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15 outubro 2009

O medíocre jornalismo cultural português


De cada vez que um escritor é notícia, esta aparece redigida à boa maneira dos tabeliães. Uma lista de prémios com meia dúzia de informações biobliográficas pelo meio.
Os escritores são apreciados nos jornais pela bitola do comércio: os que vendem muito (os muito bons) e os que vendem pouco (de que não se fala, a não ser que sejam estrangeiros e cheguem às redacções com press-release de editoras fortes (que vendem muito).
O resto é um imenso vazio. O espaço da crítica foi esvaziado em tudo o que é jornal e o gosto pela literatura é cada vez mais coisa de minorias.
A chatice é haver minorias altamente exigentes e influentes. Embora, reconheçamo-lo, cada vez menos influentes, pois as faculdades de Letras são cada vez mais lugares intragáveis que detestam tanto a literatura quanto os jornalistas (é uma generalização, claro, pois ainda há jornalistas que sabem ler e lêem).
Vejam como um jornal se refere a Agustina Bessa-Luís. A gente lê aquilo e dá vómitos. Parece que estão a falar de alguém desconhecido, quando se trata de um dos nossos melhores escritores vivos.
O que se passa aqui não é muito diferente do que sucede noutros países, quanto a jornais. A diferença é que noutros países as universidades funcionam melhor e há revistas da especialidade.

12 outubro 2009

Par de pistolas da Casa Real Portuguesa


Corria o ano de 1973 e as pistolas levaram sumiço. Andaram a passear pela Europa, entre negócio e negócio. Tantos anos depois, regressam ao nosso país. Num caso todo ele digno de pistoleiros, embora nos nossos dias as pistolas sejam mais coisas de gangs ou então de gente meio avariada do juízo que pega em caçadeiras e põe fim a questiúnculas miúdas, tirando a avida a alguém e indo morar para algumas das belas cadeias nacionais.
As ditas pistolas são exemplares únicos, com canos de desenroscar para carregamento, fechos de “caixa” e rica ornamentação com finos embutidos de ouro e prata. Foram fabricadas em 1817 para uso pessoal do Rei D. Pedro IV, pelo famoso mestre armeiro do Arsenal Real de Lisboa, Thomás Jozé de Freitas.
Segundo descrição da casa leiloeira onde foram encontradas a apreendidas, trata-se de exemplares muito raros. Com as seguintes características "Canos de desenroscar, para carregamento, com fina decoração embutida a ouro de motivos vegetalistas estilizados e aves. Fechos centrais de pederneira, ditos 'de caixa', com decoração embutida a ouro, semelhante à dos canos, tendo, de cada lado das caixas, reservas ovais, envoltas por serpentes embutidas a ouro, o nome do mestre armeiro 'Thomás Jozé de Freitas', de um lado, e do outro, 'Arcenal Real do Exercito Lx.ª 1817', nas partes inferiores das caixas, junto aos canos, ovais, em ouro, com o nome do mestre gravador 'António Joaquim de Figueiredo'. Cães do tipo 'de argola', igualmente embutidos a ouro assim como os fuzis e tampas das caçoletas, tendo estas ultimas, pequenos rodízios em latão, para diminuir a fricção aumentando assim a velocidade do disparo, patilhas de segurança aos cães, igualmente embutidas a ouro, que não permitiam a colocação, acidental, dos cães na posição de disparo, evitando, também, a abertura da tampa da caçoleta. Coronhas em madeira, profusa e finamente decoradas a fio de prata embutido, com motivos vegetalistas estilizados e cabeças de dragões e as Armas do Reino Unido de Portugal e Brasil, igualmente em prata. Chapas de couce em aço, azulado, com decoração embutida em ouro, de motivos vegetalistas e mascarões. Alguma oxidação nos canos, pequeníssimas faltas de fio de prata nas coronhas e fechadura do estojo com defeito. Peças únicas."
Thomás Jozé de Freitas trabalhou no Arsenal Real de Lisboa entre 1813 e 1836. Foi um dos maiores vultos da armaria portuguesa. Uma pistola de bolso, feita por ele em 1829, com duas baionetas basculantes, uma navalha e um saca-rolhas, na coronha, encontra-se no Museu Militar, em Lisboa. António Joaquim de Figueiredo, gravador e cinzelador, trabalhou, também, no Arsenal Real de Lisboa entre 1773 e 1817.

