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16 abril 2009

Franco Volpi (1952-2009)


Os poetas e os filósofos gostam de andar de bicicleta. Os automobilistas gostam pouco de ciclistas e não raro enviam-nos para os braços de Tanatos.
Que o diga o filósofo Franco Volpi (Vicenza, 1952) que na segunda feira foi albarroado por um automobilista quando passeava na sua bicicleta, acabando por morrer no hospital.
Professor na Universidade de Pádua e colaborador regular do jornal La Repubblica, Volpi era especialista em Filosofia alemã, nomeadamente em Martin Heidegger, reflectindo também sobre a relação entre a Filosofia e a Psicologia actual.
Entre as suas obras refiram-se O nihilismo (1996), Heidegger e Aristóteles (1984) e Sobre a fortuna do conceito de decadência na cultura alemã (1995).

02 abril 2009

Helen Levitt (1913 - 2009)





Helen Levitt (Bensonhurst, 1913 - Manhattan, 2009) cresceu em Brooklyn e desde cedo revelou interesse pela fotografia. Registou os desenhos feitos a giz pelas crianças de rua, fotografando-os a eles e às crianças, o que lhe granjeou fama.
O trabalho que produziu ao longo de quase 50 anos de carreira inspirou-se em Cartier-Bresson e Walker Evans, com quem chegou a colaborar numa série de fotografias captadas nos arredores de Nova Iorque.
As suas primeiras imagens datam de 1936 e o grosso da sua obra guarda cenas do quotidiano de rua de Nova Iorque, particularmente da zona de Manhattan, onde vivia.
A exposição Children: Photographs of Helen Levitt no M.O.M.A., de 1943, lançou a sua reputação como fotógrafa.
Nova Iorque foi o cenário dominante da sua obra e da sua vida. Praticamente só saiu da cidade para ir ao México fotografar homens a beber nas cantinas locais, um trabalho que recolheu no álbum "Helen Levitt: Mexico City" (1997).
A partir da década de 1960 começou a fotografar a acores.

17 março 2009

Millard Kaufman (1917-2009)


Criador do míope e milionário Mister Magoo, Millard Kaufman morreu sábado, em Los Angels, com 92 anos.
Mr. Magoo apareceu pela primeira vez em 1949, em Ragtime Bear, fruto da invenção de Kaufman e de John Hubley.
Além de guionista de Mr. Magoo, trabalhou também para outras séries e filmes, e, já tarde, atreveu-se com o romance, estando para breve o aparecimento de um que deixou pronto para publicação pouco antes de morrer.

27 janeiro 2009

John Updike e os Açores (brevemente)


Gostava das ilhas, passou por aqui feito velejador, deixou umas coisas escritas sobre isso. Daqui a uns tempos, lá mais para o Verão, contamos transcever alguns desses textos .

Por ora digamos que John Updike nasceu no dia 18 de Março de 1932 e que morreu dia 27 de Janeiro de 2009. Ainda viu Obama como presidente.

19 janeiro 2009

João Aguardela (1969-2009)

Morreu ontem, em Lisboa, o músico João Aguardela, que faria 40 anos em Fevereiro.
Vocalista, líder e fundador dos Sitiados, Aguardela foi também o mentor de projectos como Megafone, Linha da Frente (formado por vocalistas de várias bandas nacionais interpretando textos de poetas portugueses) e A Naifa, o seu mais recente projecto com Luís Varatojo, com três álbuns editados aclamados pela crítica e pelo público.




25 dezembro 2008

Harold Pinter (1930-2008)


O Prémio Nobel da Literatura 2005, Harold Pinter, morreu ontem à noite, aos 78 anos de idade.

Pinter nasceu em Londres, a 10 de Outubro de 1930. Começou a sua carreira como actor e escreveu a primeira peça de teatro em 1957. É, para muitos, o maior representante do teatro dramático inglês da segunda metade do século XX.

Para ver mais sobre este dramaturgo, pode dar um passeio até aqui, ou aqui, ou aqui.
Diz Eric Kahane sobre Pinter: "O teatro de Harold Pinter revela um universo singular, cómico e aterrador, feito de sub-entendidos, mal-entendidos ou puros equívocos. Nele observa-se, como se fosse ao microscópio, personagens que vegetam confusamente, de quem quase nada se sabe e que, de repente, explode num confronto em que as palavras são armas mortais. Estamos no reino do falso para se atingir uma verdade que é ainda mais falsa. As perguntas que se colocam não são aquelas que nos vêm à cabeça e a resposta, ou a recusa de responder limita-se a aumentar o abismo da incompreensão. O pudor torna-se violência, o sorriso ameaça, o desejo impotência, a vitória desfaz-se."
Segundo o comunicado da Academia Sueca de há três anos, «no cenário típico de Pinter estão seres que se defendem contra intrusões ou contra os próprios impulsos, entrincheirando-se numa existência reduzida e controlada». «Outro tema principal é o carácter fugitivo e inalcançável do passado», prosseguia a nota de anúncio do vencedor da Academia.
Desde 1973, Pinter também era conhecido como um fervoroso defensor dos direitos humanos.
Além de teatro (podem ver lista num dos links acima referidos), escreveu novelas radiofónicas e argumentos para cinema e televisão. Entre os seus trabalhos mais conhecidos nesta área estão 'The Tailor of Panama' ('O alfaite do Panamá', 2001),' The Handmaid's Tale' (1990), 'Accident' (1967), 'The French Lieutenant's Woman' ('A mulher do tenente francês',1981) ou 'Breaking the Code' (1996).

