desde essa data, sem se conseguir lembrar de nenhum pormenor sobre a sua identidade. Depois de ter visto o programa, o filho contactou as autoridades que, após o teste de ADN, confirmaram tratar-se da mesma pessoa.

E se o filho morria de ataque cardíaco ao ver TV?

A polícia de Manchester desculpa-se com a época. Como? Então a polícia das terras de SM engana-se assim? E ainda falam da PJ.


Fonte: Expresso

Alô?... Tá lá?... É do aquecimento global?...

Tá lá? É do aquecimento global? Aqui é do Carbonífero. Sim, sim... É pra dizer que o aquecimento global não está apenas relacionado com as emissões de CO2 produzidas pela indústria e pelo tráfico automóvel. Sim, claro, o melhor é falarem com o Falcon, esse rapaz que estuda a coisa e anda por aqui a meter o nariz.
As florestas fossilizadas que se encontram nas minas de carvão na região do Illinois, Indiana e Kentucky podem ser um testemunho de como as florestas reagem ao aquecimento global. Pelo menos essa é a ideia do cientista inglês Howard Falcon-Lang.
As camadas de florestas fossilizadas que ali se encontram estão separadas temporalmente por poucos milhões de anos. Uma das conclusões mais interessantes é que algumas das camadas são imediatamente anteriores a um período de aquecimento da Terra e outras são imediatamente posteriores. A floresta sofreu uma mudança abrupta nesta passagem.

O papa prémios


Eu não sei quem é, mas que ganha prémios uns atrás dos outros, lá isso... Dizem que escreveu livros cheios de palavrões e que várias vezes ameaçou emigrar, mas que nunca saiu do país. Dizem que é um eterno candidato ao Nobel. Ele diz-se tanta coisa.

este ano foi uma meia dúzia. Aquilo é quase como o euromilhões. O problema é que o plim dá jeito e faz imensa falta quando se é novo. E quando um escritor é novo fica a chuchar no dedo. Ele preferia cigarros. Parecia uma chaminé. Agora diz que é cada vez mais difícil escrever. Então não, cada ano que passa lá sai mais um romance. Nem as árvores de fruto.

Aumentar os medicamentos por embalagem, já!


Em vários países é assim: unidose. Em países bem mais ricos do que nós. Em países onde os salários são bem mais elevados do que os que se praticam por cá. Mas isso para o sector farmacêutico constitui um ultraje e, claro, um perigo. As margens de lucro reduzir-se-ão um pouco. Dizem os desse sector que comprar apenas a dose certa de medicamento prescrita pelo médico não trará benefícios para os doentes. Vejam só a latosa dessa gente.

Como é do domínio público, a indústria farmacêutica não visa o lucro. Não, senhor.

Como é do domínio público, as farmácias também não querem nada com o lucro. Não, senhor.

Como é do domínio público, os delegados de propaganda médica são muito mal pagos. São, sim senhor.

Como é do domínio público, entre os médicos e a indústria farmacêutica não há nem nunca houve a mínima relação de proximidade - cada macaco no seu galho - pelo que as deslocações a congressos e outras prebendas pagas por laboratórios farmacêuticos é ficção e da mais pura.

Quem faz medicamentos, fá-los pro bono, ou seja, sem esperar gratificação em troca. E se há indústria com problemas em todo o mundo, é a indústria farmacêutica.

Por tudo isso, pobres de nós que apenas teremos de pagar os medicamentos prescritos pelos médicos. E quão perigoso é isso para a nossa saúde. É que os portugueses gostam de ter uma pequena farmácia em casa, composta com os restos (às vezes, restos bem numerosos) das embalagens adquiridas (sempre baratinhas, pois se há quem pense no povo sofredor é precisamente a indústria farmacêutica). E os portugueses também gostam muito de brincar aos médicos e de receitarem a familiares, amigos e vizinhos os medicamentos da farmácia lá de casa. Ora isso, com o sistema da unidose, tem os dias contados e os farmacêuticos sabem como os portugueses vão ficar deprimidos com a retirada dessa brincadeira. Vai daí avisam: Cuidado, tugas. Olhem que assim vão ficar mal servidos.

Devia fazer-se o contrário: aumentar as doses por embalagem, isso sim, é que ia deixar o povo feliz. De resto, a indústria farmacêutica tem na calha uma proposta irrecusável: distribuir os medicamentos de graça.

A noite das facas rombas

Há uns anos, um realizador cujo nome não digo deu brado por ter apresentado um filme todo a preto. Exigiram-lhe que devolvesse os dinheiros que recebera do Estado. E foram poucos, muito poucos os que o defenderam. O realizador morreu.
Agora, temos um primeiro-ministro cuja acção é nula, pelo menos no que respeita à Educação, mas que não perde uma oportunidade de propagandear o nada da sua actuação. E como não podia deixar de ser, usa as estatísticas e as percentagens para mostrar ao país como ele é bom. Mais: os que ontem eram maus hoje já são bons (pelo menos até ás eleições).
O homem tudo diz e tudo faz como se fôssemos cegos e estivéssemos dentro do filme do outro José. Mas onde anda o coro estridente que outrora se levantou?
E quem será que diz sempre ámem?