10 setembro 2009

Extravagâncias vocabulares


Há quase três anos (em Novembro de 2006), Jorge Mux, professor de filosofia e de linguagem e escritor de contos de ficção no seu tempo livre, sentiu necessidade de criar palavras que definissem situações e objectos nunca antes nomeados ou até inventados (mas prováveis, defende). Assim nasceu o "Exonario", que hoje conta com 800 palavras diferentes, únicas e insólitas. O Exonario é um glossário online composto por "nomes hilariantes e definições insólitas de duvidosa justificação".
"O requisito básico é que o nome não exista em nenhum outro dicionário e que seja justificado etimologicamente, sem haver redundâncias", explica.
O próprio nome do glossário, explica ainda, é em si uma palavra que existe unicamente no seu dicionário.
Além do Exonario existe também o Sexonario.

Fonte: i

08 setembro 2009

Um novo sítio da cultura


Há um novo sítio da cultura. Nota-se logo que é institucional. Pesado, com poucas imagens e muito texto. Ou seja, pouco atractivo se pensarmos em novos públicos. A lógica do espaço, embora servida online, enferma dos vícios antigos: corpo de letra miúdo, fundos claros e letras a cinzento (!) que se lêem mal, textos maçudos e com informação que não interessa ao menino Jesus.
Pode ser que a pouco e pouco ganhe visibilidade e se agilize, correspondendo pelo menos a procuras escolares (seja qual for o nível de ensino). Para já fica o espanto: 700 mil euros com um portal que “pretende assumir-se como motor para a mudança de paradigma da divulgação cultural em Portugal”. Os discursos do poder são sempre assim, inflamados, hiperbólicos. Mas vamos esperar para ver se daqui a meio ano já tem conteúdos digitais tridimensionais gratuitos. E se o mesmos são de molde a criar públicos e a fidelizá-los.

05 setembro 2009

I Encontro Nacional de Dezedores de Poesia



Começou hoje na Praia da Vitória o I Encontro Nacional de Dezedores de Poesia. Uma iniciativa da Companhia Independente de Artes (CIA) com a colaboração da Câmara da Praia da Vitória.
Pelo Auditótio do Ramo Grande passarão Maria de Jesus Barroso Soares, que será homenageada, São José Lapa, Maria do Céu Guerra, Luís Lucas, José Fanha, Pedro Lamares, José Rui Martins e outros.
Amanhã haverá um recital em homenagem a Vitorino Nemésio, poeta e romancista nascido na Praia.
No auditório está patente uma exposição de homenagem a Mário Viegas.

04 setembro 2009

Como matar uma pessoa em nome da lei

Primeiro acusa-se alguém de um acto que não cometeu. Embora esse alguém estivesse no tal lugar na altura dos trágicos acontecimentos.
Segundo: esse alguém é sempre membro da classe C, ou seja, não tem recursos físicos nem mentais para perceber os meandros da lei e as máscaras que esta usa.
Terceiro: há um psiquiatra que o descreve como um "sociopata muito perigoso" sem nunca o ter examinado.
Quarto: surgem testemunhas que modificam as declarações a favor da acusação.
Quinto: o advogado que defende o alguém é incompetente ou está-se nas tintas, pois aquele alguém não tem meios que contribuam para o enriquecimento do advogado, nem o caso é suficientemente mediático para trazer fama ao douto causídico.
Resultado: se o alguém é americano e vive num estado onde há pena de morte, acaba morto. Anos depois podem ver a público provas que mostrem que estava inocente, mas para o tal alguém já não há retorno.
A notícia é aterradora: "Em 1992, Todd Willingham foi condenado à morte por injecção letal. Foi acusado de fogo posto, num incêndio na casa da família, matando as suas três filhas. Tinha 23 anos e foi executado 12 anos depois.
Agora, um relatório entregue em Agosto deste ano, à Comissão de Ética do Texas, um especialista em incêndios conclui, tal como outros dois peritos o tinham feito em 2004 e 2006, que o incêndio foi acidental." (vide)

11 agosto 2009

Destruição de património

O que são pinturas rupestres? Que representam para as populações das aldeias ou até das cidades? Que formação cultural se recebe na escola?
Mesmo que as razões da destruição tenham sido ocasionais (alguém pode ter querido pôr a pedra mais limpinha), a verdade é que tudo acontece fruto da ignorância. E se o intuito partiu da inveja ou da vingança, a conclusão é a mesma: ignorância.
Um dos painéis de granito com pinturas rupestres, com cerca de cinco mil anos, encontrado há sete anos na área da freguesia de Malhada Sorda, concelho de Almeida, foi destruído. A figura pré-histórica foi completamente destruída, tendo sido lavada e repicada com a clara intenção de a fazer desaparecer, o que de facto foi conseguido. Apagou-se assim mais de cinco mil anos de História.
Que importância tem isso para as populações? As poses e prosápias culturais não colhem junto de quem se está nas tintas para riscos e lajes. É preciso que expliquem às pessoas do que se trata e que lhes digam que isso pode estimular o turismo na localidade e contribuir de forma indirecta para a melhoria da aldeia ou da localidade.