03 novembro 2008

Jacques Piccard (1922-2008)




Jacques Piccard (1922-2008) é um explorador e oceanógrafo suíço, conhecido pelo desenvolvimento de veículos subaquáticos para o estudo das correntes oceânicas.
Piccard e Don Walsh são as únicas pessoas a ter atingido o ponto mais baixo na superfície terrestre, a Challenger Deep (10916 metros de profundidade), na Fossa das Marianas (Pacífico): no dia 23 de Janeiro de 1960.
Jacques Piccard foi um dos últimos grandes exploradores do século 20, um verdadeiro Capitão Nemo.
Dedicou grande parte da sua vida à pesquisa dos fundos marinhos, criando uma Fundação para Estudos e Protecção dos Mares e Oceanos, sediada em Cully (cantão do Vaud). Também era conhecido pelos submergíveis que produzia.

29 outubro 2008

Carlos Porto 1930-2008


Morreu hoje o crítico de teatro e dramaturgo Carlos Porto. Tinha 78 anos.

Carlos Porto, pseudónimo de José Carlos da Silva Castro, nasceu no Porto em 1930 e notabilizou-se sobretudo na crítica de teatro durante quase cinquenta anos, sobretudo no Diário de Lisboa e no Jornal de Letras.
Foi um dos fundadores da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e deixou obra como poeta, dramaturgo e tradutor, estando publicados, entre outros, «10 Anos de Teatro e Cinema em Portugal 1974-1984», «O TEP e o teatro em Portugal», «Fábrica Sensível» e «Poesia Cega».
Maria Helena Serôdio, directora da revista Sinais de Cena e amiga do crítico de teatro, considera-o «um dos grandes fazedores de opinião pública em termos de teatro».

«Era um crítico muito respeitado e por vezes muito temido, que provocou algumas polémicas, mas que respondeu sempre com coragem e frontalidade». Referiu ainda o seu papel, durante a década de 1970, na divulgação do trabalho de Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo. E o ter sido um «combatente absolutamente decidido e corajoso sobre a liberdade do teatro, sobre a inovação e sobre o profissionalismo».

20 setembro 2008

Homem com mais de 316 quilos


Chamava-se Carlos Marroquín, tinha 47 anos e pesava quase 317 quilos. Em Dezembro de 2007 estava em casa e sentiu-se mal. Os bombeiros que foram chamados ao local tiveram de usar uma grua hidráulica para o retirar do segundo andar. Esteve internado desde então num hospital da Guatemala.

Há dias, os médicos resolveram operá-lo, para lhe retirarem grande quantidade de gordura. A operação, que demorou mais de seis horas, foi bem sucedida. Mas Carlos Marroquín não aguentou as várias paragens cardíacas e morreu.

25 junho 2008

Albert Cossery (1913-2008)


O escritor egípcio Albert Cossery, conhecido como o "Voltaire do Nilo", morreu domingo passado (22 de Junho), aos 94 anos, no hotel de Paris onde viveu nas últimas seis décadas, informaram fontes da sua editora. O corpo de Cossery foi encontrado no quarto que ocupava num modesto hotel do bairro de Saint Germain des Prés.

Autor de oito obras, todas traduzidas em português, Cossery tornou-se uma personagem do boémio bairro de Paris no qual se instalou em 1945, onde conviveu com escritores como Albert Camus, Juliette Greco e Giacometti.

Os seus textos, cheios de sarcasmo e sabedoria oriental, situam-se sempre em cidades egípcias, por onde deambulam os mestres do dolce fare niente que se comprazem com os tolos e governantes do burgo. Tal como essas personagens, Albert Cossery sempre se orgulhou de nada possuir.


«Não há nada de mais imoral do que roubar sem riscos. É o risco que nos diferencia dos banqueiros e dos seus émulos que praticam o roubo legalizado com a cobertura do governo.»