Será que vivemos na Lua?

Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues conseguiram um milagre: inverteram a taxa de insucesso escolar. Uau! Bué da fixe, meu. Isso é que foi trabalhar. Os alunos sabem o mesmo ou menos, mas o sucesso é cada vez maior. Os alunos (muitos deles) estão cada vez mais baldas, mas no final do ano obtêm sucesso.
Esse tipo de trabalho pode e deve ser seguido por todas as famílias portuguesas no momento de pagar ao fisco. Têm que arranjar uma fórmula que lhes permita inverter os resultados dos seus vencimentos, mostrando ao Estado que vivem abaixo do limiar de pobreza. O que os isentará de contribuir para um governo que mente e deturpa a realidade descaradamente.
Uma nota para as associações do sector: nenhuma comenta a falácia dos resultados. Defendem interesses sugerindo aspectos que devem ser melhorados. Isso é que é falar, hã?
Bem, uma dessas associações coloca o dedo na ferida. "É preciso atacar os problemas que estão na base das retenções. Uns são de carácter social, exteriores à escola, mas outros são internos, como os desajustamentos curriculares e os sistemas de avaliação dos alunos. É aqui que se tem de actuar", diz Mário Nogueira. Quem? O chato de serviço. O mau da fita.

08 setembro 2008

Problemas com o ordenamento do território português 2

Uma das causas do mau ordenamento do território deve-se talvez ao êxodo rural. Grande parte da população da grande Lisboa é migrante (políticos incluídos). E como fugiram à miséria, querem esquecê-la e votam o interior ao abandono. A política não existe para mudar as coisas, mas para uns poucos se governarem, como diz o Zé Povinho, que sabe muito de aldeias, migrações e vergonhas.
O resto do maralhal olha para o umbigo e para o seu quintal e como o interior fica muito longe, encolhe os ombros, puxa um escarro (ou uma larada, como preferirem) e segue adiante. Em comum, o mesmo ódio ao verde e às árvores e o mesmo gosto pelas frases lambidas e pelo betão.

Problemas com o ordenamento do território português

Já sabemos que a política portuguesa é, de um modo geral, má. A política de ordenamento do território não podia ser excepção.
Mais uns anos e o país vai acordar para uma realidade dramática: o deserto. O deserto terá consequências terríveis no erário público. As migalhas que agora se poupam converter-se-ão em milhões gastos para que haja algum equilíbrio. Equilíbrio que é mantido por enquanto pela população idosa que habita o interior do país.
Enquanto o litoral, sobretudo a grande Lisboa, cresce desmesuradamente, o interior despovoa-se e tudo o que é serviço público é desmantelado (quando existe, pois em muitas situações apenas havia escola). Os governantes, que gostam muito do Algarve e desconhecem o país onde vivem, batem palmas pelos trocos que poupam (e que são televisivamente eficazes para efeitos de propaganda).
Repare-se: desde 2000, foram encerradas cerca de um terço das escolas públicas portuguesas. As escolas, que deviam ser pensados como pólos de interacção social, contra a desertificação rural, são fechadas em nome da saúde financeira de um ministério que, diz-se, gasta muito dinheiro (lá fora a realidade é bem diferente, em termos de ordenamento de território) e ainda se vão fechar mais. A política do governo de encerramento de escolas com poucos alunos vai continuar. Há dois anos, o Ministério da Educação anunciou, em relação ao primeiro ciclo, que "no reordenamento da rede escolar, a lista de escolas a encerrar inclui 1418 estabelecimentos, sendo assegurada a transferência dos alunos para 800 novas escolas mais bem apetrechadas ".
Ganda país, hã? Dêem um saltinho à raia espanhola para ver como é. E vejam como há gente, médicos, escolas, delegações bancárias e mais.

Assalto ao Santa Maria - imagens do filme




O autor do guião, João Nunes, disponibiliza algumas fotos de rodagem na sua página.