31 julho 2009

A incultura generalizada


O fotógrafo Paulo Nozolino viu, com espanto, que o n.º 19 da revista Artes & Leilões trazia na capa a fotografia Lagos 1979, de que é autor. Publicada sem autorização e desconfigurada, a fotografia representa a mãe do seu filho "na água de um Algarve infelizmente perdido."
O fotógrafo protestou junto do director da publicação e a resposta foi: que Nozolino deveria “estar contente com a publicação em capa da imagem” e que o mesmo facto “faria subir a sua cotação no mercado”.
Bem ao jeito alarve dos burgessos que atravancam tudo o que é lugar soit disant cultural e que serve para sacar uns quantos euros, maioritariamente ao erário público.
O episódio vem num post da frenesi, intitulado Os azeiteiros da "Artes & Leitões".

16 julho 2009

Manias da actualidade


O pessoal adora brincar. A net permite que se brinque fazendo de conta que a coisa é a sério. O tweet é um bom exemplo. E há quem se sirva da ferramenta para publicar romances.
O conceito de romance e a filosofia por detrás do twitter são opostos. Mas isso que importa se daí advier visibilidade?
A visibilidade, a notoriedade são duas das febres que sufocam as pessoas. E todos os meios são válidos para as conseguir. Talvez venhamos a assistir, daqui a uns anos, à reformulação de muita da tralha que ainda nos serve para pensar o mundo. Não que não haja já alguns eloquentes exercícios de análise, mas permanecem fechados num determinado meio. A pouco e pouco a realidade encarregar-se-á de confirmar ou aperfeiçoar aquilo que ainda não passa de pontos de vistas muito particulares.
Por ora, saiba-se que o norte-americano Matt Stewart não conseguia encontrar uma editora que publicasse o seu romance de estreia: “The French Revolution” (A Revolução Francesa). Assim, vai descarregá-lo em 3500 “tweets” (os necessários para publicar os 480 mil caracteres da obra).
Quem terá paciência para ler aquilo tudo de trás para a frente? Será esta uma questão pertinente? O que importa é que ele ainda agora começou e já chegou a Portugal a notícia.

12 maio 2009

Livros e livros


A designação feira mostra que se trata de negócio. Um negócio que tem a particularidade de juntar muitas editoras, inclusivamente as mais pequenas. Dando assim oportunidade a alfacinhas e a por quem lá passa de ver o que se editou durante o ano.
Podia pensar-se que num momento de tanto exposição, a imprensa dedicasse especial atenção ao livro enquanto objecto cultural, podendo, claro, referir-se-lhe enquanto negócio. Mas nem uma coisa nem outra.
O mesmo acontece com o nosso Mistério da Cultura que, no mínimo, deveria estabelecer protocolos com quem entendesse no sentido de divulgar clássicos da nossa língua, trazendo-os para os jornais, para as rádios e para os canais de televisão. Mas... nada!
Os clássicos continuam a ser olhados de lado. Nem sequer a Imprensa Nacional que tanto os edita os promove. É quase como se fosse uma espécie de peste.
Portugal é capaz de anunciar um museu não sei do quê e de se embrulhar noutras tantas trapalhadas mas parece incapaz do mais básico: promover o seu património literário. E como grande parte do público lê mal, aprecia sobremaneira os subprodutos literários que às vezes são êxitos de vendas.
Os jornais partilham desse mesmo ódio ao livro enquanto actividade cultural. Se um livro puder ser referido pelo dinheiro que faz, óptimo. Se não, nem falam do assunto. Até porque a maioria dos jornalistas padece do mesmo problema: lê pouco e mal. E dão-se ao luxo de entrevistar escritores sem terem sequer lido os livros.
Por isso, a feira do livro é uma festa. Só lhe faltam os cantores pimba e os foguetes.