Albert Cossery


Livros publicados em Portugal:


MENDIGOS E ALTIVOS

MANDRIÕES NO VALE FÉRTIL

A VIOLÊNCIA E O ESCÁRNIO

AS CORES DA INFÂMIA

A CASA DA MORTE CERTA

UMA CONJURA DE SALTIMBANCOS

OS HOMENS ESQUECIDOS DE DEUS

UMA AMBIÇÃO NO DESERTO


E ainda CONVERSAS COM COSSERY

16 junho 2008

Esbjörn Svensson (1964-2008)


O sueco Esbjörn Svensson, músico de jazz, faleceu no fim-de-semana, enquanto mergulhava em Estocolmo. Tinha 44 anos.

O Esbjörn Svensson Trio era composto por Svensson - pianista e compositor -, pelo baterista Magnus Oström e pelo baixista Dan Berglund. A banda gravou mais de 10 álbuns e foi muito aplaudida pela crítica e pelo público, tanto na Europa como nos Estados Unidos.

25 maio 2008

Alfredo Saramago (1938-2008)


Historiador e antrópologo, Alfredo Saramago era um dos raros investigadores portugueses que se interessava pela História da Alimentação. Talvez por ter nascido em Arronches, em 1938, foi ao Alentejo e à sua cozinha que dedicou boa parte do seu trabalho. Em 1997, lançou o livro “Para uma História da Alimentação no Alentejo”, uma súmula dos hábitos alimentares da região, desde a pré-história aos nossos dias. Em 1998, deu à estampa, de parceria com Manuel Fialho, “Cozinha Alentejana”, um receituário de manjares regionais. Era director da “Epicur”, uma revista de gastronomia e outros prazeres. Os vinhos e a tradição gastronómica das diferentes regiões portuguesas eram a matéria-prima das suas obras. Morreu hoje, com 70 anos.

22 maio 2008

Torcato Sepúlveda (1951-2008)

Tinha 56 anos. Morreu ontem, em Lisboa, o jornalista e crítico literário Torcato Sepúlveda. Marcou a crítica literária e mudou a forma de fazer jornalismo cultural em Portugal — foi o primeiro editor da secção de Cultura, do “Público”, jornal de que foi um dos fundadores.

Nascido em Braga, era filho de professores primários. Frequentou o curso de Filologia Românica na Universidade de Coimbra e, entre 1971 e 1974, viveu exilado em Bruxelas, onde foi operário. No regresso a Portugal, trabalhou no serviço de fronteiras em Vila Real de Santo António, tendo passado daí para o jornal “Expresso” como copydesk. Neste semanário começou a fazer crítica literária, assinando João Macedo — João Torcato Sepúlveda de Macedo era o seu nome completo. Fez traduções sob pseudónimos: Silva de Viseu, Buíça, D. Luís da Cunha. Do “Expresso” saiu para o “Público”, onde editou também a secção de Sociedade antes de partir para integrar a equipa que refundou o “Semanário”. Passou pela “Capital”, por “O Independente” e era actualmente jornalista do “Diário de Notícias” (escrevia para o suplemento de sábado “NS”).

02 maio 2008

Olímpio Ferreira (1967-2007)


700 exemplares, impressos em Fevereiro de 2008
Aqui ficam alguns excertos deste belo livro de homenagem a Olímpio Ferreira

Paulo da Costa Domingos

CARPIR

Vamos lá. Vamos lá sorrir um pouco. A vida
é isto: fugir-nos como areia entre dedos;
versos soltos por uma outra manhã, ou
versos soltos aconchegando um féretro…

(…)

José Mário Silva

O. F.

(…)

ignomínia. Descemos à rua, bebemos

café, fingimos seguir em frente.

(…)

Manuel de Freitas

LES PETITS MOULINS À VENT

(…)

Só a noite pode agora responder.


Vitor Silva Tavares

UM PEDACINHO DE PÃO

(…) Noutro lugar-o-mesmo confessei ter encontrado nele aquela higiene espiritual que alio à pessoa do Zeca Afonso, cá por coisas do estar e do agir – descontadas as circunstâncias históricas e de geração. (…)

E se isto pressupõe literatura, é favor rasgar.


30 abril 2008

Albert Hofmann (1905-2008)



Tinha 102 anos. Morreu. Morreu o pai do ácido. O homem que inventou o LSD. Morreu sem chegar a Maio. Logo agora que se vão comemorar os 30 anos do Maio de 68, que, juntamente com o movimento hippie, alterou o modo de vida ocidental. Descobriu o LSD em 1938.

LSD é o acrónimo de Lysergsäurediethylamid, palavra alemã para a dietilamida do ácido lisérgico, extraído de um fungo do centeio (Claviceps purpúrea). É uma das mais potentes substâncias alucinogéneas conhecidas: desperta os sentidos para as cores e os sons, afectando os sentimentos e a memória.