Assalto ao Santa Maria, novo filme de Francisco Manso

Aos poucos, acontecimentos mais ou menos recentes da História de Portugal são ficcionados e transformados em filme. Não temos a indústria cinematográfica de países como o Reino Unido ou os EUA, pródigos em reflectir esteticamente sobre o quotidiano e a História, mas a pouco e pouco vamos produzindo algum material.
O mais recente é o "Assalto ao Santa Maria", um projecto conjunto de portugueses e galegos, realizado por Francisco Manso. O fime retrata a tomada do paquete Santa Maria por um grupo de revolucionários portugueses e galegos, em 1961, para denunciar os regimes de Salazar e Franco.
As filmagens de "Assalto ao Santa Maria" decorreram entre Cacilhas, Montijo, Barreiro, Lisboa e Viana do Castelo, mas tiveram como principal cenário o interior do navio-hospital Gil Eannes. A embarcação, recorde-se, deu apoio à frota portuguesa de pesca do bacalhau (nos anos 50 e 60), saiu de serviço em meados dos anos 70 e é agora um navio-museu acostado em Viana do Castelo.
A produção é de José Mazeda e a realização de Francisco Manso, que se basearam naquele episódio histórico para apresentar uma história fictícia que suporta o relato histórico dum jovem emigrante português que, em 1960, passa por um período difícil na Venezuela. O acaso coloca no seu caminho o capitão Henrique Galvão, um dos mais proeminentes opositores do regime do ditador Salazar. Fascinado por Galvão, Zé junta-se a um grupo de exilados políticos portugueses e galegos quando estes, sob o comando do militar português, preparam a mais sensacional acção de protesto jamais levada a cabo: o assalto e ocupação do luxuoso e então ultramoderno paquete "Santa Maria", jóia da coroa da marinha mercante nacional, então no seu período de máxima pujança.
O assalto, que começou a 21 de Janeiro de 1961, no porto venezuelano de La Guaira, leva Henrique Galvão e os seus homens a navegar pelo Atlântico Sul durante onze dias inesquecíveis. A acção do filme desenrola-se neste período, durante o qual, perseguidos pela esquadra norte-americana e escrutinados pela imprensa internacional, os assaltantes do "Santa Maria" enfrentaram tensões internas, tentativas de sabotagem e o descontentamento dos passageiros, enquanto tentavam passar ao mundo uma mensagem de liberdade e esperança contra as ditaduras da Península Ibérica.
O filme, que conta com um orçamento de um milhão de euros, tem o apoio, entre outros, do Instituto do Cinema e do Audiovisual, do Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual, da RTP, da Televisão da Galiza e da autarquia vianense.
Fonte: JN e SIC

07 setembro 2008

Clean Feed, uma editora de jazz com sede em Portugal


Criada em 2001, a Clean Feed foi eleita em 2007 pela publicação All About Jazz uma das cinco melhores editoras de jazz em todo o mundo. É uma editora portuguesa.
De 19 e 24 de Setembro, ocupará o Living Theatre (em Nova Iorque) para um festival que se destina a promover o seu catálogo e a mostrar um pouco da cultura portuguesa, com mostras de vinho do Porto e de queijos.
O cartaz dos concertos apresenta artistas que gravaram recentemente para Clean Feed, entre os quais os guitarristas Elliot Sharp e Scott Fields, que editaram «Scharfefelder», Michael Dressen Trio, que gravou «Between Shadow and Space», e os músicos Mark Whitecage, Adam Lane e Lou Grassi, que se juntaram para o álbum «Drunk Butterfly».
A Clean Feed dispõe também de um blog. Tudo em inglês. Quiçá por o mercado nacional ser very small.
Em Novembro estarão em Espanha (Barcelona e Madrid) e para o ano deslocam-se a outras paragens. A internacionalização faz parte da sua estrutura, dado que distribui discos para todo o mundo, do Japão aos States, da Polónia à Belgica, passando pelo Reino Unido, Itália, Espanha, Suíça e Alemanha.
Clean Feed detém a Trem Azul, etiqueta de projectos especiais.

A Floresta Unida escreveu-nos

A propósito deste post recebemos um comunicado do departamento de comunicação da Floresta Unida. Ficamos felizes pelo profissionalismo da equipa. Que nos convida a passear pelo sítio. Aqui fica o contacto e os votos de um bom trabalho. O ícone dos objectivos está inacessível, mas no final do mês já deve estar operacional.
O nosso mail encontra-se alojado no perfil. Chega-se lá clicando no canto superior direito.

06 setembro 2008

Chapa C - Llorabas por mi

The Gaslight Anthem - The '59 Sound

The Gaslight Anthem - Drive

Se uma mosca incomoda muita gente...

Os filmes para crianças, quais defensores e amigos da natureza, vendem a ideia de que ratos, formigas, abelhas e outros animais são nossos amigos. Mas não são. São até uns verdadeiros estupores.
Senão veja-se o raio da mosca. Zumbe. Pousa e dejecta onde não deve. Embaraça. Estraga a fruta. No Algarve foram 6 mil (uau!) toneladas de citrinos prò galheiro. Tudo por causa da mosca. Assim, quando alguém te perguntar. Estás com a mosca? O melhor é dizer que não. Evita o recurso ao insecticida ou desparasitante e não se sente culpado pelo preço a que chegarão laranjas, clementinas e limões ao mercado.
O presidente da União de Produtores Hortofrutícolas do Algarve (Uniprofrutal) nem dorme sossegado por causa da mosca. Diz ele que «Se não conseguirmos conter a mosca da fruta, as populações destas pragas vão crescer de forma geométrica e matar as culturas frutícolas de todo o país». Estão a ver como é? A mosca chateia-nos em casa e a gente, para exigir um subsídio, um apoio, solidariedade, enche logo a boca com Portugal inteiro.
Arre, mosca, vai chatear outro.