20 abril 2009

8850 quilómetros de muralha


A Grande Muralha da China é a maior estrutura construída pelo Homem e foi erguida na fronteira norte do Império Chinês, qual dragão que percorre um ziguezagueante caminho por entre desertos e montanhas. É Património Mundial da Unesco desde 1987.
Há quem pretenda que é visível da lua e se há coisa que o povo gosta é da lua. As secções mais largas da Grande Muralha têm cerca de 10 metros de largura e um objecto de 10 metros de largura só pode ser visto a olho nu a uma distância máxima de 36 quilómetros, se se verificarem óptimas condições atmosféricas. Ora a lua está a 380 mil quilómetros da Terra.

09 março 2009

O castigo do pão


Dois homens foram visitar uma idosa. O mais velho levava pão, pois a mulher tinha-o amamentado. A mulher tem 75 anos e é síria. Chama-se Khamisa Mohammed Sawadi e foi castigada pela polícia religiosa por causa disso mesmo, por ter em sua casa dois homens que não eram da sua família.

Castigo? 40 chicotadas, quatro meses de cadeia e deportação da Arábia Saudita, após cumprir as penas. Os homens também foram castigados. Um foi condenado a quatro meses de prisão e 40 chicotadas; o outro foi sentenciado a seis meses de prisão e 60 chicotadas.

A mulher anunciou que vai recorrer da sentença e garantiu que Fahd é mesmo filho de amamentação. Dos homens não se sabe, ainda, se pretendem recorrer do castigo.

A Polícia Religiosa tem o dever de zelar pela forma que as pessoas se vestem, a hora das orações e a segregação sexual, entre outras coisas. Face à lei saudita, que segue o Wahabismo, uma interpretação rigorosa do Islão, as mulheres sofrem muitas restrições ao nível da indumentária, precisam da autorização do marido para viajar e estão proibidas de conduzir.

Os disparates persecutórios que as religiões levam a cabo são terríveis, pois quem deles é vítima encontra-se completamente impotente. Veja o caso de uma rapariga síria de 19 anos, violada por sete homens, que foi condenada a 200 chicotadas e seis meses de cadeia por se ter encontrado com um homem não familiar. Os violadores foram condenados a penas entre 10 meses e cinco anos de cadeia.
Fonte: JN

30 janeiro 2009

Olé


Em 2007, realizaram-se em Portugal 27.650 espectáculos ao vivo. 9,8 milhões de pessoas disseram presente!
O teatro é o domínio com maior oferta, com 12012 sessões - 43,4 por cento do total -, logo seguido pela música ligeira (5660) e pela música erudita (2261).
Já em número de espectadores, a música ligeira, com quase seis milhões de espectadores anuais, ultrapassa de longe o teatro, que ainda assim atrai anualmente às salas perto de 1,8 milhões de pessoas, mais do que o triplo das que assistem a concertos de música erudita.
Nas receitas geradas por espectáculos ao vivo, a música ligeira contribui também com a parte de leão, tendo rendido, em 2007, quase 30 milhões de euros. Segue-se o teatro, com 10,5 milhões, e a tauromaquia, que, em apenas 190 sessões, registou quase 300 mil espectadores e rendeu mais de cinco milhões de euros.
E apetece perguntar: Onde está o Wally? Pois é tudo tão óbvio, tão previsível. A única novidade está nas touradas: que se revelam, de longe, a actividade com maior proficiência económica. Cento e noventa espectáculos renderam 5 milhões, enquanto para a música ligeira foram necessários cinco seiscentos e sessenta espectáculos para... 30 milhões.
O título bem podia ser: Tourada rende muito mais do que a música.
Outro dado a ter em conta é o número de visitantes de museus (incluindo zoos, jardins botânicos e aquários) é superior ao do público de espectáculos - em mais cem mil indivíduos. O circuito das galerias de arte também dá cartas: mobilizou quase sete milhões de visitantes.
Assim, se se pensar no dinheiro que as autarquias gastam com espectáculos musicais e o que gastam com museus, verificar-se-á a mentira de muito do que se diz por aí. E fica-se também com uma ideia de quão grunhos são vereadores da cultura e assessoras da área.

06 janeiro 2009

Rir é bom

Transcrevemos, sem comentários, esta peça de lusitano humor jornalístico, da autoria de João Céu Silva. Quem quiser ler o texto na íntegra, pode ver como a publicidade vende mais travestida de 'jornalismo':
"Literatura. O livro foi uma das prendas preferidas pelos portugueses este Natal. Se os escritores estrangeiros tiveram o comportamento habitual, já os nacionais surpreenderam pelo número excepcional de vendas. É certo que dos pesos-pesados só Miguel Sousa Tavares esteve parcialmente fora do ringue
Mulheres deram taça a Rodrigues dos Santos
Dar e receber um livro no Natal é a troca de presentes preferida dos portugueses. Fazê-la com livros de autores nacionais é a grande moda. O resultado destas duas situações fez com que os autores nacionais tenham sido os recordistas de vendas de livros neste último trimestre, num total muito próximo de um milhão de exemplares.
(...)
É uma mudança de rumo do mercado editorial, que se acentuou em 2008 - acompanhando a tendência internacional - e que tem duas razões: o peso do leitor feminino e a aposta das editoras em dar romances historicamente comerciais e com um mínimo de credibilidade.
Com esta "receita literária", lucram as editoras e os livreiros, ganham os autores e aumenta o seu número, ficam os que lêem mais satisfeitos e o rácio de leitura em português melhora, sem se necessitar de alimentar o debate inócuo de que a literatura light destrói a boa escrita e não atrai novos leitores aos já fiéis ao livro."

02 janeiro 2009

Vem aí a Biblioteca Digital Luís de Camões em livre acesso


Mil e duzentos documentos da cultura portuguesa dos últimos cinco séculos vão passar a estar acessíveis sem restrições a partir de dia 8 de Janeiro. Um espólio composto por textos literários, pautas musicais, ensaios, poemas e estudos científicos. Estarão igualmente disponíveis para consulta textos de grandes autores portugueses falecidos há mais de 70 anos (autores no domínio público).

09 dezembro 2008

Grande Oliveira


Manoel de Oliveira tem 100 anos e conserva uma lucidez de fazer inveja a quase todos.

Rui Rio, o presidente da câmara municipal do Porto, queria colher manteiga, aparecendo no retrato ao lado do cineasta. Mas Oliveira disse que não. Recusou a distinção da entrega das chaves da cidade, por considerá-la "um aproveitamento de ocasião" vindo de uma instituição com quem tem tido algumas más experiências.

Disse que soube da proposta da autarquia pelos jornais, e deixou uma resposta clara, também através da imprensa. "Não vou receber coisa nenhuma. Nunca fui consultado para tal. Já tenho recebido tantas ofensas e provocações através do jornal".

Rui Rio, como é do conhecimento público, tudo tem feito para diminuir a vida cultural do Porto. Este oportunismo é típico de figuras como ele. Nada contribuem mas estão sempre à espera de colher louros.

21 novembro 2008

Europeana, a biblioteca digital da UE


Mais de dois milhões de obras dos 27 Estados-membros da União Europeia num sítio: Europeana. Infelizmente, começou hoje e já está indisponível. Excesso de visitas. Pode ficar com uma ideia indo a outra ligação: aqui.

Acessível, em todas as línguas da UE, a biblioteca multimédia europeia conta com material fornecido por mais de 1000 organizações culturais de toda a Europa, incluindo Museus, como o Louvre de Paris, que forneceram digitalizações de quadros e objectos das suas colecções. Ali se podem consultar livros, mapas, gravações, fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes do acervo das bibliotecas nacionais e instituições culturais dos 27 Estados-Membros da UE.

30 outubro 2008

Rei, juiz, escravo


Um grupo de investigadores israelitas anunciou a descoberta da mais antiga inscrição hebraica. Um pequeno pedaço de cerâmica ou ostracon encontrado na zona fronteiriça do bíblico reino de Judeia, a sudoeste de Jerusalém.

A inscrição remonta ao período da mítica batalha entre David e Golias, no século X a.C. A datação foi feita, como é hábito nestas pesquisas, com recurso ao Carbono-14.

O ostracon é um fragmento de cerâmica usado na Antiguidade como superfície de escrita. Neste caso realizada com tinta, numa superfície de 15 centímetros de largura por 15 de comprimento. Na face superior exibe cinco linhas de texto desgastadas pelo tempo e separadas por linhas pretas.

O texto ainda não foi decifrado, mas, segundo o epigrafista Hagai Misgav, especialista em escrituras hebreias antigas, inclui as raízes de termos hoje interpretados como rei, juiz e escravo.


Fonte: El País

28 outubro 2008

Vem aí o matrizpix

Brevemente vamos ter online cerca de 30 mil imagens dos mais diversos museus e palácios portugueses.
Tudo em MatrizPix. Se clicar e ainda não conseguir ver nada, tenha calma. O sítio ainda não foi apresentado e possivelmente só estará disponível a partir de amanhã.
São quase trinta os museus que decidiram participar entre os quais o Museu de Aveiro e da Guarda, o Museu Nacional de Arqueologia, de Arte Antiga e do Teatro, entre outros.
Será de acesso livre ou descarregar imagens terá custos? Esperemos para ver.